Duas colombianas são presas no Panamá com cocaína escondida em 'narcoperucas'

Duas mulheres foram presas e enfrentarão acusações de tráfico internacional de drogas.
Cocaína escondida sob perucas marca método inédito no Panamá
Duas colombianas foram presas no aeroporto de Tocumen com 68 e 67 pacotes de droga cada uma, usando uma tática que as autoridades descrevem como nunca vista antes no país.
Mark

Por que a polícia desconfiou especificamente do penteado? Parece um detalhe muito específico para gerar suspeita.

Mimi

A promotora não explicou exatamente o que chamou atenção, mas o scanner confirmou a suspeita. Talvez o volume ou a forma da peruca parecesse desproporcional, ou algo no modo como estava colocada.

Luke

Isso é importante: não sabemos por que exatamente a polícia abordou a primeira mulher. A versão oficial diz que suspeitaram do penteado, mas não há detalhes sobre o que especificamente levantou a bandeira vermelha.

Mark

E a segunda mulher? Ela foi descoberta da mesma forma?

Mimi

A promotoria não forneceu esses detalhes. Apenas anunciou a prisão horas depois, com a mesma quantidade de cocaína — 67 pacotes contra 68 da primeira. Ambas viajavam para Madri.

Luke

Aqui temos um vazio importante. Não sabemos se a segunda foi descoberta por suspeita similar, se os agentes já estavam em alerta após a primeira prisão, ou se foi coincidência. A promotoria não esclareceu.

Mark

Isso é realmente a primeira vez que veem isso no Panamá?

Mimi

Segundo Xiomara Rodríguez, sim. Ela chamou de modalidade inédita. Mas isso não significa que não exista em outros países — apenas que é novo para as autoridades panamenhas.

Luke

E vale notar: duas mulheres tentando a mesma coisa no mesmo dia sugere que talvez não seja tão inédita assim, ou que a tática está se espalhando rapidamente entre redes de traficantes. Mas a promotoria não oferece contexto sobre isso.

Mark

O Panamá é realmente um ponto de passagem tão importante para drogas?

Mimi

Historicamente, sim. É a porta de entrada na América Central para a cocaína colombiana destinada aos Estados Unidos. Mas agora há um desvio: mais drogas estão sendo enviadas para a Europa através dos portos caribenhos da região.

Luke

Isso é o pano de fundo real da história. Não é apenas sobre duas mulheres com perucas — é sobre uma mudança nas rotas de tráfico global, com a Europa se tornando um mercado cada vez mais importante.

  • Duas colombianas foram flagradas no mesmo aeroporto, no mesmo dia, usando o mesmo método oculto — cocaína comprimida em dezenas de pacotes sob perucas postiças.
  • A suspeita de um agente diante de um penteado fora do comum foi o fio que puxou toda a operação, expondo 68 e 67 pacotes de pó branco respectivamente.
  • O método 'narcoperuca' nunca havia sido registrado no Panamá, mas sua repetição simultânea sugere que já circula como tática estabelecida entre redes de traficantes.
  • Ambas as mulheres enfrentarão acusações de tráfico internacional de drogas perante um tribunal de garantias panamenho.
  • O caso reforça o alerta das autoridades centro-americanas sobre o crescimento das rotas do narcotráfico em direção à Europa, especialmente via portos caribenhos.

No limiar entre a América Latina e a Europa, duas mulheres colombianas foram detidas no aeroporto de Tocumen carregando cocaína escondida sob perucas — um método batizado de 'narcoperuca', inédito no Panamá. O episódio revela não apenas a inventividade persistente das redes de tráfico, mas também a transformação silenciosa das rotas do narcotráfico, que cada vez mais apontam para o continente europeu. O corpo humano, mais uma vez, torna-se território disputado entre a lei e o contrabando.

Na manhã de 3 de junho, agentes do aeroporto internacional de Tocumen, na Cidade do Panamá, desconfiaram do penteado de uma passageira recém-chegada da Colômbia. Um scanner de segurança confirmou a suspeita: entre as tranças naturais e a peruca que ela usava, estavam escondidos 68 pacotes cilíndricos com cocaína. A promotora especializada em crimes de drogas Xiomara Rodríguez divulgou imagens dos pacotes apreendidos e anunciou a prisão.

Horas depois, a mesma promotoria revelou uma segunda detenção em circunstâncias quase idênticas. Outra mulher colombiana, também com destino a Madri, também usava uma peruca — e sob ela, 67 pacotes da mesma droga. A coincidência não passou despercebida: duas pessoas, no mesmo aeroporto, no mesmo dia, usando a mesma estratégia inédita no país.

As autoridades panamenhas descreveram o método como 'narcoperuca' e o classificaram como sem precedentes no país. A repetição simultânea da tática, porém, sugere que ela já circula entre redes de tráfico como uma solução viável — ao menos até ser descoberta. O episódio se soma a um histórico de criatividade no contrabando regional, que em 2021 incluiu até um gato carregando drogas no pescoço dentro de uma prisão.

O Panamá é rota tradicional da cocaína colombiana rumo aos Estados Unidos, mas as autoridades da região alertam para uma mudança crescente: o tráfico agora mira cada vez mais a Europa, aproveitando os portos caribenhos como ponto de passagem. As duas mulheres serão levadas a tribunal para responder por tráfico internacional de drogas.

Na sexta-feira, 3 de junho, duas mulheres colombianas foram detidas no aeroporto internacional de Tocumen, na Cidade do Panamá, quando se preparavam para embarcar em voos rumo a Madri. Ambas carregavam cocaína escondida sob perucas — um método de contrabando tão inusitado que as autoridades panamenhas o descreveram como inédito no país.

A primeira prisão ocorreu quando agentes suspeitaram do penteado de uma passageira que chegava de um voo procedente da Colômbia. Após submetê-la a um scanner de segurança, os policiais descobriram o que estava por baixo: entre as tranças de seu cabelo natural e a peruca que usava, havia 68 pacotes cilíndricos pretos contendo pó branco. A descoberta foi anunciada por Xiomara Rodríguez, promotora especializada em crimes de drogas do Panamá, que divulgou um vídeo nas redes sociais do Ministério Público mostrando os pacotes apreendidos sobre uma mesa, com agentes de costas ao fundo.

Horas depois, a mesma promotoria anunciou a prisão de uma segunda mulher em circunstâncias praticamente idênticas. Ela também era colombiana, também se dirigia para Madri, e também transportava cocaína sob uma peruca — desta vez, 67 pacotes da droga. Embora a informação oficial não tenha especificado sua nacionalidade, fontes da promotoria confirmaram à AFP que se tratava de outra colombiana. Ambas as mulheres seriam levadas a um tribunal de garantias para responder por suposto tráfico internacional de drogas.

O método das "narcoperucas" representa uma variação criativa — e fracassada — nas táticas de contrabando que circulam pela região. O Panamá, historicamente, funciona como porta de entrada na América Central para a cocaína produzida na Colômbia, o maior produtor mundial da droga, com destino aos Estados Unidos, seu maior consumidor. Mas as autoridades centro-americanas têm alertado para uma mudança preocupante: um aumento significativo do tráfico de drogas agora direcionado para a Europa, principalmente através dos portos caribenhos da região.

A criatividade dos traficantes não é novidade nas operações panamenhas. Em 2021, a polícia apreendeu um gato — batizado de "narcogato" — no perímetro de uma prisão. O felino carregava cocaína, crack e maconha amarrados ao pescoço, supostamente destinados a introduzir as drogas dentro do presídio. Mas as perucas carregadas de cocaína marcam um ponto de inflexão: não é apenas a criatividade que chama atenção, mas o fato de que duas mulheres tentaram, simultaneamente, a mesma estratégia no mesmo aeroporto, sugerindo que o método pode estar circulando entre redes de traficantes como uma tática viável — até o momento em que não é mais.

Essa modalidade de tráfico de drogas é inédita no Panamá
— Xiomara Rodríguez, promotora especializada em crimes de drogas do Panamá
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