Datafolha: Lula e Flávio Bolsonaro empatam tecnicamente em 2º turno

Lula e Bolsonaro empatam em rejeição: 46% cada um
Ambos os principais candidatos enfrentam rejeição idêntica entre eleitores que não votariam neles de jeito nenhum.
Mark

Como assim empate técnico? Lula tem 46 e Bolsonaro tem 44. Isso não é uma vantagem?

Mimi

Dentro da margem de erro de dois pontos, sim. Se você somar e subtrair dois pontos de cada um, os intervalos se sobrepõem completamente. Lula pode estar entre 44% e 48%, Bolsonaro entre 42% e 46%. Não há certeza estatística de quem está na frente.

Luke

Mas a pesquisa anterior também mostrou 46 a 44. Se o resultado se repete, isso não sugere que a diferença é real, mesmo que pequena?

Mimi

É uma pergunta justa. Dois levantamentos iguais aumentam a confiança de que há algo ali. Mas tecnicamente, a margem de erro ainda permite que seja coincidência.

Mark

E em agosto? Lula tinha 47 a 43.

Mimi

Exato. Houve uma aproximação de quatro pontos para dois pontos em um mês. Isso é movimento real.

Luke

Mas para onde? Lula perdeu um ponto, Bolsonaro ganhou um. Ou é ruído?

Mimi

Provavelmente movimento real, mas pequeno. O que importa é que a distância diminuiu.

Mark

E se Bolsonaro conseguir convencer aquele quarto do eleitorado que ainda está indeciso?

Mimi

Aí muda tudo. Mas 25% é um número grande. Não é garantido que vá para um lado ou outro.

Luke

A rejeição deles é idêntica — 46% cada um. Isso é incomum?

Mimi

Muito. Significa que o eleitorado está polarizado de forma simétrica. Não há um candidato claramente menos rejeitado.

Mark

Então o segundo turno é imprevisível?

Mimi

Dentro da margem de erro, sim. Tudo depende de como aquele quarto indeciso se comporta e de como a campanha consegue mobilizar os seus.

  • O empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro persiste pela segunda pesquisa consecutiva, sinalizando um equilíbrio de forças que resiste ao tempo e aos eventos da campanha.
  • A rejeição idêntica de 46% para ambos os candidatos revela uma polarização profunda: o eleitorado não apenas se divide em preferências, mas se espelha em aversões simétricas.
  • Em todos os cinco cenários de segundo turno testados, Lula aparece à frente, mas as margens variam — confortáveis contra Zema e Renan Santos, perigosamente estreitas contra Bolsonaro e o estreante Augusto Cury.
  • Com 75% dos eleitores já totalmente decididos, o campo de disputa real se concentra num quarto do eleitorado ainda em movimento — e é nesse espaço que a eleição pode ser ganha ou perdida.

A menos de um ano das eleições presidenciais brasileiras, uma pesquisa Datafolha divulgada em setembro de 2026 revela um país dividido quase ao meio: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados tecnicamente no segundo turno, com 46% e 44% respectivamente. A estabilidade dos números — idênticos aos da semana anterior — sugere que o eleitorado já formou opiniões sólidas, mas um quarto dos votantes ainda navega em aberto, guardando consigo a possibilidade de reescrever o desfecho.

A pesquisa Datafolha de 11 de setembro de 2026 confirma o que a semana anterior já havia desenhado: Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados em um eventual segundo turno, com 46% e 44% respectivamente — diferença que cabe dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, ouviu 2.002 pessoas entre os dias 8 e 10 de setembro.

A estabilidade dos números esconde uma mudança de tendência quando se olha mais para trás. Em agosto, Lula tinha quatro pontos de vantagem sobre Bolsonaro; em setembro, essa distância caiu para dois. Não houve consolidação de liderança — houve aproximação. Nos outros cenários testados, Lula mantém vantagem mais folgada contra Romeu Zema e Renan Santos, mas enfrenta disputa igualmente apertada contra Augusto Cury, incluído pela primeira vez em uma simulação de segundo turno pelo Datafolha.

Um dado chama atenção pela sua simetria: tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro registram 46% de rejeição — em quem os eleitores dizem que jamais votariam no primeiro turno. A polarização, portanto, não é apenas de preferência; é também de aversão. Candidatos como Caiado, Zema e Renan Santos ficam muito abaixo desse patamar de rejeição, o que pode influenciar estratégias de segundo turno.

No primeiro turno, sem Pablo Marçal — ainda inelegível enquanto a Justiça delibera —, Lula lidera com 39% contra 35% de Bolsonaro. Augusto Cury aparece em terceiro com 6%. A diferença de quatro pontos no primeiro turno se estreita para dois no segundo, indicando que parte do eleitorado que não vota em Bolsonaro na primeira rodada migraria para ele num confronto direto com o presidente.

O retrato do eleitorado é de uma maioria já decidida: 75% afirmam saber exatamente em quem vão votar. Os 25% restantes representam o único terreno ainda em disputa — um quarto do país que, nos meses que antecedem a eleição, ainda pode inclinar a balança para qualquer lado.

A pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira, 11 de setembro, desenha um cenário de segundo turno presidencial marcado pela estabilidade e pela proximidade entre os dois principais candidatos. O presidente Lula aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro marca 44%, uma diferença que fica dentro da margem de erro de dois pontos percentuais — o que significa, tecnicamente, um empate. O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo.

Este resultado não representa movimento. A pesquisa anterior, divulgada oito dias antes, no dia 3 de setembro, havia apontado exatamente os mesmos números: 46% para Lula e 44% para Bolsonaro. Porém, quando se recua mais no tempo, a estabilidade ganha contornos diferentes. Na segunda quinzena de agosto, a distância entre eles era maior — Lula tinha 47% e Bolsonaro 43%, uma vantagem de quatro pontos. O que mudou entre agosto e setembro foi uma aproximação, não uma consolidação de liderança.

O Datafolha testou cinco cenários de segundo turno, cada um colocando Lula contra um adversário diferente. Além de Flávio Bolsonaro, a pesquisa simulou confrontos com Ronaldo Caiado, do PSD (Lula 46% a 41%), Romeu Zema, do Novo (Lula 48% a 39%), Renan Santos, da Missão (Lula 48% a 37%), e Augusto Cury, do Avante (Lula 45% a 43%). Este último cenário marca a primeira vez que o Datafolha inclui Cury em uma simulação de segundo turno. Em todos os cenários testados, Lula aparece à frente, mas a margem varia: é confortável contra Zema e Renan Santos, mais apertada contra Flávio Bolsonaro e Cury.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre 8 e 10 de setembro. O nível de confiança é de 95%, e o registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-01833/2026. Os números sobre indecisos e votos em branco revelam um eleitorado parcialmente definido: 8% dos entrevistados disseram que votariam em branco, nulo ou nenhum candidato no confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro, enquanto apenas 1% permanecia indeciso.

Quando perguntados sobre rejeição — em quem não votariam de jeito nenhum no primeiro turno — Flávio Bolsonaro e Lula aparecem empatados em 46% cada um. Este é um dado relevante: ambos os principais candidatos enfrentam rejeição idêntica, sugerindo que o eleitorado está dividido não apenas em preferência, mas também em aversão. Outros candidatos testados têm rejeição significativamente menor: Renan Santos com 17%, Romeu Zema com 16%, Ronaldo Caiado com 14%.

No primeiro turno, sem a inclusão de Pablo Marçal (que permanece inelegível enquanto a Justiça Eleitoral decide sobre sua candidatura), Lula lidera com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro com 35%. Augusto Cury aparece em terceiro com 6%, enquanto Ronaldo Caiado marca 4%. A diferença de quatro pontos no primeiro turno se reduz para dois pontos no segundo turno, indicando que parte do eleitorado que não vota em Bolsonaro no primeiro turno migraria para ele em um confronto direto com Lula.

O Datafolha também mediu o grau de definição do voto. Três em cada quatro eleitores — 75% — dizem estar totalmente decididos sobre sua escolha presidencial. Os 25% restantes ainda podem mudar o voto. Este é o espaço onde a campanha pode operar nos próximos meses: um quarto do eleitorado que permanece em movimento, potencialmente capaz de alterar o resultado final.

Lula aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro tem 44% em eventual disputa de 2º turno
— Pesquisa Datafolha
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