A menos de dois meses das eleições presidenciais brasileiras, o instituto Datafolha registra uma paisagem eleitoral de contornos estáveis: Luiz Inácio Lula da Silva sustenta 45% das intenções de voto contra 32% de Jair Bolsonaro, uma vantagem de 13 pontos que resiste ao tempo e às turbulências da campanha. No cenário de segundo turno, a distância se amplia para 15 pontos, sugerindo que o eleitorado, em sua maioria, já encontrou seu lugar nesta disputa — e que os indecisos, quando forçados a escolher, tendem a inclinar-se para o ex-presidente.
Datafolha: Lula mantém vantagem com 45% contra 32% de Bolsonaro
Lula mantém vantagem de 13 pontos que não se alterou desde agosto
Por que essa pesquisa importa agora, tão perto da eleição? O que ela nos diz que não sabíamos?
Ela mostra que a vantagem de Lula não é flutuante — ele mantém 45% enquanto Bolsonaro fica em 32%. Isso é uma diferença de 13 pontos que se sustenta de uma medição para a outra. Não é volatilidade, é estrutura.
Mas espera — Lula caiu dois pontos desde agosto. Isso é movimento ou ruído dentro da margem de erro de dois pontos?
Tecnicamente, está dentro da margem. Mas o padrão que importa é que ele não desabou. Bolsonaro também não cresceu.
E os candidatos menores? Ciro subiu de 7% para 9%, Simone Tebet dobrou. Isso muda algo?
Muda a dinâmica do primeiro turno, mas não parece afetar o confronto principal. Ambos ainda estão longe de ameaçar os dois líderes.
Aqui está a questão: essa pesquisa foi feita entre 30 de agosto e 1º de setembro. Estamos em 2 de setembro. Quanto tempo temos até a eleição, e quanto pode mudar?
Faltam pouco mais de um mês. É tempo suficiente para movimento, mas a estrutura que vemos aqui — essa vantagem de 13 pontos — é robusta.
E o segundo turno? Lula sobe para 53% lá.
Exatamente. Isso sugere que eleitores de terceiros candidatos, quando forçados a escolher entre dois, preferem Lula. É um indicador de que a vantagem dele não é apenas no primeiro turno.
Mas 5.734 pessoas em 285 municípios — é representativo? Há regiões que podem estar sub-representadas?
A margem de erro de dois pontos é calculada sobre essa amostra. Não sabemos a distribuição regional sem mais detalhes, mas o registro no TSE valida o método.
Então o que vem agora? Essa vantagem segura?
Nada é seguro em eleição. Mas até esse momento, Lula tem uma posição de força que Bolsonaro não conseguiu erodir.
Il Polso
- Lula lidera com folga, mas recua dois pontos em relação à pesquisa anterior, sinalizando que sua vantagem, embora sólida, não é imune a pequenas oscilações.
- Bolsonaro permanece estável nos 32%, preso a um teto que não consegue romper mesmo com a campanha em curso.
- Ciro Gomes sobe para 9% e Simone Tebet dobra para 5%, indicando que o espaço do chamado 'terceiro caminho' ainda respira, mas de forma limitada.
- A queda dos votos brancos e nulos — de 6% para 4% — revela um eleitorado progressivamente mais decidido, com menos espaço para abstenção simbólica.
- No segundo turno simulado, Lula alcança 53% contra 38% de Bolsonaro, sugerindo que os eleitores de candidatos menores migram majoritariamente para o ex-presidente quando a escolha se estreita.
A menos de dois meses das eleições presidenciais brasileiras, o instituto Datafolha registra uma paisagem eleitoral de contornos estáveis: Luiz Inácio Lula da Silva sustenta 45% das intenções de voto contra 32% de Jair Bolsonaro, uma vantagem de 13 pontos que resiste ao tempo e às turbulências da campanha. No cenário de segundo turno, a distância se amplia para 15 pontos, sugerindo que o eleitorado, em sua maioria, já encontrou seu lugar nesta disputa — e que os indecisos, quando forçados a escolher, tendem a inclinar-se para o ex-presidente.
A mais recente pesquisa do Datafolha, realizada entre 30 de agosto e 1º de setembro com 5.734 pessoas em 285 municípios, confirma o que levantamentos anteriores já esboçavam: Lula lidera a corrida presidencial com 45% das intenções de voto, contra 32% de Bolsonaro — uma diferença de 13 pontos que se mantém praticamente intacta desde agosto.
O movimento entre as duas medições foi mínimo. Lula recuou dois pontos, Bolsonaro ficou estável. O que mudou foi o comportamento do eleitorado nas margens: Ciro Gomes cresceu de 7% para 9%, consolidando-se como terceira força, enquanto Simone Tebet dobrou sua participação, de 2% para 5%. Os votos em branco e nulos recuaram de 6% para 4%, sinal de que os indecisos estão, aos poucos, fazendo suas escolhas.
O cenário de segundo turno aprofunda a vantagem de Lula. Em um confronto direto com Bolsonaro, o ex-presidente alcançaria 53% contra 38% do atual presidente — margem de 15 pontos, superior à do primeiro turno. O dado sugere que eleitores de Ciro, Tebet e demais candidatos tendem a migrar para Lula quando a disputa se reduz a dois nomes.
A pesquisa, registrada no TSE sob o número BR-00433/2022, com margem de erro de dois pontos percentuais, retrata um eleitorado que, neste momento, já consolidou em grande parte suas preferências — deixando a Bolsonaro uma distância considerável a percorrer em pouco tempo.
A mais recente sondagem do Datafolha desenha um cenário eleitoral em que Luiz Inácio Lula da Silva mantém uma vantagem consistente sobre Jair Bolsonaro na disputa presidencial. O ex-presidente aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o presidente em exercício fica em 32%, uma diferença de 13 pontos percentuais que se sustenta apesar de pequenas variações desde a medição anterior.
Comparado ao levantamento realizado em 18 de agosto, o movimento foi mínimo. Lula recuou dois pontos, enquanto Bolsonaro permaneceu estável. Essa estabilidade relativa sugere que o eleitorado já havia se posicionado de forma mais ou menos definida naquele momento, e as duas semanas seguintes não alteraram significativamente o quadro geral. O que mudou foi a distribuição de votos entre os candidatos menores e a redução de indecisos.
Entre os demais concorrentes, houve movimentação mais visível. Ciro Gomes, do PDT, cresceu de 7% para 9%, consolidando-se como terceira força na disputa. Simone Tebet, do MDB, dobrou sua intenção de voto, passando de 2% para 5%, um crescimento que a coloca como quarta colocada. Soraya Thronicke, do União Brasil, e Pablo Marçal, do PROS, ambos aparecem com 1%, enquanto Felipe d'Avila, do NOVO, mantém 1%. Os demais candidatos — Vera do PSTU, Sofia Manzano do PCB, Constituinte Eymael da DC, Léo Péricles da UP e Roberto Jefferson do PTB — não registram intenção de voto mensurável. Os votos em branco, nulo ou nenhum caíram de 6% para 4%, enquanto 2% dos entrevistados não souberam responder.
O cenário de segundo turno, caso a disputa chegue a um confronto direto entre Lula e Bolsonaro, reforça a vantagem do ex-presidente. Nesse cenário, Lula alcançaria 53% das intenções de voto, uma pequena queda em relação aos 54% registrados em agosto, enquanto Bolsonaro subiria para 38%, ante os 37% da pesquisa anterior. A margem de 15 pontos no segundo turno é ainda mais ampla que a do primeiro turno, indicando que eleitores de terceiros candidatos tendem a migrar para Lula quando a escolha se reduz a dois nomes.
A pesquisa foi conduzida pelo Datafolha entre 30 de agosto e 1º de setembro, abrangendo 5.734 pessoas distribuídas em 285 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00433/2022, conferindo-lhe validade oficial. Os números refletem um eleitorado que, até esse momento, havia consolidado suas preferências, com Lula mantendo uma posição de força e Bolsonaro em segundo lugar, mas com uma distância considerável a ser vencida.
Citazioni salienti
Lula oscilou dois pontos para baixo em relação à pesquisa anterior, enquanto Bolsonaro se manteve estável— Datafolha