Em Pernambuco, a disputa pelo governo do estado revela um campo político em movimento: João Campos mantém a liderança nas intenções de voto, mas a governadora Raquel Lyra avança de forma consistente desde outubro, reduzindo a distância entre os dois. A pesquisa Datafolha, realizada com mais de mil eleitores, oferece um retrato de um eleitorado ainda em formação — onde lideranças se consolidam, mas não sem contestação. No horizonte, o estado também projeta cenários nacionais, reafirmando sua inclinação histórica ao campo progressista.
Datafolha: João Campos lidera com 47% contra 35% de Raquel Lyra em Pernambuco
A distância entre os dois principais candidatos encolheu de 22 para 12 pontos
A distância entre Campos e Lyra encolheu seis pontos desde outubro. O que explica essa aproximação?
Lyra ganhou apoio — subiu de 31% para 35% — enquanto Campos recuou de 53% para 47%. Pode ser desgaste natural de quem lidera, ou ela conseguiu recuperar terreno na avaliação de sua gestão, que melhorou levemente.
Mas no segundo turno ele amplia a vantagem. Como isso funciona?
No primeiro turno há mais candidatos dividindo votos. No segundo turno, eleitores que apoiavam terceiros ou estavam indecisos precisam escolher entre dois. Campos cresce para 53%, Lyra para 40%. A dinâmica muda, mas ele continua à frente.
A rejeição dela é maior que a dele — 31% contra 23%. Isso é um problema?
Sim, porque significa que quase um terço dos eleitores não votaria nela de jeito nenhum. Campos tem menos gente fechada contra ele, o que lhe dá mais espaço para crescer.
E a avaliação dela como governadora? Melhorou?
Marginalmente. Trinta e oito por cento aprovam sua gestão, dois pontos a mais que em outubro. Não é uma recuperação dramática, mas mostra que ela não está em queda livre.
Lula venceria em Pernambuco contra qualquer um?
Nos dois cenários testados, sim. Contra Tarcísio ele teria 55% no primeiro turno. Contra Flávio Bolsonaro, 54%. Pernambuco segue sendo território favorável ao PT.
The Pulse
- João Campos lidera com 47% contra 35% de Raquel Lyra, mas a vantagem encolheu 10 pontos desde outubro — sinal de que a corrida está mais viva do que parecia.
- No segundo turno, Campos amplia para 53% contra 40%, mas mesmo nesse cenário a margem caiu de 23 para 13 pontos em poucos meses.
- Lyra melhora levemente sua avaliação de governo — 38% a consideram ótima ou boa — e reduz sua rejeição, indicando uma recuperação gradual de imagem.
- Para o Senado, Marília Arraes lidera todos os cenários simulados, enquanto Humberto Costa aparece em segundo lugar com folga sobre os demais.
- Nos cenários presidenciais, Lula venceria Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro com ampla margem em Pernambuco, reforçando o perfil político do eleitorado pernambucano.
Em Pernambuco, a disputa pelo governo do estado revela um campo político em movimento: João Campos mantém a liderança nas intenções de voto, mas a governadora Raquel Lyra avança de forma consistente desde outubro, reduzindo a distância entre os dois. A pesquisa Datafolha, realizada com mais de mil eleitores, oferece um retrato de um eleitorado ainda em formação — onde lideranças se consolidam, mas não sem contestação. No horizonte, o estado também projeta cenários nacionais, reafirmando sua inclinação histórica ao campo progressista.
A pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira coloca João Campos com 47% das intenções de voto para o governo de Pernambuco, à frente de Raquel Lyra, que registra 35%. O levantamento ouviu 1.022 eleitores entre segunda e quarta-feira, com margem de erro de três pontos percentuais.
O que mais chama atenção é a trajetória. Em outubro, Campos tinha 53% e Lyra, 31% — uma diferença de 22 pontos. Agora, essa distância caiu para 12. A governadora subiu quatro pontos; o prefeito recuou seis. Os demais candidatos aparecem em posições bem menores: Eduardo Moura, do Novo, com 5%, e Ivan Moraes, do PSOL, com 1%.
Num eventual segundo turno, Campos amplia a vantagem para 53% contra 40% de Lyra. Ainda assim, a margem encolheu de 23 para 13 pontos em relação a outubro. A liderança se mantém, mas o campo está em movimento.
A avaliação da gestão de Lyra permanece relativamente estável: 38% a consideram ótima ou boa, ligeira melhora frente aos 36% anteriores. Sua rejeição é de 31%, enquanto Campos registra 23%.
Para o Senado, Marília Arraes lidera todos os cenários simulados, com entre 36% e 41%, seguida por Humberto Costa, do PT. Nos cenários presidenciais, Lula venceria Tarcísio de Freitas com 55% no primeiro turno e 58% no segundo, e superaria Flávio Bolsonaro com margens semelhantes — confirmando a inclinação do eleitorado pernambucano.
A pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira mostra o prefeito do Recife João Campos com 47% das intenções de voto para o governo de Pernambuco, mantendo uma vantagem clara sobre a governadora Raquel Lyra, que registra 35%. O levantamento, encomendado pela CBN Recife e realizado entre segunda e quarta-feira, ouviu 1.022 eleitores e possui margem de erro de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O que chama atenção é a trajetória dos números. Em outubro, quando a mesma instituição realizou pesquisa anterior, Campos tinha 53% e Lyra 31% — uma diferença de 22 pontos. Agora, essa distância caiu para 12 pontos. A governadora ganhou terreno, subindo quatro pontos, enquanto o prefeito recuou seis. Os demais candidatos ocupam posições bem menores: Eduardo Moura, do Novo, aparece com 5%, e Ivan Moraes, do PSOL, com apenas 1%. Brancos e nulos somam 10%, e 2% não responderam ou não souberam responder.
Em um eventual segundo turno, o cenário muda de proporção mas não de direção. Campos amplia sua vantagem para 53% contra 40% de Lyra — uma margem de 13 pontos. Comparado com outubro, quando ele tinha 58% e ela 35%, a diferença entre eles encolheu de 23 para 13 pontos. Ambos os candidatos perderam apoio nesse cenário, mas Campos mantém a liderança consolidada.
A avaliação da gestão de Raquel Lyra no estado apresenta números relativamente estáveis. Trinta e oito por cento consideram sua administração ótima ou boa — ligeira melhora em relação aos 36% de outubro. Vinte e três por cento a avaliam como ruim ou péssima, queda de um ponto em relação ao levantamento anterior. Trinta e seis por cento a consideram regular. No quesito rejeição, Lyra aparece com 31%, enquanto Campos tem 23%. Ivan Moraes é o mais rejeitado, com 43%, seguido por Eduardo Moura, com 35%.
Além da disputa estadual, a pesquisa também mapeou cenários para o Senado Federal. Marília Arraes, do Solidariedade, lidera em todos os quatro cenários simulados, com variação entre 36% e 41%. Humberto Costa, do PT, aparece em segundo lugar, oscilando entre 24% e 26%. Miguel Coelho, da União Brasil, e Eduardo da Fonte, do PP, ficam em posição de empate técnico dependendo do cenário. Dezoito por cento pretendem votar em branco ou nulo para a primeira vaga, e 6% ainda estão indecisos.
No âmbito presidencial, a pesquisa testou dois cenários. Contra Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, o presidente Lula teria 55% das intenções de voto em Pernambuco no primeiro turno, contra 14% do rival. No segundo turno, essa vantagem se ampliaria para 58% contra 29%. Num confronto com Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, Lula registraria 54% no primeiro turno contra 25% do senador, subindo para 59% contra 31% numa eventual segunda votação. Em ambos os cenários, o presidente petista venceria confortavelmente no estado.
Notable Quotes
A avaliação da gestão de Raquel Lyra melhorou levemente, com 38% considerando-a ótima ou boa, ante 36% em outubro— Datafolha