Datafolha: Flávio Bolsonaro lidera com 46% contra 45% de Lula no 2º turno

A eleição caminha para polarização cada vez mais consolidada
Pesquisa mostra que Lula e Flávio dominam o cenário, deixando pouco espaço para candidatos de centro.
Mark

Como uma pesquisa que mostra empate técnico consegue ser notícia de que Flávio está à frente?

Mimi

Porque é a primeira vez que ele aparece numericamente na frente em um segundo turno. Mesmo dentro da margem de erro, é uma mudança de trajetória — Lula estava sempre à frente antes.

Luke

Mas precisamos ser claros: 46% contra 45% com margem de erro de dois pontos significa que Lula pode estar em 47% e Flávio em 44%. Não é uma virada confirmada.

Mark

E no primeiro turno, como fica?

Mimi

Lula mantém a liderança com 39%, mas Flávio cresceu de 33% para 35%. É um movimento mais lento, mas consistente.

Luke

Importante notar que Flávio cresceu 2 pontos enquanto Lula ficou estável. Se essa tendência continuar, o segundo turno fica cada vez mais competitivo.

Mark

E os outros candidatos? Caiado e Zema não conseguem sair do lugar?

Mimi

Eles crescem lentamente, mas o ponto é que ainda são menos conhecidos e menos rejeitados. Caiado é desconhecido por 54% do eleitorado.

Luke

Exatamente. Eles têm espaço teórico de crescimento, mas a pesquisa mostra que a eleição está se polarizando entre Lula e Flávio. Quanto mais próximo fica o primeiro turno, menos espaço sobra para o centro.

Mark

A rejeição é simétrica?

Mimi

Praticamente. 48% rejeitam Lula, 46% rejeitam Flávio. É uma eleição de dois blocos muito definidos.

Luke

E isso é importante porque significa que o resultado vai depender muito de quem consegue mobilizar melhor sua base e convencer os indecisos — que são apenas 4% no primeiro turno.

  • Pela primeira vez, Flávio Bolsonaro ultrapassa numericamente Lula em intenções de voto para o segundo turno, marcando 46% contra 45% do presidente — um resultado que, mesmo dentro da margem de erro, rompe uma barreira simbólica importante.
  • A rejeição mútua e elevada — 48% não votariam em Lula de jeito nenhum, e 46% rejeitam Flávio — revela que a eleição pode ser decidida menos por convicção e mais por aversão ao adversário.
  • No primeiro turno, Lula ainda lidera com 39%, mas Flávio avança de 33% para 35%, e sua menção espontânea saltou de 12% para 16%, indicando crescimento real de presença na mente do eleitor.
  • Caiado e Zema surgem como alternativas com menor rejeição e maior espaço para crescimento, mas ainda carecem de reconhecimento suficiente para ameaçar a polarização dominante.
  • A fragmentação do primeiro turno aponta para um segundo turno cada vez mais inevitável, onde a soma dos adversários de Lula já alcança 55% dos votos válidos, consolidando o cenário de confronto direto.

A cada ciclo eleitoral, o Brasil reencontra a si mesmo diante de um espelho partido: de um lado, a continuidade; do outro, a ruptura. A pesquisa Datafolha divulgada esta semana revela que, pela primeira vez, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula em um cenário de segundo turno — 46% contra 45% —, um empate técnico que, mesmo dentro da margem de erro, sinaliza uma transformação na dinâmica da corrida presidencial de 2026. A polarização se aprofunda, as rejeições permanecem simétricas e altas, e o país caminha para mais um confronto que parece deixar pouco espaço para quem não escolhe um dos dois lados.

A pesquisa Datafolha divulgada esta semana marca um ponto de inflexão na corrida presidencial de 2026. Pela primeira vez, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente do presidente Lula em um cenário de segundo turno — 46% contra 45% —, resultado que, embora dentro da margem de erro de dois pontos percentuais e tecnicamente configurando empate, revela uma dinâmica eleitoral em transformação. O levantamento ouviu 2.004 eleitores em 137 cidades entre 7 e 9 de abril, em um momento em que Ronaldo Caiado acabava de oficializar sua candidatura pelo PSD.

No primeiro turno, a hierarquia se mantém diferente: Lula lidera com 39%, mas Flávio avançou de 33% para 35%. Quando a pesquisa pergunta espontaneamente em quem o eleitor pensa, Flávio saltou de 12% para 16% de citações — crescimento que chama atenção. Caiado aparece pela primeira vez nesse formato com apenas 2%, sugerindo que ainda não conquistou presença consolidada na mente do eleitorado.

A rejeição permanece o traço mais marcante do cenário. Quarenta e oito por cento rejeitam Lula, e 46% rejeitam Flávio — uma simetria que espelha a polarização estrutural da disputa. Caiado e Zema encontram-se em posição mais confortável justamente por serem menos conhecidos e menos rejeitados, mas essa vantagem ainda não se traduz em força eleitoral suficiente para romper a lógica binária.

O perfil dos eleitores revela as fraturas sociais da disputa: Lula vai melhor entre os mais pobres, os menos instruídos e os nordestinos, enquanto Flávio se destaca entre os mais ricos e, de forma pronunciada, entre os evangélicos, onde marca 49% contra 25% do presidente. Descontados brancos e nulos, a soma dos adversários de Lula já alcança 55% dos votos válidos — dado que aponta para um segundo turno cada vez mais inevitável e para uma eleição com pouco espaço para quem tenta ocupar o centro.

A pesquisa Datafolha divulgada nesta semana marca um ponto de inflexão na corrida presidencial de 2026. Pela primeira vez, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente do presidente Lula em um cenário de segundo turno, com 46% das intenções de voto contra 45% do petista. O resultado, porém, situa-se dentro da margem de erro de dois pontos percentuais — o que tecnicamente configura um empate — mas a trajetória que o levou até aqui revela uma dinâmica eleitoral em transformação.

O levantamento, realizado entre 7 e 9 de abril junto a 2.004 eleitores espalhados por 137 cidades, chega em um momento de maior clareza no tabuleiro político. Ronaldo Caiado oficializou sua candidatura pelo PSD, e o cenário de polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro ganha contornos mais nítidos. Quando testados contra outros nomes da direita, como Caiado e Romeu Zema do Novo, Lula permanece empatado tecnicamente, ambos marcando 42% contra 45% do presidente. Mas é no confronto direto com o senador que a mudança mais significativa aparece.

No primeiro turno, a hierarquia se mantém diferente. Lula segue na frente com 39% das intenções de voto, mas Flávio avançou de 33% para 35% — uma trajetória de crescimento que se acelera. Caiado subiu de 4% para 5%, enquanto Zema oscilou de 5% para 4%. Candidatos como Renan Santos, Aldo Rebelo e Cabo Daciolo aparecem com 2%, 1% e 1% respectivamente. Brancos e nulos somam 10%, e 4% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar.

Quando a pesquisa abandona a lista de candidatos e pergunta espontaneamente em quem o eleitor pensa, o padrão se repete com variações reveladoras. Lula avançou de 25% para 26%, mantendo a dianteira, mas Flávio saltou de 12% para 16% — um crescimento que chama atenção. Caiado aparece pela primeira vez neste formato com apenas 2% das citações espontâneas, sugerindo que ainda não conquistou presença de topo na mente do eleitor.

A rejeição, porém, permanece o traço mais marcante da eleição. Quarenta e oito por cento dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum, enquanto 46% rejeitam Flávio Bolsonaro. Essa simetria na rejeição espelha a polarização que domina o cenário. Lula é conhecido por 99% do eleitorado, enquanto Flávio é conhecido por 93%. Caiado e Zema, por sua vez, encontram-se em posição mais confortável de crescimento justamente porque ainda são menos conhecidos e menos rejeitados. Caiado é desconhecido por 54% do eleitorado e tem rejeição de apenas 16%, enquanto Zema é desconhecido por 56% e rejeitado por 17%.

O perfil do eleitorado que apoia cada candidato revela as fraturas políticas e sociais que estruturam a disputa. Lula vai melhor entre os menos instruídos, os mais pobres e os nordestinos. Flávio se destaca entre os mais ricos, em segmentos de renda mais alta e, de forma particularmente pronunciada, entre os evangélicos, onde marca 49% contra 25% do presidente. Entre os católicos, Lula mantém vantagem clara com 43% contra 30% do senador.

O levantamento também reforça a percepção de que o segundo turno é hoje o cenário mais provável. Quando se descontam brancos e nulos, Lula aparece com 45% dos votos válidos, enquanto a soma de seus adversários chega a 55%. Esse dado ainda deve ser lido com cautela pela distância até a eleição, mas aponta para uma fragmentação que tende a se resolver em um confronto direto. A entrada oficial de Caiado na disputa e o crescimento de Flávio consolidam a imagem de uma eleição cada vez mais polarizada, com pouco espaço para alternativas de centro.

Resultado ainda configura empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais
— Datafolha
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