Datafolha: Lula tem 47% e Bolsonaro 32% na corrida presidencial

A margem entre candidatos encolheu de 18 para 15 pontos
Lula mantém liderança, mas Bolsonaro ganha terreno na mais recente sondagem do Datafolha.
Mark

A margem caiu de 18 para 15 pontos. Isso é significativo ou ainda está dentro da margem de erro?

Mimi

A margem de erro é de 2 pontos, então essa queda de 3 pontos está fora dela. Mas é importante notar que Lula segue com 47% — o que mudou foi Bolsonaro subir de 29% para 32%.

Luke

Exatamente. Não é que Lula perdeu apoio. É que Bolsonaro ganhou. Isso é um detalhe que muda como você lê a história.

Mark

E quanto ao primeiro turno? A pesquisa diz que Lula pode vencer em primeiro turno?

Mimi

Com 51% dos votos válidos, sim, tecnicamente ele ultrapassaria os 50% necessários. Mas isso assume que todos os indecisos e votos brancos/nulos se comportem de um jeito específico.

Luke

E aí está o risco de uma leitura confiante demais. A pesquisa mostra a possibilidade, não a certeza. Há ainda 8% de brancos, nulos e indecisos.

Mark

Ciro Gomes com 7% é relevante? Ele poderia tirar votos de alguém?

Mimi

Historicamente, Ciro tira mais de Lula do que de Bolsonaro. Mas com 7%, ele está longe de ser um fator decisivo nesse momento.

Luke

Mas se a campanha mudar, se houver polarização maior, esses 7% podem migrar. A pesquisa é um retrato de um momento, não uma previsão.

Mark

E no segundo turno, por que Lula cai de 55% para 54%?

Mimi

Provavelmente porque alguns eleitores que votariam em terceiros no primeiro turno migram para Bolsonaro se a disputa ficar entre os dois.

Luke

Ou porque há movimento natural no eleitorado. Mas note: a diferença no segundo turno é de 17 pontos. No primeiro turno é de 15. Lula fica mais forte num segundo turno.

  • A margem entre Lula e Bolsonaro encolheu de 18 para 15 pontos percentuais em apenas três semanas, sinalizando que o eleitorado não está congelado.
  • Com 51% dos votos válidos, Lula flerta com a possibilidade de encerrar a disputa no primeiro turno, poupando o país de uma segunda votação polarizada.
  • Bolsonaro sobe de 29% para 32% na pesquisa estimulada, recuperando terreno e alimentando a narrativa de que a diferença pode continuar a diminuir.
  • O campo alternativo — Ciro com 7%, Tebet com 2% — permanece fragmentado e sem força para alterar a geometria da corrida, mas pode influenciar um eventual segundo turno.
  • Em cenário de segundo turno, Lula chegaria a 54% contra 37% de Bolsonaro, sugerindo que parte dos eleitores de terceiros candidatos migraria para o presidente em exercício.

A menos de dois meses do primeiro turno, o Brasil observa uma disputa presidencial que se mantém assimétrica, mas em lento movimento: Lula conserva uma liderança expressiva com 47% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro avança discretamente e reduz a distância para 15 pontos percentuais. Entre os votos válidos, o ex-presidente petista já toca os 51%, limiar simbólico que abriria caminho para uma vitória ainda em outubro. O momento capturado pelo Datafolha é o de uma campanha que entra em sua reta final com o mapa eleitoral definido, mas não imóvel.

A pesquisa Datafolha divulgada em agosto confirma a liderança de Lula na corrida presidencial, mas traz um dado que anima o campo bolsonarista: a diferença entre os dois principais candidatos diminuiu. O ex-presidente petista aparece com 47% das intenções de voto na pesquisa estimulada, enquanto Bolsonaro marca 32% — uma distância de 15 pontos, menor do que os 18 registrados no levantamento de julho.

Quando se consideram apenas os votos válidos, Lula alcança 51%, o que abre a possibilidade concreta de vitória já no primeiro turno, marcado para 2 de outubro. No levantamento anterior, ele tinha 52% nesse recorte, enquanto Bolsonaro subia de 32% para 35% agora — indicando um movimento real, ainda que dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.

O restante do campo presidencial permanece distante e pulverizado. Ciro Gomes aparece com 7%, Simone Tebet com 2%, e os demais candidatos não atingem pontuação mensurável. Brancos, nulos e indecisos somam 8%.

Num eventual segundo turno, Lula chegaria a 54% contra 37% de Bolsonaro — uma margem ainda confortável, mas ligeiramente menor do que em julho, quando o petista marcava 55% e o presidente 35%. O dado sugere que eleitores de terceiros candidatos tenderiam a se deslocar para Bolsonaro numa segunda votação.

O Datafolha entrevistou 5.744 eleitores presencialmente entre 16 e 18 de agosto, em todo o país, com margem de erro de 2 pontos e confiança de 95%. O levantamento, contratado pela Folha de S. Paulo e pela Globo, foi registrado no TSE sob o protocolo BR-09404/2022.

A mais recente sondagem do Datafolha desenha um quadro de vantagem sustentada para Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial, mas com um movimento que merece atenção: a margem entre ele e Jair Bolsonaro encolheu. O ex-presidente petista aparece com 47% das intenções de voto, enquanto o presidente em exercício marca 32%. Comparado ao levantamento anterior, divulgado no final de julho, essa diferença caiu de 18 pontos percentuais para 15 — um movimento que sugere alguma reconfiguração no eleitorado, ainda que Lula mantenha a dianteira.

Quando se olha apenas para os votos válidos, descartando brancos, nulos e abstenções, a posição do petista se reforça: ele chega a 51%, enquanto Bolsonaro fica em 35%. Esse cenário abre a possibilidade, segundo a própria pesquisa, de que Lula seja eleito já no primeiro turno — um resultado que encerraria a campanha antes da segunda votação. Na sondagem de julho, Lula tinha 47% na estimulada e 52% entre votos válidos, enquanto Bolsonaro somava 29% e 32%, respectivamente. O movimento mais recente mostra Bolsonaro ganhando pontos em relação àquele momento.

O restante do campo presidencial permanece fragmentado e distante dos dois principais candidatos. Ciro Gomes, pelo PDT, aparece com 7% das intenções. Simone Tebet, do MDB, marca 2%. Vera Lúcia, pela PSTU, tem 1%. Os demais candidatos — Leonardo Péricles pela UP, Felipe D'Ávila pelo Novo, Soraya Thonicke pela UB, Eymael pela DC, Roberto Jefferson pelo PTB e Sofia Manzano pelo PCB — não registram pontuação mensurável. Brancos, nulos e quem não sabe ainda como vai votar somam 8% do total.

Em um cenário de segundo turno direto entre Lula e Bolsonaro, o ex-presidente ampliaria sua margem. Ele chegaria a 54% contra 37% do atual presidente. Esse resultado representa uma ligeira queda em relação a julho, quando Lula marcava 55% e Bolsonaro 35% nesse mesmo cenário hipotético — sugerindo que parte do eleitorado que poderia votar em terceiros no primeiro turno migraria para Bolsonaro numa eventual segunda votação.

O Datafolha ouviu 5.744 eleitores presencialmente entre 16 e 18 de agosto, em pontos de fluxo em todo o país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Folha de S. Paulo e pela Globo e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-09404/2022. Com a eleição marcada para 2 de outubro, essa sondagem reflete o momento em que a campanha entra em sua reta final, com o cenário ainda favorável ao petista, mas com sinais de movimento no eleitorado.

A pesquisa indica chance de que o petista seja eleito até mesmo em primeiro turno
— Datafolha
Quieres la nota completa? Lee el original en O Tempo ↗
Contáctanos FAQ