Em Toledo, no Paraná, um jovem de 17 anos demonstra que a excelência intelectual não conhece fronteiras geográficas nem institucionais. Kauê Michel Mick Roos, aluno da rede pública estadual, foi selecionado entre os 18 paranaenses que representarão o Brasil na World Mathematics Team Championship 2026, em Bangkok, consolidando uma trajetória construída com curiosidade genuína, dedicação familiar e o suporte de uma escola que acredita no potencial de seus estudantes. Sua história convida a refletir sobre o que a educação pública pode alcançar quando talento, oportunidade e comprometimento conver
Estudante de Toledo entre 18 paranaenses classificados para Mundial de Matemática na Tailândia
Vejo a matemática como algo muito bonito, quase como uma arte
O que faz um aluno de escola pública chegar a uma competição internacional de matemática?
Curiosidade genuína, principalmente. Kauê não estuda porque precisa — ele estuda porque vê beleza nas equações. Isso muda tudo.
Seus pais fizeram algo especial para que ele chegasse aqui?
Eles apoiaram desde cedo. Não forçaram, apenas incentivaram. Quando viram a dedicação dele, criaram espaço para que florescesse. É simples, mas raro.
O professor dele percebeu algo diferente nas primeiras aulas?
Sim. Kauê fazia perguntas sobre cálculo diferencial e integral — assuntos de universidade — quando ainda estava no ensino médio. O professor viu que havia algo além da média.
Isso inspira outros alunos da escola?
Completamente. Quando um aluno da escola pública chega tão longe, muda a percepção de todos os outros. Deixa de ser um sonho distante e vira algo possível.
Qual é o próximo passo para ele?
Estudo intensivo em Campinas com os outros 17 alunos classificados, depois Bangkok em dezembro. Mas além disso, ele quer cursar Física e construir uma carreira acadêmica. Cada conquista é um degrau.
A educação pública realmente abre essas portas?
Abriu para Kauê. Seu colégio incentiva olimpíadas, concursos, avaliações. Quando a escola acredita que seus alunos podem chegar longe, eles chegam.
O Pulso
- Um estudante de escola pública de Toledo conquista vaga para uma das maiores competições de matemática do mundo, desafiando a ideia de que excelência acadêmica pertence apenas a determinados contextos.
- A classificação chegou em duas etapas surpreendentes: primeiro a seleção para imersão estadual com os 150 melhores alunos do Paraná, depois a vaga inesperada para o torneio mundial em Bangkok.
- Professores relatam que Kauê já questionava cálculo diferencial e integral nas primeiras aulas do Ensino Médio, revelando um apetite intelectual muito além do currículo convencional.
- A escola, o Núcleo Regional de Educação e a família unem vozes para afirmar que a conquista é coletiva — e que ela envia uma mensagem clara a outros jovens da rede pública: é possível chegar ao palco mundial.
- Antes de embarcar para a Tailândia em dezembro, Kauê participará de grupo de estudos em Campinas com os demais classificados, refinando a preparação para representar o Brasil com a força da educação pública paranaense.
Em Toledo, no Paraná, um jovem de 17 anos demonstra que a excelência intelectual não conhece fronteiras geográficas nem institucionais. Kauê Michel Mick Roos, aluno da rede pública estadual, foi selecionado entre os 18 paranaenses que representarão o Brasil na World Mathematics Team Championship 2026, em Bangkok, consolidando uma trajetória construída com curiosidade genuína, dedicação familiar e o suporte de uma escola que acredita no potencial de seus estudantes. Sua história convida a refletir sobre o que a educação pública pode alcançar quando talento, oportunidade e comprometimento convergem.
Aos 17 anos, Kauê Michel Mick Roos abriu uma porta que poucos conseguem atravessar. Aluno da 3ª série do Ensino Médio do Colégio Estadual Professor Ildo José Fritzen, em Toledo, ele está entre os 18 paranaenses classificados para representar o Brasil na World Mathematics Team Championship 2026, competição que acontecerá em Bangkok entre 2 e 7 de dezembro. A vaga foi conquistada após seu desempenho na Olimpíada de Matemática das Escolas Estaduais do Paraná, e veio acompanhada de outra seleção: a dos 150 melhores estudantes do Estado para uma imersão preparatória em Foz do Iguaçu.
Para quem o conhece de perto, a conquista não surpreende. Seus pais, Rosalene e Lairton, descrevem um filho que sempre demonstrou curiosidade genuína pelos estudos. Seu professor de Matemática, Wullyann Lúcio Zamboni Back, recorda que nas primeiras aulas Kauê já fazia perguntas sobre cálculo diferencial e integral — conteúdos universitários — revelando um interesse muito acima da média. Para Back, histórias como essa inspiram outros jovens a acreditarem que a escola pública pode levá-los ao mais alto nível de competição.
A trajetória de Kauê também inclui um intercâmbio no Reino Unido em 2025, pelo programa Ganhando o Mundo do Governo do Paraná, experiência que ele descreve como transformadora. Agora, a Tailândia representa mais um degrau em uma jornada construída com deliberação — ele pretende cursar Física e seguir carreira acadêmica, enxergando cada vitória como parte de um caminho maior.
O diretor do colégio, Jair Luis Schuvaab, e o chefe do Núcleo Regional de Educação, José Carlos, veem na conquista de Kauê um símbolo coletivo: ela reúne talento pessoal, apoio familiar, comprometimento docente e trabalho institucional. A mensagem que a escola transmite aos demais alunos é direta — vocês também podem chegar longe. Nas próximas semanas, Kauê se reunirá com os demais classificados em Campinas para a preparação final antes de embarcar para Bangkok, levando consigo o nome da educação pública paranaense para um dos maiores palcos mundiais da matemática.
Aos 17 anos, Kauê Michel Mick Roos abriu uma porta que poucos conseguem atravessar. Aluno da 3ª série do Ensino Médio do Colégio Estadual Professor Ildo José Fritzen, em Toledo, ele está entre os 18 estudantes paranaenses classificados para representar o Brasil na World Mathematics Team Championship 2026, competição internacional que acontecerá em Bangkok, na Tailândia, entre 2 e 7 de dezembro. A notícia chegou em duas ondas: primeiro, a seleção para uma imersão em Matemática em Foz do Iguaçu, que reunirá os 150 melhores estudantes do Estado em preparação para a Olimpíada Brasileira de Matemática. Depois, a surpresa maior — a vaga para o torneio mundial, conquistada após seu desempenho na Olimpíada de Matemática das Escolas Estaduais do Paraná.
Para Kauê, a trajetória nunca foi sobre cumprir obrigações. Desde criança, conforme relata sua mãe Rosalene e seu pai Lairton, ele demonstrou curiosidade genuína pelos estudos, nunca deixando tarefas para depois. Hoje, ele fala da matemática como quem fala de arte — com admiração pela lógica que sustenta as equações, pela beleza contida nos números. Essa paixão o levou a participar, em 2025, do programa Ganhando o Mundo, do Governo do Paraná, realizando intercâmbio no Reino Unido, experiência que, segundo ele, mudou sua vida e o ajudou a amadurecer. Agora, a oportunidade de conhecer a Tailândia e competir no palco mundial representa mais um passo nessa jornada que ele constrói com deliberação e entusiasmo.
Seu professor de Matemática, Wullyann Lúcio Zamboni Back, reconheceu cedo que estava diante de um aluno diferenciado. Nas primeiras aulas, Kauê já fazia perguntas sobre cálculo diferencial e integral — conteúdos universitários — revelando um interesse muito acima da média. O que distingue o estudante, na avaliação do professor, é a curiosidade insaciável: ele sempre buscou aprender além do que era apresentado em sala de aula, transformando o esforço em excelência. Para Back, histórias como essa inspiram outros jovens a acreditarem que a educação pública pode levar ao mais alto nível de competição.
A escola e a comunidade abraçam essa conquista como própria. Jair Luis Schuvaab, diretor do Colégio Estadual Professor Ildo José Fritzen, enfatiza que o mérito é integralmente de Kauê, mas que a instituição trabalha para incentivar todos os estudantes a participarem de olimpíadas e concursos. Quando um aluno se destaca, a mensagem que a escola passa aos demais é clara: vocês também podem chegar longe. Para Schuvaab, a conquista reforça uma verdade fundamental sobre a educação pública — que seus alunos podem alcançar os mesmos espaços que qualquer outro, desde que acreditem, se dediquem e aproveitem as oportunidades.
José Carlos, chefe do Núcleo Regional de Educação de Toledo, vê na trajetória de Kauê um símbolo maior. Ele representa não apenas seu colégio, mas toda a educação pública da região. Sua conquista é fruto do talento pessoal, do apoio familiar, do comprometimento dos professores e do trabalho institucional da escola — uma convergência de fatores que demonstra como a educação pública abre caminhos para oportunidades de nível internacional. Para os pais, Lairton acredita que programas educacionais fazem a diferença real na vida de estudantes talentosos, e que muitas crianças com potencial precisam ser vistas e apoiadas por pais, professores e diretores para que possam desenvolver novas tecnologias e ajudar a construir um mundo melhor.
Mesmo com tantas conquistas já acumuladas, Kauê mantém os pés no chão. Pretende cursar Física e construir uma carreira acadêmica, vendo cada vitória como um degrau que o aproxima do que realmente deseja fazer. Nas próximas semanas, ele participará de um grupo de estudo com os demais alunos classificados em Campinas, São Paulo, como preparação final antes de embarcar para a Tailândia. Quando chegar a Bangkok, levará consigo não apenas o nome de Entre Rios do Oeste, mas o talento dos estudantes da rede estadual do Paraná para uma das maiores competições de matemática do mundo.
Citações Notáveis
O que mais me surpreendeu foi ganhar uma vaga para disputar uma oportunidade de participar da olimpíada internacional na Tailândia. Eu esperava competir para chegar à Olimpíada Brasileira de Matemática, mas foi uma dupla surpresa.— Kauê Michel Mick Roos
Existem muitas crianças com potencial. Pais, professores e diretores precisam ajudá-las a serem vistas. Esses jovens podem desenvolver novas tecnologias e ajudar a construir um mundo melhor.— Lairton, pai de Kauê