Um novo levantamento do Datafolha revela que o Brasil de 2026 já se divide em dois territórios eleitorais distintos: o sul e o centro do país inclinam-se para Flávio Bolsonaro, enquanto o Nordeste e partes do Sudeste permanecem sob a influência de Lula. Mais do que números, o mapa reflete uma nação que continua a processar suas tensões mais profundas por meio das urnas, com cada região expressando uma visão diferente sobre o futuro que deseja construir.
Datafolha: Flávio lidera em SP, RJ e DF; Lula à frente em PE, MG e PI
A diferença de 41 pontos no Piauí revela o abismo entre regiões
Por que a geografia importa tanto nesta eleição? Parece que o país está literalmente dividido.
Porque cada região tem sua própria história com esses candidatos. O Nordeste conhece Lula há décadas, viu políticas que o beneficiaram. São Paulo e Rio são redutos tradicionais da direita, onde Flávio tem raízes familiares fortes.
E Renan Santos? Ele aparece em terceiro em todos os lugares, mas sempre com números pequenos.
Ele é uma espécie de terceira via, mas ainda não conseguiu penetrar de verdade. Cinco por cento em São Paulo é respeitável, mas não é o suficiente para ameaçar os dois grandes.
E Ronaldo Caiado no Distrito Federal com 10%? Isso muda algo?
Muda porque mostra que há espaço para candidatos regionais. Caiado é ex-governador de Goiás, vizinho do DF. Ele não vai ganhar, mas pode fragmentar votos que iriam para os líderes.
Então essa pesquisa está dizendo que o segundo turno é praticamente certo?
Tudo aponta para isso. Flávio e Lula estão tão à frente que seria preciso uma mudança drástica para alguém mais chegar lá. A margem de erro não muda esse quadro.
E Pablo Marçal? Ele muda algo quando entra na pesquisa?
Não muito. Ele tira alguns pontos aqui e ali, mas não altera a ordem dos principais. Sua inelegibilidade ainda pende de decisão, então é mais um cenário de contingência.
Le Pouls
- A pesquisa confirma uma polarização geográfica aguda: Flávio Bolsonaro lidera em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, enquanto Lula domina em Pernambuco, Minas Gerais e Piauí.
- As margens variam de quatro pontos em São Paulo a 41 pontos no Piauí, revelando que alguns estados já estão praticamente decididos enquanto outros permanecem em disputa real.
- Ronaldo Caiado e Romeu Zema surgem como forças regionais relevantes — especialmente no DF e em MG — sinalizando que o campo conservador ainda não está unificado em torno de um único nome.
- A sombra de Pablo Marçal paira sobre o cenário: inelegível por decisão judicial, ele foi testado em um segundo cenário pelo Datafolha, e sua presença altera marginalmente os números sem mudar a estrutura da disputa.
- Com nível de confiança de 95% e margem de erro de 2 a 3 pontos, os dados capturam um momento de polarização consolidada, mas ainda sujeita a movimentos antes do primeiro turno.
Um novo levantamento do Datafolha revela que o Brasil de 2026 já se divide em dois territórios eleitorais distintos: o sul e o centro do país inclinam-se para Flávio Bolsonaro, enquanto o Nordeste e partes do Sudeste permanecem sob a influência de Lula. Mais do que números, o mapa reflete uma nação que continua a processar suas tensões mais profundas por meio das urnas, com cada região expressando uma visão diferente sobre o futuro que deseja construir.
O Datafolha divulgou no sábado uma radiografia eleitoral de seis estados brasileiros que antecipa o tom da disputa presidencial de 2026: uma corrida geograficamente fraturada entre Lula e Flávio Bolsonaro, com terceiros candidatos ainda distantes de ameaçar os dois primeiros.
Nos estados do Sul e Centro, Flávio Bolsonaro aparece à frente. Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, ele marca 37% contra 33% de Lula — quatro pontos de diferença entre os 1.610 eleitores ouvidos. No Rio de Janeiro, a vantagem sobe para cinco pontos (41% a 36%), e no Distrito Federal chega a oito (39% a 31%), com Ronaldo Caiado aparecendo em terceiro com 10% — uma presença que não se repete com a mesma força em outros estados.
O cenário se inverte no Nordeste e em Minas Gerais. Em Pernambuco, Lula lidera com 56% contra 24% de Flávio — 32 pontos de diferença. Em Minas, a margem é de seis pontos (37% a 31%), com Romeu Zema, ex-governador do estado, em terceiro com 10%. No Piauí, a supremacia petista é máxima: 60% a 19%, a maior diferença registrada entre os seis estados.
Renan Santos, do Missão, aparece de forma consistente em terceiro lugar na maioria dos cenários, entre 2% e 5%. O Datafolha também testou um segundo cenário com Pablo Marçal, do PRTB, atualmente inelegível por condenação eleitoral e impedido pelo TSE de fazer propaganda televisiva ou participar de debates até decisão final. Sua inclusão altera marginalmente os percentuais, sem mudar a estrutura da disputa.
Todas as pesquisas foram registradas no TSE com nível de confiança de 95% e realizadas entre 18 e 21 de agosto, capturando um momento em que a polarização entre os dois principais candidatos já se apresenta como o traço mais duradouro do cenário eleitoral.
A pesquisa Datafolha divulgada no sábado desenha um mapa eleitoral profundamente dividido para 2026. Em três estados — São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal — Flávio Bolsonaro comanda as intenções de voto para o primeiro turno. Em outros três — Pernambuco, Minas Gerais e Piauí — Lula toma a dianteira. A margem de erro oscila entre dois e três pontos percentuais, o que significa que em alguns cenários as posições poderiam se inverter, mas o padrão geral aponta para uma disputa geograficamente polarizada.
Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, Flávio Bolsonaro aparece com 37% das intenções contra 33% de Lula — uma vantagem de quatro pontos. Renan Santos, do Missão, fica em terceiro com apenas 5%, seguido por Ronaldo Caiado com 4%. Romeu Zema e Augusto Cury empatam em 3%. Sete por cento dos eleitores paulistas afirmam que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam. O levantamento ouviu 1.610 eleitores entre 18 e 19 de agosto.
No Rio de Janeiro, a vantagem de Flávio aumenta. Ele marca 41% contra 36% de Lula — uma diferença de cinco pontos. Renan Santos cai para 3%, e os demais candidatos não ultrapassam 2%. Oito por cento dos cariocas indicam voto em branco, nulo ou ausência. A pesquisa entrevistou 1.204 pessoas entre 18 e 20 de agosto.
No Distrito Federal, a distância se amplia ainda mais. Flávio chega a 39% enquanto Lula fica em 31% — oito pontos de diferença. Mas há um destaque: Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, aparece com 10% das intenções, uma presença significativa que não se repete com a mesma força em outros estados. O Datafolha ouviu 910 pessoas entre 18 e 21 de agosto.
O cenário se inverte quando a pesquisa se desloca para o Nordeste e para Minas Gerais. Em Pernambuco, Lula domina com 56% contra apenas 24% de Flávio — uma diferença de 32 pontos. Ronaldo Caiado e Renan Santos dividem 2% cada. Em Minas Gerais, Lula lidera com 37% contra 31% de Flávio, uma margem de seis pontos, com Romeu Zema, ex-governador do estado, em terceiro lugar com 10%. No Piauí, a supremacia de Lula é ainda mais expressiva: 60% contra 19% de Flávio — uma diferença de 41 pontos, a maior observada em qualquer dos seis estados pesquisados.
Renan Santos, do Missão, aparece de forma consistente em terceiro lugar em praticamente todos os cenários, marcando entre 2% e 5% das intenções. Ronaldo Caiado destaca-se principalmente no Distrito Federal, onde atinge 10%, e em Pernambuco, onde marca 2%. Romeu Zema concentra sua força em Minas Gerais, seu estado de origem, onde foi governador por dois mandatos.
O Datafolha testou também um segundo cenário em todos os seis estados que inclui Pablo Marçal, do PRTB, que atualmente está inelegível por condenação na Justiça Eleitoral. O TSE ainda não proferiu decisão final sobre sua candidatura, mas na última semana proibiu o candidato de fazer propaganda na televisão, participar de debates e usar dinheiro público em sua campanha até que haja julgamento definitivo. Quando Marçal é incluído nos números, as posições geralmente se mantêm, com pequenas variações nas porcentagens dos demais candidatos.
Todas as pesquisas foram registradas no TSE e possuem nível de confiança de 95%. Os levantamentos foram realizados entre 18 e 21 de agosto, capturando um momento específico da campanha em que a polarização entre os dois principais nomes permanece como o traço mais marcante do cenário eleitoral.
Citations marquantes
A pesquisa testou dois cenários em todos os seis estados, um deles com Pablo Marçal, que está inelegível por condenação na Justiça Eleitoral— Datafolha