Datafolha: Lula tem 45% de aprovação e 25% de rejeição em São Paulo

Metade dos paulistanos ainda vê Nunes como regular
Pesquisa mostra que 49% dos eleitores consideram a gestão do prefeito nem boa nem ruim.
Mark

Como uma aprovação de 45% para Lula em São Paulo se compara ao resto do país? Essa é uma posição forte?

Mimi

A pesquisa só mede a capital, não o país inteiro. Mas 45% com 25% de rejeição sugere uma base sólida, especialmente considerando que 29% ainda estão indecisos na avaliação. O que chama atenção é a polarização: muito forte entre eleitores com diploma superior, muito fraca entre evangélicos.

Luke

Mas precisamos ser claros: essa aprovação em São Paulo não necessariamente reflete o cenário nacional. E a margem de erro de três pontos percentuais significa que a aprovação real pode estar entre 42% e 48%. Não é uma diferença pequena.

Mark

E quanto ao impacto em Boulos? A pesquisa diz que ele lidera, mas por quanto?

Mimi

A pesquisa anterior mostrou Boulos na frente, mas o Datafolha não divulgou os números exatos de intenção de voto nesta reportagem. Sabemos que ele lidera, mas não sabemos a margem.

Luke

Exatamente. A reportagem conecta a aprovação de Lula ao desempenho de Boulos, mas não fornece dados de intenção de voto para Boulos nesta pesquisa específica. É uma inferência razoável, mas não é comprovada pelos números aqui.

Mark

E Nunes melhorou desde julho?

Mimi

Sim, claramente. Subiu de 18% para 23% de aprovação, e sua rejeição caiu de 31% para 24%. O percentual de regular também caiu, de 44% para 49%, o que é um sinal de que as pessoas estão formando opiniões mais definidas sobre ele.

Luke

Mas ainda assim, 49% regular é muito alto. Significa que quase metade dos paulistanos não tem uma opinião clara sobre o prefeito. E 24% de intenção de voto em uma disputa que pode ter vários candidatos não é necessariamente uma posição dominante.

Mark

Qual é o maior risco para cada um deles?

Mimi

Para Lula, a rejeição entre evangélicos é preocupante — 37% é um número alto. Para Tarcísio, a rejeição entre eleitores com superior é de 35%, o que sugere que ele não conquistou a elite educada. Para Nunes, o desafio é que metade dos eleitores ainda o vê como regular, o que deixa espaço para outros candidatos.

Luke

E não esqueçamos que essa pesquisa é de setembro de 2023. Faltam meses para a eleição de 2024. Muita coisa pode mudar.

  • Lula conquista maioria relativa em São Paulo, mas a aprovação de 45% convive com uma rejeição de 25% que se aprofunda em comunidades evangélicas e no eleitorado de Tarcísio.
  • A divisão por escolaridade é marcante: universitários aprovam o presidente em 57%, enquanto grupos religiosos e conservadores formam o núcleo duro da resistência ao governo federal.
  • Tarcísio de Freitas, com apenas 30% de aprovação na capital, enfrenta rejeição crescente entre eleitores com ensino superior, revelando os limites de sua influência além de sua base fiel.
  • Ricardo Nunes, prefeito em exercício, recuperou terreno desde julho de 2022 — saiu de 18% para 23% de aprovação —, mas metade dos paulistanos ainda o vê como uma gestão apenas 'regular'.
  • O cenário favorece Guilherme Boulos, que lidera as intenções de voto para 2024 com o respaldo de Lula e do PT, partido que pode abrir mão de candidato próprio pela primeira vez na disputa pela capital.

Em São Paulo, a mais recente sondagem do Datafolha revela que o presidente Lula é aprovado por 45% dos moradores da capital, enquanto a rejeição se concentra entre evangélicos e apoiadores do governador Tarcísio de Freitas. O retrato não é apenas de números: é o mapa de uma cidade dividida por escolaridade, fé e filiação política, onde cada percentual anuncia os contornos da batalha eleitoral de 2024. A aprovação presidencial, longe de ser neutra, já começa a moldar candidaturas e alianças na disputa pela Prefeitura.

Uma pesquisa Datafolha divulgada em 1º de setembro mapeou a aprovação presidencial entre os 1.092 paulistanos ouvidos ao longo da semana: Lula tem 45% de aprovação, 25% de rejeição e 29% que avaliam sua gestão como regular. A margem de erro é de três pontos percentuais.

A aprovação não é homogênea. Entre eleitores com ensino superior, chega a 57%. Já entre evangélicos, a rejeição atinge 37%, e entre os que aprovam o governador Tarcísio de Freitas, sobe para 42%. O dado revela uma cidade segmentada por escolaridade, religião e preferência política — e não apenas por partido.

Esse quadro tem consequências diretas para 2024. Guilherme Boulos, deputado federal pelo PSOL apoiado por Lula e pelo PT, lidera as intenções de voto para a Prefeitura de São Paulo. Pela primeira vez, o PT pode optar por não lançar candidato próprio, concentrando suas forças em Boulos.

Tarcísio de Freitas aparece com 30% de aprovação e 27% de rejeição na capital, com 38% avaliando seu mandato como regular. Seu apoio é mais sólido entre evangélicos e eleitores acima de 60 anos, mas a rejeição entre universitários chega a 35%.

Já Ricardo Nunes, prefeito em exercício, apresenta uma recuperação discreta: saiu de 18% de aprovação em julho de 2022 para 23% agora, enquanto a rejeição caiu de 31% para 24%. Metade dos paulistanos ainda o considera regular. Com 24% das intenções de voto para 2024, Nunes busca se posicionar como candidato da direita e centro-direita, tentando construir pontes entre o campo de Tarcísio e o de Bolsonaro — reflexo da fragmentação conservadora na capital.

Uma pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira, 1º de setembro, traçou o retrato da aprovação presidencial na cidade de São Paulo: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva colhe 45% de aprovação entre os moradores, enquanto 25% rejeitam sua gestão. Outros 29% a consideram regular, e apenas 1% não respondeu à pergunta. O levantamento ouviu 1.092 pessoas com mais de 16 anos entre terça e quarta-feira, com margem de erro de três pontos percentuais.

A aprovação de Lula não é uniforme na capital. Ela é mais forte entre eleitores com diploma de ensino superior, onde alcança 57%. A rejeição, por sua vez, concentra-se em dois grupos específicos: entre os que aprovam o trabalho do governador Tarcísio de Freitas, 42% consideram o governo Lula ruim ou péssimo, e entre evangélicos, a reprovação chega a 37%. Essa divisão revela como a avaliação do presidente segue linhas de escolaridade, religião e preferência política.

Esse cenário de aprovação presidencial pode ter efeitos diretos na disputa municipal de 2024. Guilherme Boulos, deputado federal pelo PSOL que concorre à Prefeitura de São Paulo com apoio de Lula e do Partido dos Trabalhadores, lidera as intenções de voto segundo pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira. A sigla petista pode não ter, pela primeira vez, um candidato próprio na corrida pelo comando da capital, apostando suas forças no apoio ao nome de Boulos.

O mesmo levantamento também mediu a aprovação de Tarcísio de Freitas na capital. O governador tem 30% de aprovação e 27% de rejeição entre paulistanos, enquanto 38% avaliam seu mandato como regular. Sua rejeição é maior entre eleitores com ensino superior, onde atinge 35%, e entre os que desaprovam o prefeito Ricardo Nunes, chegando a 61%. Seu apoio é mais forte entre evangélicos, com 37% de aprovação, pessoas com 60 anos ou mais, também com 37%, e potenciais eleitores de Nunes, com 49%.

Ricardo Nunes, o prefeito em exercício, ocupa uma posição peculiar: metade dos eleitores paulistanos, 49%, considera sua gestão regular. Sua aprovação é de 23% e sua rejeição de 24%. Comparado à pesquisa anterior do Datafolha, de julho do ano passado, Nunes melhorou: tinha 18% de aprovação e 31% de rejeição naquele momento, com 44% considerando o mandato regular. A aprovação é maior entre os que completaram apenas o ensino fundamental, com 36%, e entre maiores de 60 anos, com 32%. A rejeição concentra-se entre eleitores com curso superior, 36%, e entre os que ganham mais de dez salários mínimos, 44%.

Na pesquisa de intenções de voto para 2024, Nunes aparece com 24% da preferência dos paulistanos. O prefeito tenta se firmar como candidato da direita e centro-direita, fazendo movimentos para se aproximar tanto de Tarcísio quanto do ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa estratégia reflete a fragmentação do campo conservador e a tentativa de Nunes de se posicionar como ponte entre diferentes alas da direita paulista.

O grupo que mais rejeita Lula é o que avalia positivamente o governador Tarcísio de Freitas, com 42% considerando o governo Lula como ruim ou péssimo
— Dados da pesquisa Datafolha
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