Na noite de quarta-feira, diante de sua própria torcida na Neo Química Arena, o Corinthians inaugurou sua participação na Copa Sul-Americana com uma derrota de 2 a 1 para o Huracán argentino — um resultado que revelou não apenas fragilidades táticas, mas a distância entre o time que o clube aspira ser e o que efetivamente apresentou em campo. O técnico Ramón Díaz, sem disfarçar a frustração, convocou jogadores e torcedores a encararem o fracasso como parte inevitável do processo de crescimento, lembrando que a resposta ao tropeço será cobrada já nos próximos dias.
Derrota na Sul-Americana deixa Ramón Díaz com 'raiva' e exigindo reação
Estou com raiva, é uma lástima, mas tenho que saber perder
Por que Ramón Díaz insistiu tanto em dizer que o Corinthians não jogou como vinha jogando? Parece que ele está buscando algo específico.
Ele está tentando separar o que o time é capaz de fazer do que fez naquela noite. É uma forma de dizer: isso não é quem somos. Mas também é uma admissão de que, em competição continental, o nível é diferente.
Mas ele não detalhou quais foram os erros específicos. Disse que falharam em "algumas coisas", que o Huracán defendeu bem, que o futebol argentino é intenso. Isso é análise ou é desculpa?
É um pouco dos dois. Ele reconhece que perdeu bem, que o adversário foi melhor. Mas também está dizendo que o Corinthians não apresentou seu melhor futebol.
E quanto à defesa? Ele disse que não colocaria a culpa nela, mas o Huracán marcou dois gols.
Exatamente. Ele diz "não tem desculpas", mas depois passa a impressão de que o problema foi mais ofensivo, que o time não criou. Não fica claro se a defesa falhou em posicionamento, em concentração, ou se foi só falta de criatividade na frente.
O que fica claro é que ele quer reação rápida. Sábado já tem Vasco, terça tem América de Cali. Não há tempo para lamentar.
Ele mencionou que acompanhava o Huracán há tempos. Isso significa que o Corinthians se preparou mal, ou que o Huracán foi simplesmente melhor naquele dia?
Não sabemos. Ele disse que conhecia o time, que é agressivo, que usa bem bola parada. Mas não disse se a preparação foi insuficiente ou se o Huracán executou melhor do que o esperado.
O que importa agora é que ele está exigindo uma reação. Não há espaço para desculpas, segundo ele. Tem que aprender e seguir.
O Pulso
- O Huracán chegou à Neo Química Arena agressivo e organizado, explorou erros defensivos do Corinthians e converteu duas jogadas de bola parada para vencer por 2 a 1 na estreia da Sul-Americana.
- Mais do que o placar, foi a ausência de identidade do Corinthians em campo que acendeu o alerta — o time simplesmente não jogou como vinha jogando, segundo o próprio técnico.
- Ramón Díaz não poupou palavras na coletiva: admitiu raiva, reconheceu a qualidade do adversário e recusou qualquer desculpa, cobrando reação imediata de todos.
- O calendário aperta: em menos de uma semana, o Corinthians enfrenta o Vasco no Brasileirão e depois viaja à Colômbia para encarar o América de Cali na Sul-Americana.
- A mensagem do técnico foi clara — aprender a perder com força é a única saída, e o tempo para demonstrá-lo é agora.
Na noite de quarta-feira, diante de sua própria torcida na Neo Química Arena, o Corinthians inaugurou sua participação na Copa Sul-Americana com uma derrota de 2 a 1 para o Huracán argentino — um resultado que revelou não apenas fragilidades táticas, mas a distância entre o time que o clube aspira ser e o que efetivamente apresentou em campo. O técnico Ramón Díaz, sem disfarçar a frustração, convocou jogadores e torcedores a encararem o fracasso como parte inevitável do processo de crescimento, lembrando que a resposta ao tropeço será cobrada já nos próximos dias.
A raiva de Ramón Díaz era visível quando ele deixou a coletiva de imprensa. O Corinthians havia perdido em casa para o Huracán por 2 a 1, na Neo Química Arena, na estreia da Copa Sul-Americana — e o resultado não era o único problema.
O que mais incomodou o técnico foi a forma como o time atuou. O Huracán, intenso e bem organizado, aproveitou falhas defensivas nos dois gols e dominou as jogadas de bola parada. Mas Díaz não quis transferir a culpa apenas para a defesa. Para ele, o Corinthians simplesmente não apresentou o futebol que vinha construindo. "Não tem desculpas para nada", afirmou.
O argentino conhecia bem o adversário e sabia de sua intensidade — mas isso não servia de consolo. "Estou com raiva, é uma lástima, mas tenho que saber perder", disse, reconhecendo que o Huracán venceu com mérito. Ele evocou sua própria trajetória para reforçar a mensagem: já havia perdido muito na vida para depois ganhar muito, e agora era hora de ser forte. "Não há outra solução", completou.
O calendário não permite lamentações prolongadas. No sábado, o Corinthians recebe o Vasco em Itaquera pelo Brasileirão. Na terça, viaja à Colômbia para enfrentar o América de Cali pela Sul-Americana. Duas chances rápidas para transformar o tropeço em ponto de virada.
A derrota doeu. Ramón Díaz saiu da coletiva de imprensa com a raiva à flor da pele, e não tentou escondê-la. O Corinthians havia perdido em casa para o Huracán, na Argentina, por 2 a 1, na noite de quarta-feira, na Neo Química Arena, em sua estreia na Copa Sul-Americana. Não era o começo que o técnico esperava para a competição continental.
O que mais incomodou Díaz não foi apenas o resultado. Foi a forma. O time não conseguiu gerar o futebol que vinha apresentando. O Huracán, agressivo e bem organizado, aproveitou os erros defensivos do Corinthians nos dois gols e soube usar a bola parada com eficiência. Mas o argentino não quis colocar toda a culpa na defesa. "Não tem desculpas para nada", disse ele. O problema, na sua avaliação, foi mais amplo: o Corinthians simplesmente não jogou como vinha jogando.
Díaz conhecia bem o adversário. Havia acompanhado o Huracán há tempos e sabia que se tratava de um time que dá tudo em campo, que é intenso e que domina bem as situações de bola parada. Mas isso não era desculpa. "Estou com raiva, é uma lástima, mas tenho que saber perder", afirmou o técnico. Ele reconheceu que o Huracán ganhou bem, que o futebol argentino é muito intenso, mas cobrou uma reação imediata. "Não está nada perdido, mas são erros que às vezes acontecem para poder crescer."
O técnico falou sobre a importância de aprender com a derrota. Disse que perdera muita coisa na vida para ganhar muita coisa, e que agora era preciso ser forte diante do fracasso. "Temos que ser fortes na derrota para poder se recuperar rapidamente e ter coragem. Não há outra solução", completou. Ele também dirigiu a mensagem aos jogadores e aos torcedores: todos teriam que aprender a perder.
O calendário não dá trégua. O Corinthians volta a campo no sábado, às 18h30, em Itaquera, para enfrentar o Vasco pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Depois, na terça-feira, viaja para a Colômbia para encarar o América de Cali, novamente pela Sul-Americana. Duas oportunidades rápidas para mostrar que a derrota para o Huracán foi apenas um tropeço no caminho.
Citações Notáveis
Não está nada perdido, mas são erros que às vezes acontecem para poder crescer. Perdi muita coisa para ganhar muita coisa. Temos que ser fortes na derrota para poder se recuperar rapidamente e ter coragem.— Ramón Díaz, técnico do Corinthians
O problema maior fomos nós que não soubemos gerar futebol. Para nível internacional é diferente, vamos ter que trabalhar para nos recuperar.— Ramón Díaz