Estudante de Toledo é selecionado para representar Brasil em Mundial de Matemática na Tailândia

A matemática é algo muito bonito, quase como uma arte
Kauê descreve sua relação com a disciplina que o levou a representar o Brasil em competição internacional.
Mark

O que faz um aluno de escola pública chegar a uma competição internacional de matemática?

Mimi

No caso do Kauê, é uma combinação de coisas. Ele tem talento genuíno, sim, mas também uma curiosidade que não se satisfaz com o que é ensinado em sala de aula. E isso encontrou apoio — da família, que sempre incentivou, dos professores que reconheceram seu potencial, da escola que cria espaço para olimpíadas.

Mark

Seus pais parecem ter papel central nisso.

Mimi

Absolutamente. Eles não apenas permitiram que ele estudasse, mas criaram um ambiente onde a dedicação era valorizada desde pequeno. O pai fala sobre a importância de pais, professores e diretores ajudarem crianças talentosas a serem vistas. Não é só sobre talento bruto — é sobre ter quem acredite em você.

Mark

E a escola? Qual é o papel dela nessa história?

Mimi

A escola faz questão de dizer que não é mérito só dela, mas que trabalha deliberadamente para incentivar todos os estudantes a participarem de competições. Quando um aluno como Kauê se destaca, eles usam isso como prova para os outros de que é possível. É uma mensagem poderosa.

Mark

O professor de matemática dele viu algo especial cedo?

Mimi

Sim. Nas primeiras aulas, Kauê já perguntava sobre cálculo diferencial e integral — assuntos de universidade. Mas o professor diz que o diferencial real é a curiosidade dele, o esforço constante em aprender além do que é apresentado.

Mark

Isso muda algo, saber que ele vem de escola pública?

Mimi

Muda tudo. A mensagem que a escola quer passar é que estudantes de rede pública podem alcançar excelência e competir com os melhores. Não é sobre privilégio ou acesso restrito. É sobre oportunidade encontrando dedicação.

Mark

E agora, com a Tailândia à frente?

Mimi

Ele está em preparação. Mas mesmo com tudo isso, Kauê mantém os pés no chão. Já pensa em cursar Física, em construir uma carreira acadêmica. Cada conquista é um degrau, não o destino final.

  • Um estudante de escola pública do interior do Paraná foi classificado para uma das maiores competições de matemática do mundo, superando suas próprias expectativas.
  • A conquista gera comoção na comunidade escolar de Toledo, que vê no feito de Kauê a prova viva de que o ensino estadual pode revelar talentos de nível internacional.
  • Além do Mundial, Kauê foi convocado para uma imersão preparatória em Foz do Iguaçu com os 150 melhores estudantes do Estado, acumulando desafios em ritmo acelerado.
  • Nas próximas semanas, ele se juntará ao grupo de selecionados em Campinas para preparação final antes de embarcar para a Tailândia em dezembro de 2026.
  • Com intercâmbio no Reino Unido já no currículo e planos de cursar Física, Kauê constrói uma trajetória em que cada conquista é tratada como degrau, não como destino.

Em Toledo, no Paraná, um jovem de 17 anos demonstra que o talento cultivado na escola pública pode alcançar os palcos mais distantes do mundo. Kauê Michel Mick Roos, aluno do Colégio Estadual Professor Ildo José Fritzen, foi selecionado entre os 18 paranaenses que representarão o Brasil no Mundial de Matemática em Bangkok, em dezembro de 2026 — uma conquista que não pertence apenas a ele, mas a todos que acreditaram que a educação pública é terreno fértil para a excelência. Sua trajetória convida a refletir sobre o que floresce quando curiosidade, apoio familiar e comprometimento institucional se encontram no momento certo.

Aos 17 anos, Kauê Michel Mick Roos recebeu uma notícia que foi além do que imaginava possível: está entre os 18 estudantes paranaenses selecionados para representar o Brasil na World Mathematics Team Championship, em Bangkok, entre 2 e 7 de dezembro de 2026. A classificação veio pelo desempenho na Olimpíada de Matemática das Escolas Estaduais do Paraná e trouxe ainda uma segunda convocação — ele integra o grupo dos 150 melhores alunos do Estado chamados para uma imersão preparatória em Foz do Iguaçu, etapa que antecede a Olimpíada Brasileira de Matemática.

Para Kauê, a matemática sempre foi algo próximo à arte — uma forma de encontrar lógica e beleza nas equações. Seus pais, Lairton e Rosalene, reconhecem que essa curiosidade vem de longa data e sempre procuraram estimulá-la. O diretor do Colégio Estadual Professor Ildo José Fritzen, Jair Luis Schuvaab, celebra a conquista como vitória coletiva e usa o exemplo do aluno para mostrar aos demais que caminhos semelhantes estão ao alcance de quem se dedica. O professor de Matemática Wullyann Back conta que, desde as primeiras aulas, Kauê já fazia perguntas sobre cálculo diferencial — tópicos do ensino superior — revelando uma curiosidade que vai muito além do currículo.

A trajetória do jovem inclui também um intercâmbio no Reino Unido em 2025, pelo programa Ganhando o Mundo do Governo do Paraná, experiência que ele descreve como transformadora. Agora, antes de embarcar para a Tailândia, participará de um grupo de estudos com os demais selecionados em Campinas. Com planos de cursar Física e uma visão clara do futuro, Kauê parte para Bangkok carregando não apenas seu próprio talento, mas o símbolo do que a educação pública paranaense é capaz de oferecer.

Aos 17 anos, Kauê Michel Mick Roos recebeu uma notícia que superou suas próprias expectativas. O aluno da 3ª série do Ensino Médio do Colégio Estadual Professor Ildo José Fritzen, em Toledo, foi classificado entre os 18 estudantes paranaenses que representarão o Brasil na World Mathematics Team Championship em Bangkok, na Tailândia, entre 2 e 7 de dezembro de 2026. A seleção veio como reconhecimento ao seu desempenho na Olimpíada de Matemática das Escolas Estaduais do Paraná, mas trouxe consigo uma segunda notícia igualmente significativa: ele também integra o grupo de 150 melhores estudantes do Estado convocados para uma imersão em Matemática em Foz do Iguaçu, etapa preparatória para a Olimpíada Brasileira de Matemática.

Para Kauê, a trajetória até aqui reflete uma relação genuína com a disciplina que vai muito além da obrigação escolar. Ele descreve a matemática como algo próximo à arte, uma forma de compreender a lógica subjacente às equações que torna o aprendizado uma atividade prazerosa. Essa paixão não surgiu do nada. Seus pais, Lairton e Rosalene, reconhecem que desde a infância o filho demonstrava dedicação aos estudos e curiosidade constante, qualidades que sempre procuraram estimular. Para eles, acompanhar essa trajetória é motivo de orgulho e emoção, e o pai acredita que programas educacionais bem estruturados fazem diferença real na vida de jovens talentosos, permitindo que desenvolvam seu potencial e contribuam para a construção de um mundo melhor.

A escola também celebra a conquista como vitória coletiva. Jair Luis Schuvaab, diretor do Colégio Estadual Professor Ildo José Fritzen, enfatiza que embora o mérito seja integralmente de Kauê, a instituição trabalha deliberadamente para incentivar todos os estudantes a participarem de olimpíadas e concursos. Quando um aluno se destaca, a escola usa esse exemplo para mostrar aos demais que caminhos semelhantes estão ao alcance de quem se dedica. Para Schuvaab, a conquista reforça uma mensagem fundamental: estudantes da rede pública podem alcançar os mesmos espaços que qualquer outro, desde que acreditem em si mesmos e aproveitem as oportunidades disponíveis.

Wullyann Lúcio Zamboni Back, professor de Matemática de Kauê, percebeu cedo estar diante de um aluno diferenciado. Nas primeiras aulas, o jovem já formulava perguntas sobre cálculo diferencial e integral, tópicos normalmente restritos ao ensino superior. O que mais distingue Kauê, segundo o professor, é sua curiosidade insaciável e seu esforço em aprender além do que é apresentado em sala de aula. Para Back, histórias como essa inspiram outros jovens ao demonstrar que um estudante de escola pública pode alcançar excelência e competir com os melhores do país.

O chefe do Núcleo Regional de Educação de Toledo, Prof. José Carlos, vê na conquista de Kauê um reflexo do que a educação pública pode oferecer quando talento, incentivo, dedicação e oportunidades convergem. Ele ressalta que o jovem representa não apenas sua escola, mas toda a educação pública da região, e que sua trajetória é fruto do esforço pessoal, do apoio familiar, do comprometimento dos professores e do trabalho institucional desenvolvido pela escola.

Antes da competição internacional, Kauê já havia vivido outra experiência transformadora. Em 2025, participou do programa Ganhando o Mundo, do Governo do Paraná, realizando intercâmbio no Reino Unido. Ele descreve essa experiência como algo que mudou sua vida, permitindo conhecer outra cultura, fazer amizades e amadurecer significativamente. Agora, com a oportunidade de representar o Brasil na Tailândia, sente-se ainda mais motivado a explorar o mundo por meio da educação.

Mantendo os pés no chão apesar das conquistas, Kauê já planeja seu futuro acadêmico. Pretende cursar Física e construir uma carreira na área, vendo cada conquista como um degrau que o aproxima do que realmente deseja fazer. Nas próximas semanas, participará de um grupo de estudo com os demais alunos selecionados em Campinas, São Paulo, como preparação final antes de embarcar para a Tailândia. Ele levará consigo não apenas o nome de Entre Rios do Oeste, mas também o talento dos estudantes da rede estadual paranaense para uma das maiores competições de matemática do mundo.

O que mais me surpreendeu foi ganhar uma vaga para disputar uma oportunidade de participar da olimpíada internacional na Tailândia. Eu esperava competir para chegar à Olimpíada Brasileira de Matemática, mas foi uma dupla surpresa.
— Kauê Michel Mick Roos
Existem muitas crianças com potencial. Pais, professores e diretores precisam ajudá-las a serem vistas. Esses jovens podem desenvolver novas tecnologias e ajudar a construir um mundo melhor.
— Lairton, pai de Kauê
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