A menos de três meses do primeiro turno, o Brasil de julho de 2022 contemplava uma disputa presidencial de contornos firmes: Lula sustentava 47% das intenções de voto, Bolsonaro chegava a 29%, e entre eles permanecia uma distância de 18 pontos que resistia ao tempo. O Datafolha, ao ouvir mais de dois mil eleitores em dois dias, não revelou uma virada — revelou uma estabilidade que, por si só, já era um retrato do momento político do país.
Datafolha: Lula lidera com 47% contra 29% de Bolsonaro; Ciro tem 8%
Lula mantinha 18 pontos de vantagem sobre Bolsonaro
Como uma pesquisa com essa margem de erro — dois pontos — deve ser interpretada quando os candidatos estão tão próximos em algumas posições?
A margem de dois pontos significa que o verdadeiro percentual de cada candidato pode estar dois pontos acima ou abaixo do que foi registrado. Mas aqui, Lula e Bolsonaro estão separados por 18 pontos, muito além da margem. Essa distância é sólida.
Certo, mas os candidatos menores — Tebet em 2%, ou Janones em 1% — estão dentro ou muito perto da margem de erro. Eles poderiam estar em zero ou em 4%. Não sabemos.
E quanto àqueles que não pontuaram? Eles realmente têm zero intenção de voto?
Não necessariamente. Eles têm menos de 1%, o que significa que em uma amostra de 2.556 pessoas, muito poucos disseram que votariam neles. Mas em uma população de milhões, isso pode representar algo.
Exatamente. A pesquisa é um retrato de um momento específico — 27 e 28 de julho — e apenas daqueles que foram encontrados e concordaram em responder. Não é a realidade completa.
Então por que Lula mantém exatamente 47% de junho para julho?
Pode ser coincidência, ou pode significar que seu núcleo de apoio é muito estável. Mas também é possível que haja movimento dentro desse 47% — alguns saindo, outros entrando — que se compensa.
E não sabemos quantas pessoas recusaram responder ou não foram encontradas. Isso pode afetar o resultado.
A pesquisa é útil, então?
Absolutamente. Ela mostra a tendência geral e a distância entre os principais candidatos. Mas deve ser lida como um indicador, não como uma previsão.
E lembrar que há sempre incerteza nas bordas.
El Pulso
- Lula mantém 47% pela segunda pesquisa consecutiva, sinalizando uma liderança que parece impermeável às turbulências da campanha.
- Bolsonaro avança um ponto e chega a 29%, mas a distância de 18 pontos para o adversário permanece como o maior obstáculo de sua reeleição.
- Ciro Gomes estaciona em 8% e Simone Tebet sobe um ponto para 2%, enquanto o campo abaixo da terceira posição se fragmenta em candidaturas que mal registram presença.
- Os indecisos recuam de 4% para 3%, e os votos brancos e nulos caem um ponto — sinais de que o eleitorado vai se definindo, ainda que lentamente, nas semanas finais.
- Com margem de erro de dois pontos, os pequenos movimentos nas bordas do levantamento apontam para uma corrida cujo desfecho no primeiro turno ainda guarda alguma fluidez.
A menos de três meses do primeiro turno, o Brasil de julho de 2022 contemplava uma disputa presidencial de contornos firmes: Lula sustentava 47% das intenções de voto, Bolsonaro chegava a 29%, e entre eles permanecia uma distância de 18 pontos que resistia ao tempo. O Datafolha, ao ouvir mais de dois mil eleitores em dois dias, não revelou uma virada — revelou uma estabilidade que, por si só, já era um retrato do momento político do país.
No final de julho de 2022, o Datafolha confirmava o que os levantamentos anteriores já desenhavam: Lula liderava a corrida presidencial com 47% das intenções de voto, posição que mantinha estável desde junho. Bolsonaro marcava 29%, tendo avançado um ponto percentual em relação à pesquisa anterior. A vantagem do ex-presidente sobre o presidente em exercício permanecia em 18 pontos — uma margem que moldava o cenário eleitoral a menos de três meses do primeiro turno.
Ciro Gomes seguia em terceiro lugar com 8%, igualmente sem variação. O restante do campo se distribuía em frações menores: Simone Tebet, do MDB, subia um ponto e chegava a 2%; Janones, Pablo Marçal e Vera Lúcia apareciam empatados em 1% cada. Outros cinco candidatos sequer pontuavam. Os votos brancos, nulos ou em ninguém somavam 6%, e 3% dos entrevistados ainda não haviam decidido.
A pesquisa ouviu 2.556 eleitores nos dias 27 e 28 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais, registrada no TSE sob o número BR-01192/2022. Embora a estabilidade dominasse o quadro geral, os pequenos movimentos nas margens — Tebet ganhando um ponto, indecisos recuando — sugeriam que, mesmo num eleitorado em grande parte já decidido, as semanas finais de campanha ainda reservavam espaço para oscilações.
A pesquisa Datafolha divulgada no final de julho mantinha a disputa presidencial com contornos já conhecidos: Lula seguia à frente com 47% das intenções de voto, uma posição que ele sustentava desde junho sem variação. Bolsonaro, na sequência, marcava 29%, tendo subido um ponto percentual em relação ao levantamento anterior. A vantagem do ex-presidente sobre o presidente em exercício permanecia em 18 pontos, uma margem que estruturava o cenário eleitoral duas semanas antes do primeiro turno.
Ciro Gomes ocupava a terceira colocação com 8% das intenções de voto, igualmente estável em relação ao mês anterior. Abaixo dele, o campo se fragmentava: Simone Tebet, do MDB, registrava 2% — um ponto acima de junho. Janones, pelo Avante, Pablo Marçal, pelo Pros, e Vera Lúcia, pelo PSTU, apareciam empatados em 1% cada. Cinco candidatos — Luiz Felipe d'Ávila, Sofia Manzano, Leonardo Péricles, Luciano Bivar e o General Santos Cruz — não alcançavam nem 1% e não pontuavam na pesquisa. Os votos em branco, nulo ou em ninguém somavam 6%, uma queda de um ponto. Três por cento dos entrevistados ainda não sabiam em quem votar.
O levantamento ouviu 2.556 eleitores nos dias 27 e 28 de julho, através de entrevistas presenciais. A margem de erro foi estabelecida em dois pontos percentuais para mais ou para menos. O registro no Tribunal Superior Eleitoral era BR-01192/2022, conferindo ao número a chancela oficial exigida para pesquisas eleitorais.
Embora os números mostrassem estabilidade na liderança de Lula e na segunda posição de Bolsonaro, havia movimento nas margens. Tebet havia ganhado um ponto, enquanto os indecisos caíram um ponto. Bolsonaro havia avançado um ponto também. Esses movimentos, ainda que pequenos, sinalizavam dinâmicas em um eleitorado que, em sua maioria, já havia definido seu voto, mas onde ainda havia espaço para oscilações nas semanas finais da campanha.
Citas Notables
Lula manteve o mesmo percentual de junho, enquanto Bolsonaro oscilou um ponto para cima— Pesquisa Datafolha