Eclipse lunar será visível no Piauí nesta quinta; veja horários

A Lua vai entrar na sombra da Terra e tudo acontece por conta dessa questão da sombra
Astrônoma do Observatório Nacional explica o mecanismo por trás do eclipse lunar.
Mark

Por que esse eclipse é chamado de 'lua de sangue'?

Mimi

Quando a Lua passa pela umbra, a sombra mais escura da Terra, ela pode adquirir uma tonalidade avermelhada. Isso acontece porque a luz do Sol ainda consegue atingir o satélite, mas passa pela atmosfera terrestre, que filtra as cores azuis e deixa as cores mais quentes, como o vermelho.

Luke

Mas nem todo eclipse lunar fica vermelho assim, certo? Depende da quantidade de poeira e partículas na atmosfera terrestre no momento do eclipse?

Mimi

Exatamente. A intensidade da cor vermelha varia. Neste caso específico, o Observatório Nacional não mencionou se a tonalidade será particularmente intensa ou não.

Mark

E por que o eclipse começa tão cedo, às 22h24, se a fase parcial só começa às 23h34?

Mimi

Porque a Lua entra primeiro na penumbra, a sombra mais clara. Nesse estágio inicial, a mudança no brilho é tão sutil que não conseguimos perceber a olho nu.

Luke

Então tecnicamente o eclipse começa quase uma hora antes de ser visível? Isso é importante deixar claro para não confundir as pessoas.

Mark

E se o céu estiver nublado? Não há chance nenhuma de ver?

Mimi

Chuva ou nebulosidade podem impedir completamente a observação. Mas o Observatório Nacional transmitirá ao vivo pelo YouTube, então há alternativa.

Luke

Quanto de cobertura de nuvens impede a visualização? O Observatório deu alguma orientação específica sobre isso?

Mimi

Não, a informação é genérica. Vai depender da densidade das nuvens e da luminosidade da Lua naquele momento.

  • A Lua começará a mergulhar na sombra da Terra às 23h34 desta quinta, e o escurecimento visível se estenderá por mais de três horas, mantendo o Brasil acordado até a madrugada.
  • Com 96,2% de obscurecimento no pico, o satélite ficará a um fio de desaparecer completamente, assumindo uma tonalidade avermelhada que deu origem ao nome popular 'lua de sangue'.
  • Nenhum equipamento especial é necessário — ao contrário dos eclipses solares, qualquer pessoa com acesso a um céu aberto pode observar o fenômeno diretamente, sem risco à visão.
  • O principal adversário da observação é o clima: chuva ou nebulosidade podem bloquear completamente a visão, e o Observatório Nacional preparou uma transmissão ao vivo no YouTube como alternativa para quem estiver sob nuvens.

Na fronteira entre a noite de quinta e a madrugada de sexta, a Terra se interpõe entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite que acompanha a humanidade desde sempre. Em todo o Brasil, a partir das 23h34, qualquer pessoa com céu aberto poderá testemunhar a olho nu esse diálogo silencioso entre astros — um lembrete de que somos parte de ciclos muito maiores do que nossa rotina cotidiana. No pico do fenômeno, às 1h13, a Lua atingirá 96,2% de escuridão, tingindo-se de um vermelho que as gerações sempre chamaram de sangue.

Na virada de quinta para sexta-feira, o Brasil inteiro terá a chance de presenciar um eclipse lunar parcial visível a olho nu em todo o território nacional. O fenômeno começa às 23h34 do dia 27 de agosto e se estende até as 2h52 do dia 28, com o momento de maior obscurecimento previsto para 1h13 da madrugada — quando a Lua atingirá 96,2% de escuridão. O evento completo, incluindo a fase penumbral, só termina às 4h02.

A astrônoma Josina Oliveira do Nascimento, do Observatório Nacional, explica que o eclipse ocorre quando a Lua atravessa a sombra projetada pela Terra, composta por duas regiões: a penumbra, mais clara, e a umbra, mais escura. A Lua entra na penumbra às 22h24, mas a mudança no brilho só se torna perceptível ao olho humano quando o satélite penetra a umbra, às 23h34. À medida que avança por essa região mais densa, a porção escura cresce sobre o disco lunar até o pico de 96,2%, momento em que a Lua pode assumir uma tonalidade avermelhada — o fenômeno que popularizou o nome 'lua de sangue'.

Uma das maiores vantagens deste eclipse é a acessibilidade: diferentemente dos eclipses solares, não são necessários filtros nem óculos especiais. Qualquer pessoa em local com céu aberto poderá acompanhar o espetáculo sem proteção adicional. O principal obstáculo será o clima — chuva ou nebulosidade podem impedir a visualização. Para esses casos, o Observatório Nacional transmitirá o evento ao vivo pelo YouTube a partir das 23h, horário de Brasília. O eclipse integra o Saros 138, um ciclo de aproximadamente 18 anos que reúne eclipses de características semelhantes.

Na noite de quinta-feira para sexta-feira, o Brasil terá a oportunidade de presenciar um eclipse lunar parcial que atravessará todo o território nacional. O fenômeno começará às 23h34 de quinta-feira (27 de agosto) e se estenderá até as 2h52 de sexta-feira (28 de agosto), com o momento de máximo obscurecimento previsto para 1h13 da madrugada, quando a Lua atingirá 96,2% de escuridão.

No Piauí, os horários serão os mesmos do horário de Brasília, dispensando qualquer ajuste. O melhor momento para acompanhar o fenômeno será justamente por volta de 1h13, quando o satélite estará em sua fase mais obscurecida. A fase parcial do eclipse durará 3 horas e 18 minutos, mas o evento completo, incluindo a fase penumbral, se estenderá até as 4h02, quando a Lua sairá completamente da sombra terrestre.

Segundo Josina Oliveira do Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional, o eclipse ocorre quando a Lua passa pela sombra projetada pela Terra. Essa sombra possui duas regiões distintas: a penumbra, que é mais clara, e a umbra, que é mais escura. O processo começa antes do que é visualmente perceptível. A Lua entra na penumbra às 22h24, mas nesse primeiro momento a mudança no brilho não é notável ao olho humano. Somente quando o satélite penetra a umbra, às 23h34, é que o escurecimento se torna evidente.

Uma das grandes vantagens deste eclipse é que não requer equipamentos especiais para ser observado. Diferentemente de um eclipse solar, onde filtros e óculos específicos são essenciais para proteger a visão, o eclipse lunar pode ser visto diretamente a olho nu. Qualquer pessoa com acesso a um local com céu aberto conseguirá acompanhar o fenômeno sem necessidade de instrumentos ou proteção especial.

O principal obstáculo para a observação será as condições climáticas. Conforme alertou Josina Oliveira, embora o eclipse seja visível em todo o território brasileiro, chuva ou nebulosidade podem dificultar ou até impedir completamente a visualização. Quem estiver em áreas com previsão de tempo nublado terá a alternativa de acompanhar a transmissão ao vivo que o Observatório Nacional fará pelo YouTube, começando às 23h no horário de Brasília.

O eclipse integra o Saros 138, um ciclo de aproximadamente 18 anos que agrupa eclipses com características semelhantes. À medida que a Lua avança pela umbra, a porção escura da sombra terrestre aumenta sobre o disco lunar. Quando atinge o pico de 96,2% de obscurecimento, o satélite começa a deixar essa região mais escura e pode apresentar uma tonalidade avermelhada, fenômeno que explica o nome popular de 'lua de sangue' para este tipo de evento.

A Lua entra na sombra da Terra através de duas regiões: a penumbra, mais clara, e a umbra, mais escura
— Josina Oliveira do Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional
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