ERSE fixa novos preços de referência: gasolina desce, gasóleo sobe na semana de 3 a 9 de agosto

A gasolina oferece um respiro, enquanto o gasóleo segue na direção oposta
Na semana de 3 a 9 de agosto, a gasolina recua 0,7% enquanto o gasóleo sobe 1,3%, refletindo variações nas cotações internacionais.
Mark

Por que é que a gasolina desce e o gasóleo sobe ao mesmo tempo? Parecem movimentos independentes.

Mimi

Porque as cotações internacionais dos dois combustíveis refinados não se movem em sincronia. Esta semana, a gasolina caiu 1,9% no mercado internacional enquanto o gasóleo subiu 2,9%. São mercados diferentes, com dinâmicas próprias.

Mark

E o preço eficiente que a ERSE publica — é o que as pessoas realmente pagam?

Mimi

Não exatamente. É uma referência, mas a realidade nos postos é mais variada. O preço com descontos tende a ser mais próximo do que a maioria paga, enquanto o preço de pórtico é mais alto. Depende muito de onde abasteces.

Mark

Então há espaço para negociar ou escolher?

Mimi

Há, mas dentro de limites. As companhias de bandeira cobram mais no pórtico mas compensam com descontos maiores. Os operadores low cost e hipermercados oferecem preços mais competitivos desde o início. A escolha existe, mas todos estão sujeitos às mesmas cotações internacionais.

Mark

E a carga fiscal — quanto é que representa no preço final?

Mimi

Bastante. A gasolina tem uma taxa de ISP de 0,44510 euros por litro e o gasóleo de 0,28284 euros. Soma-se ainda a contribuição sobre emissões de carbono. Juntos, representam uma fatia significativa do que pagas na bomba.

Mark

Estes preços eficientes — mudam todas as semanas?

Mimi

Sim, refletem as variações nas cotações internacionais dos combustíveis refinados. Não é o preço do barril bruto que importa diretamente, mas o preço dos combustíveis já refinados, mais transporte, logística, biocombustíveis e impostos.

  • Gasolina 95 em 1,993€/L (descida de 0,7%), gasóleo em 2,121€/L (subida de 1,3%)
  • Antes de impostos: gasolina 1,016€/L, gasóleo 1,268€/L
  • Taxa de ISP: 0,44510€/L gasolina, 0,28284€/L gasóleo, mais contribuição de carbono

Gasolina 95 desce 0,7% para 1,993€/L, enquanto gasóleo sobe 1,3% para 2,121€/L, refletindo variações nas cotações internacionais refinadas. Antes de impostos, gasolina custa 1,016€/L e gasóleo 1,268€/L; diferenças entre pórticos e descontos variam conforme operadores e campanhas comerciais.

A ERSE estabeleceu preços eficientes de 1,993€/L para gasolina 95 e 2,121€/L para gasóleo na semana de 3-9 de agosto, com gasolina em queda de 0,7% e gasóleo em alta de 1,3%.

A gasolina oferece um respiro aos condutores portugueses esta semana, enquanto o gasóleo segue na direção oposta. A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos fixou o preço eficiente em 1,993 euros por litro para a gasolina 95 simples e em 2,121 euros por litro para o gasóleo simples no período de 3 a 9 de agosto. Estes valores já incluem a carga fiscal completa — antes dos impostos, a gasolina fica em 1,016 euros e o gasóleo em 1,268 euros por litro.

Comparado à semana anterior, o movimento é claro: a gasolina recuou 0,7%, enquanto o gasóleo subiu 1,3%. A ERSE atribui esta oscilação principalmente às variações nas cotações internacionais dos combustíveis refinados. A gasolina 95 simples caiu 1,9% no mercado internacional, enquanto o gasóleo aumentou 2,9%. É um detalhe importante que a reguladora sublinha: os preços que os consumidores pagam dependem sobretudo destas cotações dos combustíveis já refinados, não do preço bruto do petróleo. Ao valor final acrescem ainda custos de transporte marítimo, logística, incorporação de biocombustíveis, comercialização e, naturalmente, a carga fiscal.

O regulador publica regularmente o que chama Preço Eficiente, mas a realidade nos postos de abastecimento é mais complexa. A Direção-Geral de Energia e Geologia publica preços com descontos que, na semana anterior, ficaram 1,1 cêntimos acima do eficiente na gasolina 95 e 5,4 cêntimos abaixo no gasóleo. Os preços anunciados nos pórticos dos postos, reportados ao Balcão Único da Energia, situaram-se 2,3 cêntimos acima do eficiente na gasolina e 0,9 cêntimos abaixo no gasóleo. A ERSE considera que o preço com descontos é a melhor aproximação ao que a maioria dos consumidores realmente paga, embora o preço de pórtico mantenha relevância para supervisionar as ofertas comerciais.

Há padrões claros no mercado. As companhias de bandeira tendem a apresentar preços de pórtico mais elevados, compensados por campanhas de desconto mais agressivas. Os operadores low cost e os hipermercados, por seu lado, continuam a oferecer os preços mais competitivos. Estes valores, porém, são médias nacionais que agregam diferentes segmentos do mercado — a experiência de cada consumidor dependerá de onde abastece.

No plano fiscal, entram em vigor esta semana as novas taxas de ISP definidas pela Portaria n.º 320-D/2026/1, de 31 de julho. A taxa fixa-se em 0,44510 euros por litro para a gasolina e em 0,28284 euros por litro para o gasóleo. Face à semana anterior, isto representa um ligeiro aumento de cerca de 0,26 cêntimos por litro na gasolina, antes de IVA, e uma redução de cerca de 0,35 cêntimos por litro no gasóleo, refletindo o ajustamento do mecanismo extraordinário de desconto do ISP. A estas taxas soma-se ainda a contribuição sobre as emissões de dióxido de carbono, fixada para 2026 em 0,15911 euros por litro na gasolina e 0,17334 euros por litro no gasóleo.

O quadro que emerge é o de um mercado onde os preços internacionais continuam a ser o motor principal das variações, enquanto a estrutura fiscal portuguesa e os custos de distribuição adicionam camadas significativas ao custo final. Os consumidores que quiserem poupar têm espaço para manobra — comparar ofertas entre operadores pode fazer diferença — mas estão todos sujeitos às mesmas forças internacionais que empurram a gasolina para baixo e o gasóleo para cima.

O preço com descontos continua a ser a melhor aproximação ao valor efetivamente pago pela maioria dos consumidores
— ERSE
As companhias de bandeira tendem a apresentar preços de pórtico mais elevados, compensados por campanhas de desconto mais expressivas, enquanto operadores low cost e hipermercados continuam a oferecer os preços mais competitivos
— ERSE
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