Datafolha: Lula lidera com 39% no 1º turno; Flávio Bolsonaro tem 35%

Lula e Flávio empatam pela primeira vez no segundo turno
A pesquisa Datafolha marca um ponto de inflexão na campanha presidencial, com os dois principais candidatos tecnicamente igualados em um cenário de segundo turno.
Mark

Então Lula está na frente, mas só por quatro pontos. Isso é realmente uma liderança sólida?

Mimi

No primeiro turno, sim. Quatro pontos é uma margem real em pesquisa. Mas o segundo turno muda tudo — ali eles estão empatados.

Luke

Empatados tecnicamente. Qual é a margem de erro da Datafolha nessa pesquisa? Porque "empate" pode significar coisas muito diferentes dependendo da precisão.

Mimi

Boa pergunta. A fonte não especifica a margem de erro, então não sabemos exatamente o intervalo de confiança.

Mark

E a rejeição? Como dois candidatos podem estar empatados em apoio e também empatados em rejeição?

Mimi

Significa que o eleitorado está polarizado, mas também que há muita gente que não quer nenhum dos dois. Isso deixa espaço para movimento.

Luke

Mas quanto espaço? Se 46% rejeita cada um, quanto sobra de eleitores realmente disponíveis para mudar de voto?

Mimi

A pesquisa não detalha isso. Sabemos os números de apoio e rejeição, mas não temos clareza sobre quem são os indecisos ou os que poderiam flutuar.

Mark

Os outros candidatos estão tão atrás que basicamente não existem nessa disputa?

Mimi

Numericamente, sim. Cury com 6% é o mais próximo, mas está longe dos dois principais. Isso sugere uma polarização real.

Luke

Ou sugere que a pesquisa está capturando um momento específico. Campanhas mudam. Alianças mudam. Não sabemos se esses números de terceiros candidatos vão se manter.

Mark

Então o que essa pesquisa realmente nos diz?

Mimi

Que estamos em uma disputa de dois, que Lula tem uma pequena vantagem no primeiro turno, mas que no segundo turno tudo está em aberto.

  • Pela primeira vez, Lula e Flávio Bolsonaro chegam tecnicamente empatados no segundo turno — 46% cada —, transformando o que parecia uma vantagem consolidada em uma disputa genuinamente aberta.
  • No primeiro turno, a liderança de Lula (39%) sobre Flávio (35%) existe, mas a margem de apenas quatro pontos mantém a tensão e impede qualquer leitura de conforto para o atual presidente.
  • Os demais candidatos — Cury (6%), Caiado (4%), Renan (3%) e Zema (2%) — ficam tão distantes que o cenário se consolida como uma polarização de dois polos, com pouco oxigênio para terceiras vias.
  • Tanto Lula quanto Flávio carregam 46% de rejeição, o que significa que a batalha decisiva não será apenas pela conquista de novos apoiadores, mas pela redução da resistência entre eleitores indecisos e flutuantes.

Em setembro de 2026, o Brasil contempla uma disputa presidencial que se afunila em torno de dois nomes: Lula, que lidera o primeiro turno com 39%, e Flávio Bolsonaro, que o alcança em um empate técnico de 46% a 46% no segundo turno — a primeira vez que isso ocorre na série histórica do Datafolha. O que os números revelam não é apenas uma corrida acirrada, mas também uma polarização profunda, na qual os dois candidatos mais votados são igualmente os mais rejeitados. A eleição permanece aberta, e o destino do país dependerá de forças que ainda não terminaram de se formar.

A mais recente pesquisa Datafolha revela uma disputa presidencial que se move em dois tempos. No primeiro turno, Lula mantém a dianteira com 39% das intenções de voto, contra 35% de Flávio Bolsonaro — uma diferença real, mas estreita o suficiente para manter a corrida em aberto.

O cenário se transforma radicalmente quando se projeta o segundo turno. Pela primeira vez na série histórica do Datafolha, os dois candidatos chegam empatados: 46% cada. Esse equilíbrio marca um ponto de inflexão na campanha — onde havia uma vantagem clara, emerge agora uma disputa sem favorito definido.

Os demais postulantes ficam muito distantes dessa polarização. Cury aparece em terceiro com 6%, seguido por Caiado (4%), Renan (3%) e Zema (2%), sinalizando que o eleitorado se concentra nos dois nomes principais e deixa pouco espaço para alternativas.

Há ainda um dado que complica a leitura: Lula e Flávio empatam também como os candidatos mais rejeitados, ambos com 46%. A campanha, portanto, será disputada não apenas pela conquista de novos votos, mas pela capacidade de cada um reduzir a resistência que carrega. A pesquisa oferece um retrato do momento — não uma previsão. Muito pode mudar antes do dia da votação.

A mais recente pesquisa Datafolha desenha um cenário de disputa presidencial em dois movimentos distintos. No primeiro turno, Lula mantém a dianteira com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro o segue com 35 pontos percentuais. A distância entre os dois é real, mas não é abissal — apenas quatro pontos separam o candidato à frente do seu principal concorrente.

O quadro muda quando se projeta para um segundo turno. Neste cenário, pela primeira vez na série de pesquisas Datafolha, os dois candidatos chegam tecnicamente empatados: ambos marcam 46%. Essa igualdade representa um ponto de inflexão na campanha. Onde havia uma vantagem clara no primeiro turno, emerge agora uma disputa aberta, sugerindo que o resultado final dependerá de dinâmicas que ainda não se cristalizaram completamente.

Os demais candidatos ficam significativamente distantes dessa polarização de topo. Cury aparece em terceiro lugar com 6%, seguido por Caiado com 4%, Renan com 3% e Zema com 2%. Esses números indicam uma concentração de preferências nos dois principais nomes, deixando pouco espaço para alternativas fora do eixo Lula-Flávio.

O dado sobre rejeição adiciona outra camada à leitura. Lula e Flávio empatam também como os candidatos mais rejeitados, ambos com 46% de rejeição. Isso significa que enquanto conquistam apoio de uma parcela significativa do eleitorado, enfrentam também uma resistência equivalente. A rejeição elevada em ambos os lados complica o cenário e sugere que a campanha será disputada não apenas pela conquista de novos votos, mas também pela tentativa de reduzir a rejeição entre eleitores ainda indecisos ou flutuantes.

O conjunto desses números — a liderança de Lula no primeiro turno, o empate técnico no segundo, e a rejeição equilibrada — aponta para uma eleição que permanece aberta. A pesquisa oferece um retrato do momento, mas não uma previsão. Muito pode mudar entre agora e o dia da votação, especialmente considerando que a campanha ainda tem espaço para evolução e que eventos políticos inesperados podem alterar preferências.

Lula e Flávio empatam no primeiro e no segundo turnos pela primeira vez na pesquisa Datafolha
— Datafolha
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