A votação em primeiro turno está marcada para 15 de outubro, após duas sessões de discussão agendadas para terça e quarta-feira. A proposta já passou por três sessões de discussão e recebeu 36 emendas, todas rejeitadas pelo relator Omar Aziz.
Davi marca votação em 1º turno da PEC do fim da 6x1 para quarta-feira
Caberá a cada senador decidir com liberdade, consciência e convicção
Por que Davi Alcolumbre precisou fazer um comunicado formal sobre isso? Não era só uma data de votação?
Porque a PEC 221 é politicamente sensível. Ele estava sinalizando que o processo seria rigoroso, respeitoso com o rito, e que cada senador teria liberdade de voto. Isso importa quando você está movendo uma matéria que afeta toda a estrutura de trabalho do país.
Mas ele já tinha feito três sessões de discussão antes do comunicado. Por que a ênfase em "responsabilidade e diálogo" naquele momento específico?
E quanto àquele requerimento de calendário especial que Teresa Leitão estava tentando coletar assinaturas?
Era uma tentativa de acelerar tudo. Se aprovado, poderia permitir que a votação em segundo turno acontecesse ainda em outubro, em vez de se arrastar para novembro.
Mas o texto não deixa claro quantas assinaturas eram necessárias, nem se havia pressão de tempo real. Sabemos que ela estava coletando, mas não sabemos se conseguiu ou quantas tinha.
As 36 emendas rejeitadas — isso significa que a proposta estava consolidada, ou ainda havia espaço para mudanças?
Tecnicamente, sim. Novas emendas poderiam ser apresentadas em Plenário durante a discussão. Mas o fato de o relator ter rejeitado todas as 36 já apresentadas sugeria que a versão aprovada na Câmara tinha apoio sólido.
Exato. Mas "rejeitadas pelo relator" não é a mesma coisa que "rejeitadas pelo Plenário". O relator recomenda, mas o Plenário decide. Não sabemos se haveria resistência a novas emendas quando chegasse a hora.
Qual era o prazo real? Outubro inteiro, ou havia pressão para terminar antes?
O comunicado de Alcolumbre não mencionava urgência. Ele apenas marcou o primeiro turno para o 15. Mas Teresa Leitão estava buscando o calendário especial, o que sugeria que havia interesse em acelerar.
E isso é importante: não sabemos se a aceleração era uma prioridade do governo ou apenas uma oportunidade. O texto não deixa claro quem estava pressionando por velocidade.
Der Puls
- Votação em primeiro turno marcada para 15 de outubro de 2026
- PEC 221/2019 reduz jornada para 40 horas semanais sem corte de salários
- 36 emendas apresentadas e rejeitadas pelo relator Omar Aziz
- Três sessões de discussão já realizadas; duas mais agendadas antes da votação
A votação em primeiro turno está marcada para 15 de outubro, após duas sessões de discussão agendadas para terça e quarta-feira. A proposta já passou por três sessões de discussão e recebeu 36 emendas, todas rejeitadas pelo relator Omar Aziz.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, agendou para quarta-feira (15) a votação em primeiro turno da PEC 221/2019, que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais sem corte de salários.
Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal, marcou para a quarta-feira 15 de outubro a votação em primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição 221/2019, que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salários — pondo fim à escala 6x1. Antes de chegar à votação, a matéria ainda precisa passar por duas sessões de discussão, uma na terça-feira 14 e outra na quarta-feira, conforme o rito regimental exigido.
Em comunicado divulgado na noite de sexta-feira 9 de outubro, Alcolumbre reafirmou seu compromisso de levar a proposta ao voto "com responsabilidade, diálogo e respeito ao rito regimental". Ele ressaltou que cada senador e senadora terá liberdade para decidir conforme sua consciência e convicção, e que o Senado continua trabalhando em favor dos brasileiros. O tom do comunicado refletia tanto a importância política da matéria quanto a necessidade de manter o processo dentro dos marcos legais.
A PEC 221/2019 chegou ao Plenário do Senado após aprovação na Câmara dos Deputados. Durante a semana anterior ao anúncio, os senadores já haviam realizado três sessões consecutivas de discussão sobre o texto. Até aquele momento, a proposta havia recebido 36 emendas, todas rejeitadas pelo relator, senador Omar Aziz do PSD de Amazonas. Embora novos requerimentos de emenda pudessem ainda ser apresentados em Plenário, a rejeição em massa sinalizava uma trajetória clara rumo à votação.
O calendário previsto segue as exigências constitucionais para alterações na Carta Magna. Uma proposta de emenda precisa passar por cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno, e por mais três sessões antes da votação em segundo turno, todas no Plenário. A primeira sessão ocorreu na terça-feira 6 de outubro, a segunda na quarta-feira 7, e a terceira na quinta-feira 8. Com as duas sessões agendadas para a semana seguinte, o cronograma cumpriria o requisito mínimo para o primeiro turno.
Há, porém, uma possibilidade de aceleração. A líder do governo no Senado, senadora Teresa Leitão do PT de Pernambuco, estava coletando assinaturas para um requerimento de calendário especial que permitiria abreviar o processo. Alcolumbre confirmou que, caso tal requerimento fosse apresentado à Mesa, ele o incluiria na pauta para deliberação, deixando a decisão final com o Plenário. Se aprovado, esse calendário especial poderia permitir que toda a votação — primeiro e segundo turnos — fosse concluída ainda na penúltima semana de outubro.
O presidente do Senado havia mencionado essa possibilidade dias antes, na quarta-feira 7 de outubro, quando conversou com a imprensa. Naquele momento, não havia requerimento de calendário especial apresentado à Mesa, mas Alcolumbre deixou claro que honraria qualquer solicitação formal, submetendo-a ao voto do Plenário. "Se o requerimento aparecer, eu vou colocar para deliberação, e o Plenário é soberano, a vontade da maioria vai prevalecer", afirmou.
O que estava em jogo era mais do que um cronograma legislativo. A redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem corte de salários representa uma mudança estrutural nas relações de trabalho no país. A votação em primeiro turno marcada para 15 de outubro seria apenas o primeiro passo de um processo que, se tudo corresse conforme o calendário especial, poderia ser finalizado antes do fim do mês. Mas mesmo nesse cenário acelerado, a proposta ainda teria de passar por três sessões adicionais de discussão antes de poder ser votada em segundo turno — garantindo que o debate continuasse vivo no Senado.
Bemerkenswerte Zitate
Pautei para quarta-feira a votação, em primeiro turno, da PEC 221, de 2019, que trata do fim da escala 6x1. Cumpro, assim, o compromisso de colocar a proposta em votação, com responsabilidade, diálogo e respeito ao rito regimental.— Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal
Se o requerimento aparecer, eu vou colocar para deliberação, e o Plenário é soberano, a vontade da maioria vai prevalecer— Davi Alcolumbre, sobre a possibilidade de calendário especial