Em Pernambuco, a disputa pelo governo do estado revela, mais uma vez, a geometria do poder em formação: a governadora Raquel Lyra sustenta uma vantagem consistente sobre João Campos nas intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha divulgada em agosto de 2026. O levantamento, que ouviu mais de mil eleitores em todas as regiões do estado, não apenas confirma uma tendência que se repete há meses, mas aponta que o reconhecimento espontâneo de Lyra supera o de seu adversário por margem ainda maior. Na reta final de uma campanha, números assim raramente mentem — eles narram quem já conquistou a ima
Datafolha: Raquel Lyra lidera com 47% contra 40% de João Campos em Pernambuco
Lyra sustenta vantagem consistente enquanto seu adversário flutua
Por que essa diferença entre a pesquisa estimulada e a espontânea importa tanto?
Porque mostra quem está realmente na cabeça das pessoas sem ajuda. Quando você diz o nome, muita gente concorda. Mas quando pergunta sem sugerir nada, só quem realmente está marcado aparece. Lyra está mais marcada.
E esses 4% indecisos — são poucos demais para mudar o resultado?
Tecnicamente, não. Mas olhe o padrão: Campos vem caindo, não subindo. Ele precisaria não só conquistar os indecisos, mas também converter apoiadores de Lyra. A margem de erro protege Campos teoricamente, mas a tendência trabalha contra ele.
O que explica a queda de Campos de 43% em julho para 40% agora?
Não sabemos ao certo. Pode ser consolidação de voto em Lyra, migração para candidatos menores, ou simplesmente flutuação natural. Mas três pesquisas seguidas mostram Lyra estável e Campos instável. Isso é um padrão, não um acaso.
Se Campos conseguisse mobilizar aqueles 25% que não nomeiam candidato espontaneamente, ele venceria?
Teoricamente sim. Mas mobilizar eleitores indecisos é diferente de conquistá-los. E ele teria que fazer isso enquanto Lyra já está consolidada. A história das últimas sondagens sugere que isso não está acontecendo.
El Pulso
- Lyra registra 47% das intenções de voto contra 40% de Campos, mantendo uma vantagem de sete pontos que se repete em todas as sondagens desde maio.
- A oscilação de Campos — 42% em maio, 43% em julho, 40% agora — revela uma candidatura que não consegue crescer e ainda recua no momento decisivo.
- Na pesquisa espontânea, sem sugestão de nomes, Lyra alcança 39% contra apenas 26% de Campos, expondo uma diferença de reconhecimento que vai além dos números estimulados.
- Com 25% dos eleitores incapazes de citar um candidato espontaneamente, há um eleitorado ainda em aberto — mas o tempo para Campos convertê-lo está se esgotando.
- A campanha entra em sua fase final com Lyra consolidada como favorita e Campos diante do desafio de reverter uma tendência que os dados, até agora, não mostram sinais de ceder.
Em Pernambuco, a disputa pelo governo do estado revela, mais uma vez, a geometria do poder em formação: a governadora Raquel Lyra sustenta uma vantagem consistente sobre João Campos nas intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha divulgada em agosto de 2026. O levantamento, que ouviu mais de mil eleitores em todas as regiões do estado, não apenas confirma uma tendência que se repete há meses, mas aponta que o reconhecimento espontâneo de Lyra supera o de seu adversário por margem ainda maior. Na reta final de uma campanha, números assim raramente mentem — eles narram quem já conquistou a imaginação do eleitorado.
A pesquisa Datafolha divulgada em agosto de 2026 confirma o que as sondagens anteriores já desenhavam: Raquel Lyra lidera a corrida pelo governo de Pernambuco com 47% das intenções de voto, contra 40% de João Campos. A diferença de sete pontos, embora dentro da margem de erro de três pontos, não é novidade — em maio e julho, Lyra já marcava 48%, enquanto Campos oscilava entre 42% e 43% sem conseguir encostar.
O levantamento ouviu 1.024 pessoas entre 18 e 21 de agosto, em todas as regiões do estado, e foi encomendado pela Globo e pela Folha de S. Paulo, registrado na Justiça Eleitoral sob o código PE-01528/2026. Os demais candidatos — Ivan Moraes, Renan Hallais, Guilherme Fonseca e Professora Camila — somaram 1% cada, enquanto 5% optaram por branco ou nulo e 4% ainda não haviam decidido.
O dado mais revelador, porém, vem da pesquisa espontânea: sem que os nomes sejam apresentados, Lyra é citada por 39% dos entrevistados, contra 26% de Campos. Isso indica que a governadora ocupa um espaço maior na memória eleitoral do estado — um tipo de vantagem que vai além das intenções declaradas e sugere uma candidatura mais enraizada no imaginário do eleitor.
Com a campanha em sua fase final, o retrato que emerge é o de uma liderança consolidada de um lado e, do outro, um desafiante que precisa não apenas crescer, mas reverter uma tendência que os números, mês após mês, se recusam a abandonar.
A pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira coloca Raquel Lyra à frente na disputa pelo governo de Pernambuco. A governadora do PSD registra 47% das intenções de voto, enquanto João Campos, ex-prefeito de Recife pelo PSB, aparece com 40%. A diferença de sete pontos percentuais situa-se dentro da margem de erro de três pontos, mas a tendência favorece Lyra há meses.
Este resultado não surpreende quem acompanha as sondagens anteriores. Em maio, Lyra havia alcançado 48% de preferência. Em julho, manteve-se em 48%. Campos, por sua vez, oscilou: começou em 42% em maio, subiu para 43% em julho e agora recua para 40%. O padrão é claro — a governadora sustenta uma vantagem consistente enquanto seu principal adversário flutua dentro de uma faixa mais estreita.
O levantamento ouviu 1.024 pessoas entre 18 e 21 de agosto em todas as regiões do estado. A Globo e a Folha de S. Paulo encomendaram a pesquisa, que foi registrada na Justiça Eleitoral sob o código PE-01528/2026. Além dos dois principais candidatos, a sondagem captou apoio fragmentado entre outras candidaturas: Ivan Moraes (PSOL), Renan Hallais (Missão), Guilherme Fonseca (PSTU) e Professora Camila (UP) somaram 1% cada um. Professor Jeremias do Banco (Democrata) e Victor Assis (PCO) não registraram apoio mensurável. Votos brancos, nulos ou abstenções totalizaram 5%, enquanto 4% dos entrevistados ainda não haviam decidido.
Quando a pesquisa apresenta os nomes dos candidatos, a vantagem de Lyra é clara. Mas quando pergunta espontaneamente — sem oferecer opções — a diferença se amplia significativamente. Neste formato, Lyra alcança 39% de citações contra 26% de Campos. Isso sugere que a governadora possui maior reconhecimento não estimulado, enquanto uma parcela considerável de eleitores (25%) não consegue nomear um candidato de forma espontânea. Outros 4% indicam voto em branco ou nulo mesmo sem sugestão de nomes.
O cenário que emerge é o de uma candidata consolidada na liderança e um desafiante que precisa reverter uma tendência desfavorável. Com a campanha em sua reta final, Lyra segue como favorita, enquanto Campos enfrenta o desafio de ampliar seu apoio e reduzir a distância que a pesquisa documenta.
Citas Notables
A governadora do PSD registra 47% das intenções de voto, enquanto João Campos, ex-prefeito de Recife pelo PSB, aparece com 40%— Pesquisa Datafolha