Dorival Jr. classifica derrota para Chapecoense como 'vergonha e inadmissível'

O buraco é muito maior daquilo que nós estamos imaginando
Dorival reconhece que o problema do São Paulo vai além do que qualquer técnico conseguiu resolver até agora.
Mark

Como um técnico chega a um ponto em que precisa chamar a própria derrota de "vergonha"?

Mimi

Quando a expectativa e a realidade se separam tanto que as palavras convencionais não conseguem mais cobrir a distância. Dorival estava dizendo: preparei tudo certo, os jogadores sabiam o que fazer, e mesmo assim falhamos contra o pior time do campeonato.

Mark

Ele mencionou ser o terceiro técnico. O que isso significa?

Mimi

Significa que o problema não é uma pessoa. É sistêmico. Se três técnicos diferentes não conseguem resolver, então a questão está em outro lugar — na estrutura, no elenco, na mentalidade.

Mark

Três pontos da zona de rebaixamento. Isso é realmente perigoso?

Mimi

Para um clube como São Paulo, é humilhante. Mas sim, é perigoso. Uma sequência de dois ou três resultados ruins e você cai. Não há margem para erro.

Mark

Dorival disse que o trabalho não está sendo suficiente. O que mais poderia fazer?

Mimi

Essa é a pergunta que ele próprio está fazendo. Ele reconhece que está fazendo o máximo, mas que o máximo não é suficiente. Às vezes, em uma crise assim, nenhuma quantidade de trabalho resolve se a peça fundamental está quebrada.

Mark

E o sábado contra o Bragantino?

Mimi

É um teste. Se perder de novo, a conversa muda. Se ganhar, talvez consiga respirar um pouco. Mas a pressão não vai embora.

  • Dez jogos sem vencer no Brasileirão e apenas três pontos separando o São Paulo da zona de rebaixamento — a crise deixou de ser hipótese e virou realidade urgente.
  • Dorival Júnior usou as palavras 'vergonha e inadmissível' para descrever a derrota, sinalizando que a paciência do comando técnico com o elenco chegou ao limite.
  • O técnico admitiu ser o terceiro treinador a enfrentar o mesmo problema na temporada, reconhecendo que a crise é maior do que qualquer solução individual aplicada até agora.
  • A preparação existiu, a conversa aconteceu, mas o time não entregou — e essa lacuna entre discurso e desempenho é o nó que o clube ainda não conseguiu desatar.
  • No sábado, contra o RB Bragantino no Morumbis, o São Paulo terá uma chance de resposta — mas cada jogo agora carrega o peso de uma decisão de sobrevivência.

Há momentos no esporte em que um resultado vai além do placar e revela algo mais profundo sobre uma instituição. A derrota do São Paulo para a Chapecoense — lanterna do Brasileirão — não é apenas mais um tropeço: é o décimo seguido sem vitória, e coloca um dos maiores clubes do Brasil a três pontos do abismo da segunda divisão. O técnico Dorival Júnior, terceiro treinador da temporada, nomeou o que muitos hesitavam em dizer: o problema é estrutural, profundo, e nenhuma palavra ou preparação tática tem sido suficiente para contê-lo.

O São Paulo encerrou a noite derrotado pela Chapecoense, a equipe que ocupa a última posição do Brasileirão, completando assim dez jogos consecutivos sem vencer. A distância para a zona de rebaixamento encolheu para apenas três pontos — margem suficiente para provocar alarme em qualquer torcedor tricolor.

No vestiário, Dorival Júnior não poupou palavras. Chamou o resultado de 'vergonha e inadmissível' e deixou claro que havia preparado o elenco especificamente para aquela partida, tratando-a como uma oportunidade decisiva em meio à crise. Todos sabiam o que estava em jogo. Mesmo assim, o time não correspondeu.

O técnico reconheceu a dimensão do problema com uma honestidade desconfortável: é o terceiro treinador da temporada a tentar resolver a mesma equação, e o buraco, segundo ele, é muito mais profundo do que qualquer um imaginou. Afirmou que dedicação e trabalho existem, mas que claramente não bastam — algo precisa mudar de forma radical.

O Tricolor volta a campo no sábado, às 20h, no Morumbis, diante do RB Bragantino pela 25ª rodada. A partida chega carregada de urgência: cada ponto agora é uma questão de sobrevivência, e a pressão por respostas concretas só tende a crescer.

O São Paulo saiu do campo derrotado pela Chapecoense, a pior equipe do campeonato, e com isso completou dez jogos seguidos sem vencer no Brasileirão. A derrota deixou o time a apenas três pontos de distância do Mirassol, primeira equipe dentro da zona de rebaixamento — uma margem tão fina que qualquer tropeço adicional pode significar a queda para a série B.

No vestiário, Dorival Júnior não conteve a frustração. O técnico chamou o resultado de "vergonha e inadmissível", palavras que repetiu mais de uma vez enquanto tentava explicar o inexplicável. Ele havia preparado a equipe especificamente para aquele jogo, deixando claro aos jogadores que se tratava de uma partida decisiva, uma oportunidade de respirar fundo em meio à crise. Todos sabiam o que estava em jogo. Mesmo assim, o São Paulo não entregou.

"Não é fácil, não é simples para todos nós", disse Dorival, reconhecendo a dificuldade de defender uma situação que se tornou indefensável. Ele sublinhou o tamanho do clube, o peso que carrega, o que representa no futebol brasileiro. Um time como o São Paulo não deveria estar nessa posição. Não deveria estar perdendo para a lanterna. Mas estava.

O técnico escalou o tom das cobranças dirigidas ao elenco. Afirmou que a dedicação existe, que o trabalho está sendo feito, mas que claramente não é suficiente. Algo precisa mudar, algo radicalmente diferente do que vem acontecendo. Ele também reconheceu que não é o primeiro treinador a enfrentar essa dificuldade — é o terceiro na temporada — e que o problema é maior do que qualquer um deles conseguiu resolver até agora. O buraco, disse, é muito mais profundo do que imaginavam.

Dorival insistiu que o resultado de hoje era inaceitável, independentemente do respeito que tem pela Chapecoense. Quando um clube do tamanho do São Paulo perde para a equipe que ocupa a última posição, depois de toda a preparação, toda a conversa, toda a mudança de processos internos que vem sendo feita, algo está fundamentalmente errado. Não há desculpa que caiba.

O time volta a campo no sábado, às 20h, no Morumbis, contra o RB Bragantino, pela 25ª rodada do campeonato. Será uma chance de responder, de mostrar que aquela derrota foi um acidente e não a confirmação de uma tendência. A pressão, porém, só aumenta. Cada jogo agora é praticamente uma final, cada ponto uma questão de sobrevivência.

Inadmissível. Inadmissível. Nós não temos alcançado o que nós queríamos aqui. Vergonhoso.
— Dorival Júnior, técnico do São Paulo
Nós temos que avaliar quem é o terceiro treinador que passa aqui dentro. O que está sendo desenvolvido não está sendo suficiente.
— Dorival Júnior
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