A menos de um mês do segundo turno, o Brasil se vê diante de um espelho partido quase ao meio: uma pesquisa Datafolha mostra Flávio Bolsonaro com 52% dos votos válidos contra 48% de Lula, enquanto a aprovação do governo atual oscila no fio da navalha entre 48% favoráveis e 49% contrários. Com apenas 1% de indecisos, o eleitorado já escolheu seus lados — e a disputa que se avizinha será menos sobre convencer do que sobre mobilizar.
Datafolha: Flávio Bolsonaro lidera com 52% contra 48% de Lula em votos válidos
Bolsonaro sobe para 52% em votos válidos, enquanto Lula chega a 48%
Por que a diferença entre 49% e 52% importa? Parecem números muito próximos.
Porque 49% é o que Bolsonaro tem do total de eleitores, incluindo quem vai votar em branco ou nulo. Mas na urna, só contam os votos válidos. Com apenas 1% indeciso, quase todo mundo já escolheu, então a proporção de votos válidos fica muito mais alta.
Mas isso significa que a margem real é de 4 pontos? Porque 52 menos 48 é 4, e a margem de erro é 2. Então tecnicamente está dentro da margem.
Verdade. Estatisticamente, a diferença pode não ser significativa. Mas Bolsonaro cresceu 5 pontos em votos válidos desde o primeiro turno — de 47 para 52.
E a aprovação do governo? Como isso se conecta com a intenção de voto?
A desaprovação está em 49%, praticamente igual à aprovação de 48%. Isso sugere que o governo não é um ativo forte para Lula nesta campanha.
Mas não sabemos se quem desaprova o governo vai votar em Bolsonaro, ou se vai votar em branco, nulo, ou ficar em casa. A pesquisa não cruza esses dados.
Então o que realmente sabemos?
Sabemos que em votos válidos Bolsonaro está à frente por 4 pontos, dentro da margem de erro. Sabemos que a aprovação do governo é fraca. Mas não sabemos se isso é suficiente para Bolsonaro vencer, ou se Lula consegue recuperar nos próximos dias.
O que sabemos é que o segundo turno está acirrado, e que o governo não tem uma base de aprovação forte para se apoiar.
Le Pouls
- Flávio Bolsonaro avança quatro pontos percentuais em votos válidos em relação ao primeiro turno, consolidando uma liderança estreita mas real sobre Lula.
- A aprovação do governo Lula está tecnicamente empatada com a desaprovação — 48% contra 49% —, criando um terreno instável para o candidato situacionista.
- Com apenas 1% de indecisos, o espaço para reviravolta é mínimo, tornando cada voto branco ou nulo um fator estratégico silencioso na disputa.
- Ambas as campanhas concentram esforços nesse 1% restante, sabendo que a matemática eleitoral amplifica qualquer migração de votos nesta fase final.
A menos de um mês do segundo turno, o Brasil se vê diante de um espelho partido quase ao meio: uma pesquisa Datafolha mostra Flávio Bolsonaro com 52% dos votos válidos contra 48% de Lula, enquanto a aprovação do governo atual oscila no fio da navalha entre 48% favoráveis e 49% contrários. Com apenas 1% de indecisos, o eleitorado já escolheu seus lados — e a disputa que se avizinha será menos sobre convencer do que sobre mobilizar.
Uma pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira coloca Flávio Bolsonaro à frente de Lula no segundo turno presidencial. Entre os 2.520 eleitores ouvidos entre terça e quinta desta semana, Bolsonaro registra 49% de intenção de voto contra 45% do presidente, com 5% indicando voto branco ou nulo e apenas 1% ainda indeciso.
Quando se descartam os votos não válidos e os indecisos — o critério usado pela Justiça Eleitoral para apurar o resultado final —, a diferença se acentua: Bolsonaro sobe para 52% e Lula chega a 48%. O contraste entre as duas formas de apresentar os números revela um princípio matemático relevante: quanto maior a fatia de votos inválidos, maior a distância entre a intenção geral e o percentual em votos válidos.
Este é o primeiro grande levantamento após o primeiro turno de 4 de outubro, quando Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula. A comparação indica uma melhora de pouco mais de quatro pontos percentuais para o candidato do PL no intervalo entre os dois turnos.
A pesquisa também revela um eleitorado dividido quanto ao governo atual: 49% desaprovam a gestão de Lula, enquanto 48% a aprovam — divisão que pode pesar sobre os poucos eleitores ainda em dúvida. O levantamento, registrado no TSE sob o número BR-02949/2026, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Uma pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira coloca Flávio Bolsonaro à frente de Lula no segundo turno presidencial, com uma margem que se estreita quando se olha apenas para os votos que efetivamente contam. Entre os 2.520 eleitores entrevistados entre terça e quinta desta semana, Bolsonaro registra 49% de intenção de voto contra 45% do presidente. Apenas 1% dos respondentes permanece indeciso nesta fase da campanha, enquanto 5% indicam que votarão em branco ou nulo.
Quando se exclui esses votos brancos, nulos e indecisos — o método que a justiça eleitoral usa para calcular o resultado final das urnas — o quadro muda de forma significativa. Nessa contagem de votos válidos, Bolsonaro sobe para 52%, enquanto Lula chega a 48%. A diferença entre essas duas formas de apresentar os números ilustra um princípio matemático simples mas importante: quanto maior a proporção de votos que não são válidos ou de eleitores indecisos, maior pode ser a distância entre a intenção de voto geral e o percentual em votos válidos.
Este levantamento marca o primeiro grande teste de opinião após o primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Naquele momento, Bolsonaro havia conquistado 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. A comparação entre os dois períodos mostra uma ligeira melhora para o candidato do PL, que ganhou pouco mais de quatro pontos percentuais em votos válidos entre o primeiro e o segundo turno.
A pesquisa também sonda a avaliação do governo atual. Quase metade dos eleitores — 49% — desaprova a gestão de Lula, enquanto 48% aprovam seu desempenho. Apenas 2% não souberam ou não quiseram responder. Essa divisão quase exata entre aprovação e desaprovação reflete um eleitorado polarizado e, potencialmente, um fator que pode influenciar o comportamento de votantes ainda em dúvida.
O Datafolha entrevistou pessoas com 16 anos ou mais, e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02949/2026. Com indecisos representando apenas 1% do eleitorado nesta fase, o espaço para mudanças significativas entre agora e o dia da votação é limitado, embora não inexistente. A campanha do segundo turno segue focada em tentar conquistar justamente esse pequeno grupo de eleitores que ainda não se decidiu.
Citations marquantes
O percentual de um candidato nos votos válidos é sempre igual ou maior do que sua intenção de voto no cenário de votos totais— Datafolha