A menos de um ano das eleições presidenciais de 2026, o Brasil se encontra diante de uma disputa que reflete suas divisões mais profundas: Lula e Flávio Bolsonaro disputam palmo a palmo a preferência de um eleitorado que, em sua maioria, rejeita ambos com igual intensidade. O Datafolha, ao ouvir mais de dois mil brasileiros em setembro, não revela um vencedor — revela uma nação ainda em busca de si mesma.
Datafolha: Lula tem 39% e Flávio Bolsonaro, 35% na disputa presidencial
Três quartos dos eleitores estão decididos; um quarto ainda pode mudar
A vantagem de 4 pontos de Lula sobre Flávio Bolsonaro é real ou está dentro da margem de erro?
Está nos limites. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos, então tecnicamente a diferença de 4 pontos coloca a vantagem dentro dessa zona cinzenta. Mas o Datafolha aponta maior probabilidade de vantagem do petista.
Maior probabilidade segundo qual critério? Isso é uma interpretação do instituto, não um dado bruto. O que sabemos com certeza é que os números estão muito próximos.
E no segundo turno? Lula está em melhor posição?
Não. No segundo turno contra Flávio Bolsonaro, é praticamente um empate: 46% para Lula, 44% para Bolsonaro. Mas Lula vence mais confortavelmente contra outros candidatos — 48% contra Romeu Zema, por exemplo.
Isso é importante: Lula tem desempenho muito diferente dependendo do adversário. Contra Cury fica em 45%, praticamente empatado. A força dele não é uniforme.
Qual é a rejeição desses candidatos?
Lula e Flávio Bolsonaro estão empatados em rejeição: ambos com 46%. Nenhum deles consegue escapar dessa rejeição alta. Augusto Cury tem 10% de rejeição, bem menor.
Isso sugere que a eleição pode ser decidida menos por quem as pessoas querem e mais por quem elas rejeitam menos. É um cenário de voto negativo.
Quanto da população ainda pode mudar de voto?
Um quarto dos eleitores — 25% — dizem que ainda podem mudar. Mas entre os apoiadores de Lula, apenas 18% dizem que o voto pode mudar. Entre os de Flávio Bolsonaro, 20%.
Isso significa que os votos mais voláteis estão entre os indecisos e os apoiadores de candidatos menores. Os núcleos duros de Lula e Bolsonaro estão bastante consolidados.
A aprovação do governo subiu. Isso ajuda Lula?
Subiu de 45% para 47%, uma melhora pequena. Mas a desaprovação ainda é de 50%, praticamente metade do país. Não é um movimento que muda o jogo.
E é importante notar que aprovação do governo não é a mesma coisa que intenção de voto. Lula tem 39% de intenção, mas 47% de aprovação — há gente que aprova o governo mas não votaria nele.
Le Pouls
- A vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro encolheu em uma semana, reduzindo-se a apenas 4 pontos percentuais — distância que vive dentro da margem de erro e mantém a corrida em aberto.
- No segundo turno, os dois principais candidatos estão tecnicamente empatados em 46% e 44%, enquanto ambos carregam o mesmo índice de rejeição de 46% — um empate de antipatias que torna a disputa ainda mais imprevisível.
- O campo presidencial permanece fragmentado, com candidatos menores como Cury, Caiado e Renan Santos somando fatias modestas e eleitorados voláteis, incapazes por ora de romper a polarização dominante.
- A aprovação do governo Lula avança discretamente — de 45% para 47% —, enquanto 25% dos eleitores ainda declaram que podem mudar de voto, sinalizando que o resultado de outubro de 2026 está longe de ser escrito.
A menos de um ano das eleições presidenciais de 2026, o Brasil se encontra diante de uma disputa que reflete suas divisões mais profundas: Lula e Flávio Bolsonaro disputam palmo a palmo a preferência de um eleitorado que, em sua maioria, rejeita ambos com igual intensidade. O Datafolha, ao ouvir mais de dois mil brasileiros em setembro, não revela um vencedor — revela uma nação ainda em busca de si mesma.
A pesquisa Datafolha divulgada em 11 de setembro de 2026 confirma o que muitos já suspeitavam: a disputa presidencial brasileira está em fio de navalha. Lula aparece com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 35% de Flávio Bolsonaro — uma vantagem real, mas menor do que a registrada na semana anterior, quando a diferença era de 5 pontos. O instituto ouviu 2.002 pessoas entre 8 e 10 de setembro, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
A distância de 4 pontos entre os dois líderes vive nos limites dessa margem, e o segundo turno torna o cenário ainda mais tenso: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados, com 46% e 44%, respectivamente. Ambos enfrentam rejeição idêntica — 46% dos eleitores afirmam que não votariam em nenhum dos dois de forma alguma.
O restante do campo permanece pulverizado. Augusto Cury marca 6%, Ronaldo Caiado 4%, Renan Santos 3% e Romeu Zema 2%. Os demais candidatos somam 1% ou menos cada um. Seis por cento votariam em branco ou nulo, e 4% ainda estão indecisos. O Datafolha também testou um cenário com Pablo Marçal — inelegível por decisão do TSE —, e sua inclusão hipotética não alterou o quadro de forma significativa.
Entre os eleitores que já têm decisão tomada, os números mudam de figura: Lula sobe para 43% e Flávio Bolsonaro para 38% nos votos válidos. Três quartos do eleitorado (75%) dizem estar totalmente decididos, mas o quarto restante representa uma janela de volatilidade que pode definir o pleito.
A aprovação do governo Lula, que completa três anos e oito meses, apresentou leve melhora — subindo de 45% para 47%, enquanto a desaprovação recuou de 51% para 50%. O retrato que emerge é o de um país dividido, com dois candidatos de rejeições simétricas e um eleitorado que, em sua maioria, já escolheu — mas ainda não fechou todas as portas.
A pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira, 11 de setembro, desenha um quadro apertado para a disputa presidencial de 2026. Lula aparece com 39% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro marca 35%. A vantagem do petista existe, mas encolheu em relação à semana anterior — Lula tinha 38% e Bolsonaro, 33%, no levantamento de 3 de setembro. O instituto Datafolha, que conduziu a pesquisa para a Globo e a Folha de S. Paulo, ouviu 2.002 pessoas entre 16 anos ou mais nos dias 8 e 10 de setembro, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Essa margem de erro é relevante. A distância de 4 pontos entre os dois principais candidatos coloca a disputa nos limites dessa margem, embora o instituto aponte maior probabilidade de vantagem do petista. No segundo turno, porém, o cenário muda: Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados, com 46% e 44%, respectivamente. Ambos enfrentam rejeição igualmente alta — 46% dos eleitores dizem que não votariam em nenhum dos dois de jeito nenhum.
O restante do campo presidencial permanece fragmentado. Augusto Cury, escritor pelo Avante, aparece com 6% (queda de 2 pontos em relação à semana anterior). Ronaldo Caiado, do PSD, mantém 4%. Renan Santos, da Missão, fica em 3%. Romeu Zema, do Novo, marca 2%. Os demais candidatos — Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Wilson Grassi (Democrata) e Hertz Dias (PSTU) — somam 1% ou menos cada um. Seis por cento dos eleitores votariam em branco ou nulo, e 4% ainda estão indecisos.
O Datafolha também testou um cenário que inclui Pablo Marçal, do PRTB, embora ele esteja inelegível por condenação na Justiça Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral formou maioria na sexta-feira para barrar sua candidatura. Nesse cenário hipotético, Lula mantém 39%, Flávio Bolsonaro cai para 33%, e Marçal apareceria com apenas 2%. A inclusão de Marçal não altera significativamente o quadro geral.
Quando se excluem votos em branco, nulos e eleitores indecisos — contabilizando apenas votos válidos — Lula sobe para 43% e Flávio Bolsonaro para 38%. Esse recorte oferece uma visão diferente da força relativa dos candidatos entre quem efetivamente vai às urnas com decisão tomada. Três quartos dos eleitores (75%) dizem estar totalmente decididos sobre sua escolha presidencial, enquanto 25% ainda podem mudar o voto.
A pesquisa espontânea, em que o instituto não apresenta os nomes dos candidatos, mostra números menores para ambos. Lula sobe de 31% para 33%, e Flávio Bolsonaro salta de 22% para 25%. Augusto Cury cai de 5% para 3%. Curiosamente, Jair Bolsonaro ainda aparece com 2% de menção espontânea, embora não seja candidato. Nessa modalidade, 23% dos eleitores ficam indecisos.
A aprovação do governo Lula, que completou três anos e oito meses, apresenta movimento positivo. A aprovação subiu de 45% para 47%, enquanto a desaprovação caiu de 51% para 50%. Na avaliação geral, 42% consideram o governo ruim ou péssimo, 32% o avaliam como ótimo ou bom, e 25% o veem como regular. Entre os candidatos, aqueles com maior base consolidada — Lula com 81% de votos totalmente decididos e Flávio Bolsonaro com 80% — mostram eleitorados mais firmes. Candidatos menores como Romeu Zema têm apenas 20% de votos totalmente decididos, indicando maior volatilidade potencial.
Citations marquantes
Lula mantém estreita vantagem sobre Flávio Bolsonaro nas intenções de voto para o 1º turno, mas com margem menor do que na semana passada— Instituto Datafolha