Em Minas Gerais, a corrida pelo governo do estado revela um momento raro na política brasileira: um candidato que, a dias do pleito, paira exatamente sobre o limiar da vitória no primeiro turno. O senador Cleitinho sustenta 49% dos votos válidos segundo o Datafolha, enquanto seus adversários avançam em ritmo insuficiente para ameaçar sua dianteira. A pesquisa, realizada entre 28 de setembro e 1º de outubro com 1.204 eleitores, lembra que margens de erro existem justamente para nos ensinar que certezas eleitorais são sempre provisórias.
Datafolha: Cleitinho lidera com 49% dos votos válidos em Minas; Patrus tem 20%
No limite exato do que a lei exige para vencer
Então Cleitinho está praticamente eleito no primeiro turno?
Ele está no limite exato. Tem 49% dos votos válidos, e precisa de mais da metade. Mas a margem de erro é de três pontos, então tecnicamente ele poderia cair para 46%.
Exatamente. Quando você inclui brancos, nulos e indecisos — os votos totais — ele cai para 40%. Isso é bem diferente de estar "praticamente eleito".
E os outros candidatos? Patrus e Kalil estão crescendo?
Patrus cresceu de 18% para 20%, Kalil de 11% para 13%. Mas ainda estão longe. O resto dos candidatos não passa de 5%.
Mas novamente, com margem de erro de três pontos, Patrus poderia estar em 17% ou 23%. Kalil em 10% ou 16%. Não é movimento insignificante.
E a disputa pelo Senado? Parece mais aberta.
Muito mais. Marília Campos lidera com 13%, mas Viana, Aécio e Domingos Sávio têm 11%, 11% e 9%. Tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
E 20% dos eleitores ainda estão indecisos para o Senado. Isso é um terço do eleitorado. Muita coisa pode mudar.
A pesquisa incluiu o debate da TV Globo?
Sim, foi feita entre 28 de setembro e 1º de outubro, incluindo o debate de terça-feira. Então captura o momento logo depois daquele evento.
Mas não sabemos quanto o debate movimentou as agulhas. Essa pesquisa é um retrato de um momento específico, não uma tendência.
Le Pouls
- Cleitinho permanece estacionado em 49% dos votos válidos — um único ponto percentual separa sua campanha de uma vitória já no primeiro turno, tornando cada oscilação politicamente decisiva.
- Patrus e Kalil cresceram, mas o ritmo de avanço é lento demais: com margem de erro de três pontos, os dois ainda estão a uma distância considerável do senador.
- A disputa pelo Senado é o verdadeiro campo de batalha: quatro candidatos — Marília Campos, Carlos Viana, Aécio Neves e Domingos Sávio — estão tecnicamente empatados entre 9% e 13%.
- Nos cenários de segundo turno testados, Cleitinho venceria Kalil por 56% a 27% e Patrus por 60% a 24%, sinalizando uma vantagem que vai além da aritmética do primeiro turno.
- Com 8% de indecisos ainda em aberto e o debate da TV Globo recém-realizado no período da pesquisa, o eleitorado mineiro ainda não fechou completamente sua equação.
Em Minas Gerais, a corrida pelo governo do estado revela um momento raro na política brasileira: um candidato que, a dias do pleito, paira exatamente sobre o limiar da vitória no primeiro turno. O senador Cleitinho sustenta 49% dos votos válidos segundo o Datafolha, enquanto seus adversários avançam em ritmo insuficiente para ameaçar sua dianteira. A pesquisa, realizada entre 28 de setembro e 1º de outubro com 1.204 eleitores, lembra que margens de erro existem justamente para nos ensinar que certezas eleitorais são sempre provisórias.
Uma pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira coloca o senador Cleitinho no limite exato do que a lei eleitoral exige para vencer no primeiro turno: 49% dos votos válidos — aqueles que excluem brancos, nulos e indecisos. A margem de erro de três pontos percentuais impede que a vantagem seja considerada blindada, mas o cenário é confortável.
Em relação ao levantamento anterior, Cleitinho manteve o mesmo patamar. Seus concorrentes avançaram, porém de forma modesta: Patrus, do PT, foi de 18% para 20%, e Alexandre Kalil, do PSD, de 11% para 13%. Quando se incluem brancos, nulos e indecisos no cômputo geral, Cleitinho recua para 40%, Patrus vai a 16% e Kalil a 11%. Os indecisos caíram de 10% para 8%.
A disputa pelo Senado apresenta um quadro bem mais equilibrado. Marília Campos lidera com 13%, seguida de perto por Carlos Viana e Aécio Neves, com 11% cada, e Domingos Sávio, com 9% — todos dentro da margem de erro e, portanto, tecnicamente empatados. Na análise da primeira escolha dos eleitores, Marília cresceu de 18% para 20%, enquanto Aécio manteve 15%.
O Datafolha entrevistou presencialmente 1.204 eleitores mineiros entre 28 de setembro e 1º de outubro, período que incluiu o debate promovido pela TV Globo. A pesquisa está registrada sob o número MG-09729/2026, com nível de confiança de 95%.
Nos cenários de segundo turno simulados, Cleitinho venceria Kalil por 56% a 27% e Patrus por 60% a 24% — números que reforçam sua posição dominante, mas que, como o próprio levantamento ressalva, refletem intenções medidas no momento da pesquisa, não projeções do resultado final.
Uma pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira coloca o senador Cleitinho em posição confortável para vencer a eleição ao governo de Minas Gerais já no primeiro turno. Com 49% dos votos válidos — aqueles que excluem brancos, nulos e indecisos — ele está no limite exato do que a lei eleitoral exige: mais da metade das escolhas efetivas. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, o que significa que sua vantagem, embora clara, não é blindada contra oscilações.
Em relação ao levantamento anterior, Cleitinho manteve exatamente o mesmo patamar de 49%. Seus principais concorrentes, porém, se movimentaram. Patrus, do PT, cresceu de 18% para 20% dos votos válidos. Alexandre Kalil, do PSD, avançou de 11% para 13%. Os demais candidatos ocupam posições bem mais modestas: Flávio Roscoe, do PL, aparece com 5%; Mateus Simões, do PSD, também com 5%; e Gabriel Azevedo, do MDB, com 3%. Os candidatos menores — Ben Mendes, Professor Túlio Lopes, Rafael Duda, Indira Xavier e Henrique Áreas — não ultrapassam 2% cada um.
Quando se consideram os votos totais, incluindo brancos, nulos e eleitores ainda indecisos, o cenário muda de proporção. Cleitinho cai para 40%, mantendo a mesma marca da pesquisa anterior. Patrus sobe para 16%, Kalil para 11%. O percentual de indecisos diminuiu de 10% para 8%, enquanto brancos e nulos permaneceram estáveis em 9%.
A disputa pelo Senado apresenta um quadro bem mais competitivo. Marília Campos, ex-prefeita de Contagem pelo PT, lidera com 13% das intenções de voto. Carlos Viana, do PSD, e Aécio Neves, do PSDB, têm 11% cada. Domingos Sávio, do PL, registra 9%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, esses quatro candidatos estão tecnicamente empatados. Os números refletem as duas escolhas que cada eleitor pode fazer para o Senado. Marília, Viana, Aécio e Domingos Sávio mantiveram os mesmos índices da pesquisa anterior, divulgada em 24 de setembro. Marcelo Aro, do PP, aparece com 6%, seguido por Áurea Carolina, do PSOL, com 5%. Os demais candidatos não ultrapassam 2% cada.
Quando se analisa apenas a primeira escolha para o Senado, Marília Campos cresceu de 18% para 20%. Aécio manteve 15%, Viana aparece com 13% e Domingos Sávio com 10%. Na segunda escolha, o quadro é diferente: Viana e Domingos Sávio subiram de 8% para 9%, enquanto Marília caiu de 8% para 6%. Aécio registra 7%, assim como Áurea Carolina e Marcelo Aro. O percentual de indecisos na segunda escolha é alto, passando de 26% para 24%.
O Datafolha entrevistou presencialmente 1.204 eleitores mineiros com 16 anos ou mais entre 28 de setembro e 1º de outubro. O período inclui o debate entre candidatos ao governo promovido pela TV Globo na terça-feira anterior. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-09729/2026, com nível de confiança de 95%.
O levantamento também testou dois cenários de eventual segundo turno. Em um confronto direto entre Cleitinho e Kalil, o senador registraria 56% dos votos totais contra 27% do ex-prefeito de Belo Horizonte. Em outro cenário, entre Cleitinho e Patrus, o senador marcaria 60% contra 24% do candidato petista. Esses números representam as intenções de voto medidas no período da pesquisa e não constituem uma projeção do resultado final.