Datafolha: Lula tem 46% e Flávio Bolsonaro 44% em empate técnico no 2º turno

Empate técnico que persiste há semanas, sem movimento
Lula e Flávio Bolsonaro mantêm os mesmos números desde setembro, sugerindo consolidação do eleitorado.
Mark

Por que essa pesquisa importa agora, em setembro? Ainda faltam semanas para a eleição.

Mimi

Porque mostra o piso de cada candidato. Lula e Flávio estão tecnicamente empatados há semanas — isso significa que nenhum dos dois conseguiu romper a barreira que o separa do outro. É um sinal de que o eleitorado está dividido e consolidado.

Luke

Mas consolidado em quê? Um ponto percentual de diferença dentro da margem de erro não é consolidação — é incerteza. E apenas 2.002 pessoas foram entrevistadas. Isso é representativo?

Mimi

É o tamanho padrão de uma pesquisa Datafolha. Com 95% de confiança, 2.002 pessoas são suficientes. O que importa é que os números não se movem há duas semanas.

Mark

E quanto aos outros candidatos? Lula vence todos eles?

Mimi

Vence Caiado, Zema e Renan Santos. Mas Augusto Cury o iguala em 44% cada um. É o único que consegue isso.

Luke

Cury ganhou um ponto desde a última pesquisa. Lula perdeu um. Isso é movimento real ou variação dentro da margem de erro?

Mimi

Pode ser os dois. Um ponto está na borda da margem. Mas a tendência, se existir, é de aproximação entre Lula e Cury.

Mark

Os votos em branco e nulo mudam bastante de cenário para cenário. Por quê?

Mimi

Provavelmente porque alguns candidatos geram mais rejeição ou desinteresse. Contra Renan Santos, 13% votam em branco ou nulo. Contra Flávio, apenas 8%.

Luke

Ou significa que a pesquisa não está capturando bem a intenção de voto em alguns cenários. Não sabemos por quê os números variam assim.

Mark

O que muda até a eleição?

Mimi

Tudo. Um debate pode mexer com isso. Uma declaração polêmica. A mobilização de campanha. Esses números são um retrato de agora, não uma previsão.

Luke

E há muito pouco espaço para movimento. Se a margem é de dois pontos e a diferença é de dois pontos, qualquer coisa pode virar o jogo.

  • Lula e Flávio Bolsonaro estão empatados tecnicamente em 46% e 44%, respectivamente, sem qualquer variação nas últimas duas semanas de pesquisas.
  • Augusto Cury, do Avante, é o único adversário capaz de igualar Lula em números absolutos — ambos com 44% —, tornando esse cenário o mais tenso para o presidente.
  • Contra Zema e Renan Santos, Lula abre vantagens mais confortáveis, mas os votos brancos e nulos crescem nesses cenários, sinalizando rejeição ou desinteresse do eleitorado.
  • A repetição idêntica dos percentuais em três datas distintas sugere uma consolidação das preferências, mas a margem estreita mantém a disputa vulnerável a qualquer evento imprevisto da campanha.

Em um país onde a política raramente descansa, a pesquisa Datafolha de 17 de setembro oferece um raro momento de equilíbrio: Lula e Flávio Bolsonaro chegam ao segundo turno simulado separados por apenas dois pontos percentuais — exatamente dentro da margem de erro. A estabilidade dos números ao longo de três levantamentos consecutivos sugere que o eleitorado brasileiro, ao menos por ora, encontrou suas trincheiras. O destino da disputa permanece em aberto, suspenso entre a cristalização das lealdades e a imprevisibilidade que toda campanha carrega consigo.

A pesquisa Datafolha divulgada em 17 de setembro retrata um segundo turno presidencial marcado pelo equilíbrio quase perfeito. Lula aparece com 46% das intenções de voto contra 44% de Flávio Bolsonaro — diferença que cabe inteiramente dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento ouviu 2.002 pessoas entre 15 e 16 de setembro, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo.

O que mais chama atenção é a imobilidade dos números. Os percentuais de ambos os candidatos são idênticos aos registrados em 3 e 11 de setembro, assim como os votos brancos ou nulos, estacionados em 8%, e os indecisos, em apenas 1%. Essa repetição aponta para uma consolidação do eleitorado em torno dessas duas candidaturas.

Nos demais cenários simulados, Lula varia conforme o adversário. Contra Caiado, mantém 46% enquanto o rival chega a 42%. Diante de Zema, abre dez pontos de vantagem — 49% a 39%. Contra Renan Santos, fica em 47% contra 38%. O cenário mais competitivo, além de Flávio Bolsonaro, é o confronto com Augusto Cury: ambos marcam exatamente 44%, um empate numérico absoluto, com Cury ganhando um ponto em relação à pesquisa anterior.

Os votos brancos e nulos crescem nos cenários com adversários menos conhecidos, chegando a 13% contra Renan Santos — sinal de que parte do eleitorado ainda não se sente mobilizada por certas candidaturas. A disputa segue aberta: a margem estreita que separa Lula de seus principais rivais é suficiente para que um debate, uma declaração ou uma mudança de coligação altere o quadro antes do pleito.

A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira, 17 de setembro, apresenta um cenário de segundo turno presidencial marcado pela estabilidade e pelo equilíbrio. Lula aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 44% — uma diferença de dois pontos que se situa dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, configurando um empate técnico. O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 15 e 16 de setembro, com nível de confiança de 95% e registro no TSE sob o número BR-04029/2026.

O que chama atenção é a persistência desses números. Os percentuais de Lula e Flávio Bolsonaro permanecem idênticos aos divulgados em 3 e 11 de setembro — ambos em 46% e 44%, respectivamente. Também se mantêm estáveis os votos em branco, nulo ou nenhum, em 8%, e os indecisos em apenas 1%. Essa repetição sugere uma consolidação do eleitorado em torno dessas duas candidaturas, sem oscilações significativas nas últimas duas semanas.

Quando se examina os demais cenários de segundo turno, a posição de Lula varia conforme o adversário. Contra Ronaldo Caiado, do PSD, o petista mantém 46% enquanto Caiado sobe um ponto, chegando a 42%. Diante de Romeu Zema, do Novo, Lula amplia sua vantagem para 49% contra 39% do candidato mineiro — uma diferença de dez pontos. Já na simulação contra Renan Santos, da Missão, Lula recua um ponto em relação à pesquisa anterior, ficando em 47%, enquanto Santos permanece em 38%.

O cenário mais competitivo para Lula, além do confronto com Flávio Bolsonaro, é aquele que o coloca frente a frente com Augusto Cury, do Avante. Nesse caso, ambos somam exatamente 44% — um empate numérico perfeito, não apenas técnico. Cury é o único candidato que consegue igualar Lula em números absolutos. Comparado à pesquisa anterior, Lula perdeu um ponto nesse cenário, enquanto Cury ganhou um, aproximando-se ainda mais.

Os votos em branco, nulo ou nenhum variam de acordo com o adversário de Lula. Contra Flávio Bolsonaro, ficam em 8%. Aumentam para 10% nos cenários com Caiado e Cury, e chegam a 11% e 13% respectivamente nas disputas contra Zema e Renan Santos. Essa variação pode refletir diferentes níveis de engajamento do eleitorado conforme o candidato da oposição, sugerindo que alguns cenários geram maior rejeição ou desinteresse.

A estabilidade observada nas últimas semanas contrasta com a volatilidade que caracterizou a campanha até este ponto. Os números congelados entre as pesquisas de 3, 11 e 17 de setembro indicam que o eleitorado pode estar se cristalizando em suas preferências, pelo menos no curto prazo. No entanto, a margem de dois pontos que separa Lula de Flávio Bolsonaro permanece estreita o suficiente para que qualquer movimento significativo na campanha — um debate, uma declaração polêmica, uma mudança na coligação — possa alterar o quadro. A disputa segue aberta, e o resultado final dependerá de como esses candidatos conseguem mobilizar seus apoiadores e conquistar os poucos indecisos que ainda restam.

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