Datafolha: Flávio lidera disputa presidencial em SP com 35% contra 33% de Lula

Flávio e Lula estão tecnicamente empatados em São Paulo
A diferença de dois pontos entre os candidatos está dentro da margem de erro da pesquisa.
Mark

Como uma margem de dois pontos percentuais se traduz quando a margem de erro também é de dois pontos?

Mimi

Tecnicamente, os dois estão empatados. Flávio pode estar à frente, ou Lula pode estar à frente, ou podem estar exatamente iguais. A pesquisa mostra uma tendência, mas não uma certeza.

Luke

Exatamente. E é importante notar que essa é apenas uma pesquisa em um estado. São Paulo é crucial, mas não é o Brasil inteiro.

Mark

Por que Augusto Cury cresceu tanto, de 3% para 7%?

Mimi

A pesquisa não explica o motivo, apenas registra o movimento. Pode ser maior visibilidade, mudança de preferência, ou flutuação natural entre pesquisas.

Luke

E vale lembrar que 7% ainda é uma fração pequena. Ele não está ameaçando os dois principais, mas está ganhando espaço.

Mark

A desaprovação de Lula em 57% é um problema real para ele?

Mimi

Sim, é um número alto. Mas a pesquisa não diz se essa desaprovação se traduz em voto em Flávio ou em dispersão para outros candidatos.

Luke

E também não sabemos se essa desaprovação é estável ou se pode mudar. Estamos a mais de um ano da eleição.

Mark

E Pablo Marçal? Por que testaram um cenário com alguém que está inelegível?

Mimi

Porque a inelegibilidade pode ser revertida na Justiça. A pesquisa quer mostrar como seria o cenário se ele conseguisse se candidatar.

Luke

Mas é especulativo. Não sabemos se a decisão será revertida, então esse cenário é mais um exercício do que uma previsão.

Mark

No segundo turno, Flávio fica mais forte?

Mimi

Sim, ele sobe para 47% contra 42% de Lula. A diferença aumenta de dois para cinco pontos.

Luke

Mas novamente, estamos falando de simulação. Segundo turno é outro jogo, com dinâmicas diferentes. Muita coisa pode mudar em um ano.

  • A corrida presidencial em São Paulo está, na prática, empatada — dois pontos separam Flávio Bolsonaro e Lula, exatamente o tamanho da margem de erro da pesquisa.
  • Flávio recuou dois pontos desde agosto, enquanto Lula se manteve estável, e o escritor Augusto Cury avançou de 3% para 7%, sinalizando que o campo fora dos dois favoritos está em movimento.
  • A avaliação do governo Lula em São Paulo permanece um obstáculo sério: 57% desaprovam sua gestão e 48% a consideram ruim ou péssima.
  • Em simulação de segundo turno, Flávio amplia a vantagem para cinco pontos — 47% a 42% —, com 10% de votos brancos, nulos ou abstenções indicando um eleitorado ainda resistente a ambos os lados.
  • A inclusão de Pablo Marçal, atualmente inelegível, em cenário alternativo não altera a dinâmica central da disputa, reforçando que a batalha real segue sendo entre Flávio e Lula.

Em São Paulo, o estado que historicamente inclina o destino das eleições presidenciais brasileiras, uma pesquisa Datafolha revela uma disputa de 2026 tecnicamente empatada: Flávio Bolsonaro lidera com 35% contra 33% de Lula, diferença que cabe inteira dentro da margem de erro. O levantamento, realizado em setembro com mais de 1.600 eleitores paulistas, sugere que o campo político permanece fluido e que a aprovação desgastada do governo federal no estado mais populoso do país pode ser tanto um peso quanto um ponto de inflexão na corrida que se aproxima.

Uma pesquisa Datafolha divulgada no sábado pintou um retrato de empate técnico na corrida presidencial de 2026 em São Paulo. O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, ouviu 1.610 eleitores paulistas entre 8 e 10 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e confiança de 95%.

Flávio Bolsonaro, do PL, aparece com 35% das intenções de voto, e Lula, do PT, com 33% — diferença que cabe dentro da margem de erro e coloca os dois candidatos em posição estatisticamente equivalente. Flávio recuou dois pontos desde a medição de agosto, enquanto Lula permaneceu estável. O destaque entre os demais é o escritor Augusto Cury, do Avante, que dobrou mais que sua marca anterior ao saltar de 3% para 7%. Renan Santos aparece com 6% e Ronaldo Caiado com 4%.

O Datafolha também testou um cenário com Pablo Marçal, do PRTB, atualmente inelegível por condenação eleitoral. Os números dos dois líderes permaneceram praticamente inalterados, e Marçal registrou apenas 3%, confirmando que sua presença hipotética não redefine a disputa.

No segundo turno simulado, Flávio amplia a vantagem para cinco pontos: 47% contra 42% de Lula, com 10% de brancos, nulos e abstenções — cenário idêntico ao de agosto, sugerindo estabilidade nessa projeção.

O pano de fundo é desafiador para o presidente: 57% dos paulistas desaprovam seu governo, 48% o avaliam como ruim ou péssimo, e apenas 25% o consideram ótimo ou bom. São Paulo, o estado mais populoso e historicamente decisivo do país, permanece como terreno competitivo e incerto para ambos os candidatos.

Uma pesquisa Datafolha divulgada no sábado mostrou a corrida presidencial de 2026 em São Paulo praticamente empatada no primeiro turno, com Flávio Bolsonaro à frente por apenas dois pontos percentuais. O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, entrevistou 1.610 eleitores paulistas entre 8 e 10 de setembro e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Flávio Bolsonaro, do PL, aparece com 35% das intenções de voto, enquanto Lula, do PT, marca 33%. A diferença está dentro da margem de erro, o que tecnicamente coloca os dois candidatos em posição estatisticamente equivalente. Flávio recuou dois pontos desde a última medição de 22 de agosto, quando tinha 37%, enquanto Lula manteve-se estável nos mesmos 33%. O terceiro colocado é o escritor Augusto Cury, do Avante, que cresceu significativamente para 7%, subindo de 3% na pesquisa anterior. Renan Santos, da Missão, aparece com 6%, e Ronaldo Caiado, do PSD, com 4%. Os demais candidatos não ultrapassam 2% cada um.

O instituto também testou um cenário alternativo incluindo Pablo Marçal, do PRTB, que atualmente está inelegível por condenação na Justiça Eleitoral. Nesse cenário, os números dos dois principais candidatos permanecem praticamente iguais: Flávio com 35% e Lula com 33%. Marçal apareceria com 3%, e Cury subiria para 8%. A inclusão do ex-coach não altera significativamente a dinâmica da disputa entre os dois favoritos.

Em simulação de segundo turno, Flávio amplia sua vantagem. Ele chegaria a 47% contra 42% de Lula, uma diferença de cinco pontos. Brancos, nulos e abstenções somariam 10%, com apenas 1% de indecisos. Esse cenário permanece idêntico ao da pesquisa anterior, sugerindo estabilidade nessa projeção.

A avaliação do governo Lula entre os paulistas permanece desafiadora para o presidente. Quando perguntados sobre como avaliam sua administração, 48% dos entrevistados responderam que é ruim ou péssima, mantendo o mesmo patamar da pesquisa anterior. Apenas 25% consideram o governo ótimo ou bom, queda de dois pontos. Os que o avaliam como regular somam 27%, crescimento de três pontos. A aprovação do governo também segue negativa: 57% desaprovam, enquanto 40% aprovam. A desaprovação subiu um ponto desde agosto, enquanto a aprovação caiu um ponto.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03904/2026. Os dados refletem o cenário político em São Paulo, o estado mais populoso do país e historicamente decisivo em eleições presidenciais, onde a disputa entre Flávio e Lula permanece competitiva apesar da pequena margem que separa os dois candidatos.

Desaprovação do governo Lula em São Paulo: 57%
— Pesquisa Datafolha
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