A seis dias do primeiro turno presidencial de 4 de outubro de 2026, o Estadão e o Grupo Bandeirantes anunciaram que realizarão um debate entre os dois finalistas no dia 11 de outubro, caso a disputa não seja resolvida de imediato. Com Lula e Flávio Bolsonaro liderando as pesquisas mas ainda distantes da maioria absoluta, o país se prepara para um possível segundo turno — e para o confronto de ideias que a democracia exige, mas que os favoritos já evitaram uma vez.
Estadão e Band marcam debate de 2º turno para 11 de outubro
Os dois mais bem votados passam ao segundo turno
Por que as emissoras escolheram especificamente 11 de outubro para o debate de segundo turno?
Porque é o primeiro domingo após a votação de primeiro turno, que acontece em 4 de outubro. Assim, se houver segundo turno, o debate ocorre em horário nobre, quando as famílias brasileiras estão em casa.
Mas isso assume que haverá segundo turno. Se alguém vencer com mais de 50% no primeiro turno, o debate não acontece. A pesquisa Quaest mostra Lula com 39% e Flávio com 34%, então matematicamente é possível que ninguém atinja 50%, mas também é possível que alguém chegue lá.
Qual foi a diferença entre o debate de primeiro turno e este que está sendo planejado?
No primeiro turno, Lula e Flávio Bolsonaro não compareceram, e os outros candidatos os criticaram bastante. Agora, se houver segundo turno, serão apenas os dois mais votados debatendo.
Exatamente. E isso muda tudo. No primeiro turno, Romeu Zema até cancelou sua participação porque achou que o debate tinha perdido propósito sem os dois principais nomes. Agora, se for segundo turno, será um confronto direto entre os dois que chegarem lá.
Como as pessoas vão acompanhar o debate?
Pela Band na televisão, pelo site e aplicativo do Estadão, e também por um pool que inclui Cultura, Gazeta, Jovem Pan e YouTube. É bastante distribuído.
Sim, mas vale notar que o debate de primeiro turno foi o único televisionado nas eleições de 2026 até agora. Então essa parceria entre Estadão e Band tem um peso significativo na cobertura eleitoral.
O Pulso
- Com 39% para Lula e 34% para Flávio Bolsonaro, nenhum candidato está perto dos 50% necessários para vencer no primeiro turno, tornando o segundo turno o cenário mais provável.
- A ausência dos dois líderes no debate de primeiro turno gerou críticas contundentes dos demais candidatos, que usaram o palco vazio para atacar escândalos do INSS e do Banco Master.
- Renan Santos chegou à Band com fraldas estampando os nomes dos ausentes, enquanto Caiado e outros transformaram o debate numa sessão de acusações sem direito de resposta.
- Estadão e Band, em parceria com Cultura, Gazeta, Jovem Pan e YouTube, garantem estrutura de transmissão ampla para o debate de segundo turno, sinalizando compromisso institucional com a transparência eleitoral.
- O debate de 11 de outubro em horário nobre foi planejado para alcançar as famílias brasileiras num momento decisivo — mas sua realização ainda depende do resultado das urnas em 4 de outubro.
A seis dias do primeiro turno presidencial de 4 de outubro de 2026, o Estadão e o Grupo Bandeirantes anunciaram que realizarão um debate entre os dois finalistas no dia 11 de outubro, caso a disputa não seja resolvida de imediato. Com Lula e Flávio Bolsonaro liderando as pesquisas mas ainda distantes da maioria absoluta, o país se prepara para um possível segundo turno — e para o confronto de ideias que a democracia exige, mas que os favoritos já evitaram uma vez.
O Estadão e o Grupo Bandeirantes anunciaram na segunda-feira que realizarão um debate presidencial de segundo turno no dia 11 de outubro, a partir das 20 horas — o primeiro domingo após a votação inicial de 4 de outubro. A transmissão será simultânea pelo site e aplicativo do Estadão, pela Band e por um pool que inclui Cultura, Gazeta, Jovem Pan e YouTube. O evento só ocorrerá se nenhum candidato ultrapassar 50% dos votos válidos no primeiro turno.
Rodolfo Schneider, diretor de conteúdo da Band, explicou que as negociações com os partidos começaram no início do ano e que o horário nobre foi escolhido para garantir que as famílias brasileiras pudessem acompanhar o confronto. Eurípedes Alcântara, do Estadão, reforçou o compromisso das duas instituições com a democracia e o jornalismo de qualidade.
A pesquisa Quaest divulgada no mesmo dia mostrava Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 34% das intenções de voto. Augusto Cury e Ronaldo Caiado apareciam empatados com 4% cada, seguidos por Renan Santos com 3% e Romeu Zema com 1%. Os indecisos somavam 5% e brancos ou nulos chegavam a 10%.
O debate de primeiro turno promovido pela mesma parceria foi marcado pela ausência dos dois líderes. Renan Santos chegou à Band exibindo fraldas com os nomes de Lula e Flávio, enquanto Caiado explorou escândalos ligados ao Banco Master para atacar o senador. A fraude no INSS, que envolve o filho mais velho de Lula, também foi usada pelos demais candidatos para pressionar o presidente ausente. Zema optou por não participar, alegando que o debate havia perdido o sentido sem os principais nomes. Até agora, esse foi o único debate televisionado das eleições de 2026.
O Estadão e o Grupo Bandeirantes confirmaram nesta segunda-feira que realizarão um debate presidencial de segundo turno no dia 11 de outubro, começando às 20 horas. O evento ocorrerá no primeiro domingo após a votação de primeiro turno, marcada para 4 de outubro, e será transmitido simultaneamente pelo site e aplicativo do Estadão, pela Band, e por um pool de emissoras que inclui Cultura, Gazeta, Jovem Pan e YouTube.
O debate só acontecerá caso nenhum candidato consiga ultrapassar 50% dos votos válidos no primeiro turno. Se isso ocorrer, os dois candidatos mais votados serão convidados a apresentar suas propostas para governar o Brasil até 5 de janeiro de 2031. Rodolfo Schneider, diretor de conteúdo da Band, explicou que as emissoras vêm conversando com os partidos desde o início do ano e escolheram o dia 11 de outubro justamente para garantir que, caso haja segundo turno, o debate aconteça em horário nobre, permitindo que as famílias brasileiras acompanhem o confronto de ideias. Eurípedes Alcântara, diretor de jornalismo do Estadão, reforçou que a iniciativa reafirma o compromisso das duas casas com a democracia e o jornalismo de qualidade.
Seis dias antes da eleição de primeiro turno, uma pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira mostrava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, com 39% das intenções de voto no cenário estimulado. O senador Flávio Bolsonaro, do PL, aparecia em segundo lugar com 34%. Augusto Cury, do Avante, e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, do PSD, estavam empatados numericamente em terceiro, ambos com 4%. Renan Santos, da Missão, tinha 3%, enquanto Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais pelo Novo, marcava 1%. Os demais candidatos não pontuaram. Indecisos somavam 5% e votos em branco ou nulos chegavam a 10%.
O debate de primeiro turno realizado pela Band e Estadão foi marcado por ausências notáveis. Nem Lula nem Flávio Bolsonaro compareceram, e ambos foram alvo de críticas intensas dos demais participantes. Renan Santos chegou à sede da Band exibindo duas fraldas com os nomes de Lula e Flávio antes mesmo do debate começar. Ronaldo Caiado aproveitou o espaço para explorar escândalos envolvendo o Banco Master, Daniel Vorcaro e o filme Dark Horse para criticar Flávio Bolsonaro. Os debatedores também utilizaram a fraude no INSS, que envolve o filho mais velho de Lula e a lobista Roberta Luchsinger, para atingir o presidente.
Romeu Zema cancelou sua participação no debate de primeiro turno, argumentando que o encontro teria perdido seu propósito sem a presença dos dois principais candidatos. Até o momento, o confronto da Band em parceria com o Estadão foi o único debate televisionado nas eleições de 2026. A realização do debate de segundo turno dependerá, portanto, de nenhum candidato conseguir vencer já no primeiro turno, levando a disputa para a segunda votação.
Citações Notáveis
Realizamos reuniões com os partidos desde o começo do ano e propomos o dia 11 de outubro, para o caso de haver segundo turno. Essa é uma tradição do Grupo Bandeirantes e das empresas do pool: realizar o encontro em conjunto, no horário nobre para as famílias brasileiras.— Rodolfo Schneider, diretor de conteúdo da Band
O Estadão e a Band querem trazer para os eleitores a possibilidade de acompanhar, logo após a decisão do primeiro turno, um confronto de ideias entre os nomes escolhidos pela população para conduzirem o País a partir de 2027.— Eurípedes Alcântara, diretor de jornalismo do Estadão