Corinthians venceu Remo com gols de Yuri Alberto (2x) e Kaio César no primeiro tempo, saltando para 7º lugar do Brasileirão. Diniz explica que não há 'mágica' em 25 dias: o time passou por 60 dias sem jogos, férias e apenas uma semana de treinamento tático.
Diniz elogia Corinthians e nega que pausa de 25 dias foi determinante
Você não faz mágica em 25 dias de trabalho
Quando você diz que não há mágica em 25 dias, o que você realmente quer que as pessoas entendam sobre como um time se reconstrói?
Que reconstrução não é um evento, é um processo. Aqueles 25 dias parecem muito quando você está de fora, mas dentro deles há férias, testes, recuperação. A tática só começa depois. O que importa é o que você acumula ao longo do tempo.
O primeiro tempo foi muito diferente do segundo. Você viu isso como um problema ou como algo esperado?
Esperado, sim. Mas esperado não significa aceitável. Em um primeiro jogo, com desgaste físico, os jogadores se acomodam quando estão ganhando. Eu cobrava mais porque sei que podem dar mais.
Você mencionou o jogo contra o Peñarol como sendo parecido com este. Por quê?
Porque o padrão de trabalho é o mesmo. Não é que um jogo cria o outro, é que ambos refletem o que estamos treinando. Se você vê algo se repetir, é porque está enraizado no trabalho.
O Corinthians está em sétimo lugar agora. Isso é suficiente para você?
Não. Um clube do tamanho do Corinthians não deveria estar aqui. Mas estamos fazendo tudo para mudar isso. O Bahia no domingo é um teste real disso.
Como você equilibra cobrar mais intensidade com reconhecer o desgaste físico que os jogadores carregam?
Você tem que conhecer seu elenco. Sabe quando podem dar mais e quando estão realmente no limite. Cobrar faz parte, mas cobrar cegamente é perder o elenco.
The Pulse
- Corinthians venceu Remo 3-0 com gols de Yuri Alberto (2x) e Kaio César
- Diniz teve 25 dias de pausa, mas antes disso o time ficou 60 dias sem jogar
- Corinthians subiu para 7º lugar do Brasileirão com 27 pontos
- Próximo jogo é contra o Bahia no domingo em Salvador
Corinthians venceu Remo com gols de Yuri Alberto (2x) e Kaio César no primeiro tempo, saltando para 7º lugar do Brasileirão. Diniz explica que não há 'mágica' em 25 dias: o time passou por 60 dias sem jogos, férias e apenas uma semana de treinamento tático.
Após vitória sobre o Remo, Fernando Diniz destaca que os 25 dias de pausa não foram determinantes para o resultado, enfatizando que o bom desempenho é fruto do trabalho acumulado.
Fernando Diniz saiu da coletiva de imprensa na Neo Química Arena com uma mensagem clara: não acredite na narrativa simples. Sim, o Corinthians havia acabado de vencer o Remo com uma exibição convincente no primeiro tempo — Yuri Alberto marcou duas vezes, Kaio César marcou uma — e sim, o técnico havia tido 25 dias para trabalhar com o elenco. Mas Diniz se recusava a reduzir o desempenho a essa pausa isolada.
O treinador começou desconstruindo a premissa que a mídia havia construído. Aqueles 25 dias, explicou, não eram um bloco contínuo de trabalho. Antes deles, o Corinthians havia ficado quase 60 dias sem jogar. Depois, havia férias de um mês. Quando o trabalho efetivo começou, três dias foram gastos em testes físicos. A recuperação física tomou mais tempo. Apenas na semana anterior ao jogo contra o Remo é que a parte tática ganhou espaço real nos treinos. "Você não faz mágica nesse tempo", disse Diniz, recusando a ideia de que um mês de preparação pudesse transformar completamente uma equipe.
O que Diniz via era acúmulo. O jogo contra o Peñarol, disputado semanas antes, já havia mostrado padrões semelhantes aos que apareceram contra o Remo. O trabalho de hoje era continuação do trabalho de ontem. A vitória não era fruto apenas da pausa, mas da soma de tudo que havia sido treinado com tudo que havia sido jogado.
No primeiro tempo, isso ficou evidente. O Corinthians jogou com intensidade, movimentação e verticalidade. As três bolas na rede saíram de jogadas bem trabalhadas, não de improviso. Mas no segundo tempo, algo mudou. A equipe baixou o ritmo em todos os sentidos. Diniz cobrou à beira do gramado, pedindo mais intensidade, mais movimento, mais verticalidade. Seus jogadores, porém, pareciam acomodados com o resultado conquistado. A defesa funcionou bem — o Remo não criou perigo real — mas o controle que havia no primeiro tempo desapareceu.
Diniz não escondeu a insatisfação com essa queda de rendimento. Era previsível que acontecesse, reconheceu, especialmente em um primeiro jogo após tanto tempo parado. O desgaste físico pesava. Mas não era o que ele gostaria de ter visto. Ainda assim, quando olhava para o jogo como um todo, o balanço era positivo. O Corinthians havia feito um primeiro tempo muito bom. Havia vencido. Havia somado pontos.
Com a vitória, o Corinthians pulou para o sétimo lugar do Brasileirão, com 27 pontos. O próximo adversário, o Bahia, estava em sexto, com 30 pontos. O jogo seria no domingo, às 16 horas, em Salvador. Um confronto direto pela luta por posições melhores na tabela.
Diniz falou sobre o tamanho do Corinthians, sua história, sua grandeza. Um clube desse porte não deveria estar na parte baixa da tabela. Tudo que estava sendo feito era para colocar o Corinthians onde merecia estar. Mas o caminho seria jogo a jogo, energia a energia, correção a correção. Não havia atalhos. Nem mesmo 25 dias de pausa podiam criar a ilusão de que havia.
Notable Quotes
Os 25 dias não foram determinantes para o jogo que fizemos hoje. É uma soma.— Fernando Diniz
Um clube do tamanho e grandeza do Corinthians é muito ruim quando fica na parte de baixo da tabela.— Fernando Diniz