Estudo Visa aponta Brasil como mercado promissor para criptomoedas

Um terço dos brasileiros já está ativamente envolvido com criptomoedas
O estudo da Visa revela que além de conhecer, brasileiros estão investindo e transacionando com moedas digitais.
Mark

Por que o Brasil se destaca tanto neste estudo em relação a outros países?

Mimi

A combinação de fatores. Temos uma população jovem, principalmente millennials, que naturalmente é mais aberta a inovações financeiras. Além disso, há uma busca real por diversificação de investimentos e desconfiança em relação aos canais tradicionais.

Mark

A questão da renda é preocupante, não é? Se apenas os mais ricos estão engajados, isso não limita o potencial de mercado?

Mimi

É uma tensão real. O estudo mostra correlação entre renda e engajamento, o que pode criar um mercado de duas velocidades. Mas há também muita curiosidade entre pessoas de menor renda — elas têm interesse, apenas faltam recursos e conhecimento.

Mark

E quanto às stablecoins? Por que ganham tanta preferência em relação ao Bitcoin?

Mimi

Porque resolvem um problema prático. Bitcoin é volátil, especulativo. Stablecoins funcionam como poupança — você coloca dinheiro ali e sabe que o valor se mantém. Para um país com inflação histórica como o Brasil, isso é muito atrativo.

Mark

Os proprietários ativos acham que criptomoedas são melhores que ações. Isso é apenas otimismo ou há algo de real nessa percepção?

Mimi

Há otimismo, certamente. Mas também há realidade: criptomoedas tiveram retornos extraordinários em certos períodos. Para quem entrou cedo, a comparação com ações tradicionais é válida. O risco é que nem todos entram cedo.

Mark

Qual é a maior ameaça ao crescimento deste mercado?

Mimi

A instabilidade que o próprio estudo menciona. Se houver um crash significativo, a percepção positiva pode desaparecer rapidamente. E há também a questão regulatória — o Brasil ainda está definindo como vai lidar com criptomoedas.

  • O Brasil surpreende o mundo ao registrar 97% de conhecimento sobre criptomoedas entre sua população adulta, com um terço já atuando como investidor ou usuário ativo.
  • O país lidera globalmente em curiosidade sobre o tema, com 29% dos adultos ainda fora do mercado, mas demonstrando intenção real de entrar nele em breve.
  • A percepção positiva é esmagadora: mais de 80% dos proprietários enxergam criptomoedas como inovação financeira genuína, e a maioria acredita que em uma década serão de uso comum.
  • As barreiras persistem — instabilidade, falta de conhecimento e recursos insuficientes travam parte do avanço, especialmente entre os não-proprietários.
  • Stablecoins ganham terreno como alternativa de poupança mais confiável que o dinheiro tradicional, sinalizando uma maturação nas preferências do mercado brasileiro.

Em um país marcado por instabilidade econômica histórica e uma população jovem em busca de alternativas financeiras, o Brasil emerge como solo fértil para a adoção de criptomoedas. Um estudo encomendado pela Visa revelou que quase a totalidade dos brasileiros conhece o ativo digital, e que o país lidera globalmente em curiosidade e intenção de investimento. O fenômeno não é apenas tecnológico — é uma expressão do desejo coletivo por autonomia financeira e diversificação em tempos de incerteza.

Um estudo encomendado pela Visa, realizado em parceria com a LRW, pintou um retrato revelador do Brasil no universo das criptomoedas. Batizada de "O fenômeno cripto: atitudes e usos do consumidor", a pesquisa descobriu que 97% dos brasileiros conhecem o ativo — e que cerca de um terço já está ativamente envolvido, seja como investidor passivo acumulando ativos, seja como proprietário ativo usando criptomoedas em transações e transferências. Há quase o dobro de proprietários ativos em relação aos passivos, e ambos os grupos são compostos majoritariamente por homens millennials.

O que distingue o Brasil no cenário global é a intensidade do interesse. O país lidera entre todos os pesquisados no percentual de adultos curiosos — 29% — pessoas que ainda não possuem criptomoedas, mas demonstram otimismo real e intenção de entrar no mercado. Os já engajados planejam comprar mais nos próximos doze meses e acreditam que em cinco a dez anos as criptomoedas serão amplamente usadas no cotidiano financeiro.

A força motriz desse engajamento é a percepção positiva: mais de 80% dos proprietários as veem como inovação financeira genuína, e 71% dos ativos acreditam que investir em criptomoedas é mais vantajoso que investir em ações. A busca por construção de patrimônio e diversificação de portfólio aparece como motivação central. Apenas 8% dos pesquisados conhecem criptomoedas e as rejeitam.

As barreiras, porém, são concretas. Instabilidade e falta de recursos são os principais freios para quem já possui criptomoedas e quer ampliar o engajamento. Entre os não-proprietários, 60% citam falta de conhecimento como obstáculo principal. No campo das preferências, stablecoins se destacam como opção de poupança mais confiável que o dinheiro tradicional, e há forte interesse em cartões e recompensas vinculados a criptoativos. O retrato final é o de um mercado jovem, acelerado e com condições estruturais para crescimento contínuo.

Um estudo encomendado pela Visa traçou um retrato surpreendente do Brasil como mercado de criptomoedas: praticamente todos conhecem o ativo, e uma parcela significativa já está colocando dinheiro nele. A pesquisa, realizada em parceria com a LRW e traduzida como "O fenômeno cripto: atitudes e usos do consumidor", ouviu brasileiros sobre suas percepções e comportamentos com moedas digitais e descobriu um país onde o interesse supera o de outras nações pesquisadas.

Os números falam por si. Noventa e sete por cento dos entrevistados disseram conhecer criptomoedas. Mais impressionante ainda: cerca de um terço deles está ativamente envolvido com elas. Alguns funcionam como investidores passivos, acumulando ativos para ganhos futuros. Outros são proprietários ativos, usando criptomoedas para transações comerciais e transferências de dinheiro. O estudo revelou que há quase o dobro de proprietários ativos em relação aos passivos, e ambos os grupos são compostos predominantemente por homens da geração millennial.

O que torna o Brasil particularmente notável é sua posição global. Entre todos os países incluídos na pesquisa, o Brasil apresenta o maior percentual de adultos curiosos sobre o tema — vinte e nove por cento. Esses são indivíduos que ainda não possuem criptomoedas, mas veem o mercado com otimismo e demonstram intenção real de entrar nele. Os consumidores já engajados, por sua vez, planejam comprar ainda mais criptomoedas nos próximos doze meses e acreditam que em cinco a dez anos elas serão amplamente usadas para compras e envios de dinheiro.

A razão por trás desse engajamento é clara: percepção positiva. Oitenta por cento dos proprietários ativos e oitenta e um por cento dos passivos veem as criptomoedas como uma inovação financeira genuína. Setenta e sete por cento dos curiosos compartilham essa visão. A maioria concorda que em uma década as criptomoedas serão algo comum. Proprietários ativos, especificamente, acreditam que investir em criptomoedas é mais vantajoso que investir em ações — setenta e um por cento pensam assim. De modo geral, os engajados as veem como ferramenta para construir patrimônio e diversificar portfólios. Apenas oito por cento dos pesquisados disseram conhecer criptomoedas mas não as veem com bons olhos.

As barreiras, porém, são reais. Proprietários ativos e passivos citam instabilidade e falta de fundos suficientes como os principais obstáculos para aumentar seu engajamento. Entre aqueles que não possuem criptomoedas, a falta de conhecimento é a barreira mais citada — sessenta por cento mencionam isso — seguida por fundos insuficientes (cinquenta e um por cento) e risco de instabilidade. Curiosamente, os que já possuem criptomoedas são os mais propensos a se engajar ainda mais, pois as veem como o meio financeiro do futuro e como caminho para construir riqueza.

A demografia do mercado cripto brasileiro revela padrões importantes. O engajamento está correlacionado ao nível de renda — adultos mais ricos tendem a se envolver mais com criptomoedas. A idade também importa: consumidores mais jovens são significativamente mais engajados, enquanto os mais velhos tendem a estar desengajados ou menos interessados. Bitcoin é conhecido por praticamente todos os brasileiros pesquisados, e cerca de um quarto dos que conhecem criptomoedas possuem esse ativo. Mas há uma preferência clara por stablecoins entre proprietários ativos e passivos, que as veem como ferramenta de poupança mais confiável que o dinheiro tradicional. Os consumidores engajados também demonstram forte interesse em recompensas e cartões que permitam usar criptomoedas.

O quadro que emerge é o de um mercado em estágio inicial, mas em crescimento acelerado. O Brasil não apenas conhece criptomoedas — está adotando-as em ritmo mais rápido que outros países pesquisados. A combinação de percepção positiva, busca por diversificação de investimentos e uma população jovem e conectada cria condições para expansão contínua. As barreiras existem, especialmente em torno de conhecimento e estabilidade, mas não parecem ser suficientes para frear o momentum.

A maioria dos proprietários ativos e passivos veem as criptomoedas como uma inovação nas finanças e acreditam que em dez anos serão algo comum
— Estudo da Visa
Falta de conhecimento (60%) e fundos insuficientes (51%) são as principais barreiras para quem não possui criptomoedas
— Pesquisa da Visa
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