Datafolha aponta empate triplo entre Lula e Flávio Bolsonaro

Quase metade do eleitorado rejeita cada candidato
Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados em rejeição, ambos com 47%, refletindo profunda divisão no país.
Mark

Como é possível dois candidatos estarem empatados em rejeição? Isso não deveria significar que um deles tem uma base mais sólida?

Mimi

Não necessariamente. Significa que o país está profundamente dividido. Quase metade rejeita cada um — é um sinal de polarização, não de força.

Luke

Mas precisamos ser cuidadosos aqui. A rejeição é medida de forma diferente da intenção de voto. Alguém pode rejeitar um candidato e ainda assim votar nele se for o mal menor. Os números não nos dizem isso.

Mark

Entendi. E quanto à tendência? A diferença vem diminuindo desde junho. Isso significa que Flávio está crescendo ou Lula está caindo?

Mimi

Os dados mostram que a diferença está diminuindo, mas não dizem exatamente qual dos dois está se movimentando mais. Lula manteve 39% desde a semana passada, enquanto Flávio subiu de 35% para 36%.

Luke

Exato. E é importante notar que essa é apenas uma pesquisa. Uma semana atrás, Lula tinha 39% e Flávio 35% — uma diferença de quatro pontos. Agora é três. Mas com margem de erro de dois pontos, esses movimentos podem estar dentro da variação normal.

Mark

Então o que realmente mudou desde junho, quando havia dez pontos de diferença?

Mimi

Algo mudou na campanha ou na percepção dos eleitores. Mas a pesquisa não nos diz o quê. Poderia ser desgaste de um lado, crescimento do outro, ou ambos.

Luke

E há outro detalhe: essa é a pesquisa mais recente, mas é apenas um retrato de um momento. Faltam duas semanas para a eleição. Muito pode acontecer.

Mark

Os candidatos menores têm alguma chance real?

Mimi

Os números sugerem que não. Augusto Cury tem 6%, e todos os outros estão em 4% ou menos. Historicamente, candidatos nessa posição não conseguem crescimento significativo.

Luke

Mas também não podemos descartar surpresas. A pesquisa mede intenção de voto declarada. Nem sempre isso se traduz exatamente em votos reais.

  • A vantagem de Lula, que chegou a dez pontos em junho, encolheu semana após semana até virar uma diferença de três pontos — dentro da margem de erro — a apenas duas semanas do primeiro turno.
  • No segundo turno, o cenário é ainda mais apertado: 46% para Lula contra 44% para Flávio Bolsonaro, com apenas 1% de indecisos e 8% dispostos a votar em branco ou nulo.
  • Ambos os candidatos carregam 47% de rejeição cada — uma simetria que expõe as fraturas profundas do eleitorado e transforma a campanha final em uma guerra de trincheiras entre bases já convictas.
  • Com a corrida em aberto, qualquer movimento expressivo nas próximas duas semanas — um debate, um escândalo, uma virada de narrativa — pode ser suficiente para definir o resultado.

A duas semanas do primeiro turno, a disputa presidencial brasileira de 2026 chegou a um ponto de equilíbrio que raramente se vê tão próximo do desfecho: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados tanto nas intenções de voto quanto nos índices de rejeição, segundo o Datafolha. O que era uma vantagem de dez pontos para o presidente em junho se dissolveu, semana a semana, até se tornar uma diferença que a margem de erro apaga. Quando quase metade do eleitorado rejeita cada um dos dois candidatos, a eleição deixa de ser uma conquista de corações e passa a ser uma batalha de mobilização.

A duas semanas do primeiro turno, a disputa presidencial chegou a uma simetria que poucos antecipavam. O Datafolha divulgado na quinta-feira mostra Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 36% das intenções de voto — uma diferença de três pontos que a margem de erro de dois pontos percentuais torna estatisticamente irrelevante. É o menor intervalo entre os dois desde meados de maio.

A trajetória conta a história com clareza: em junho, Lula tinha dez pontos de vantagem. Em julho, oito. Em agosto, seis. No início de setembro, cinco. Na semana passada, quatro. Agora, três. A corrida está se fechando de forma consistente e acelerada.

No cenário de segundo turno, o empate se mantém: 46% para Lula contra 44% para Flávio Bolsonaro, números idênticos ao levantamento anterior. Oito por cento votariam em branco ou nulo, e apenas um por cento permanece indeciso — o que significa que há pouco espaço para grandes transferências de voto.

O dado talvez mais revelador é o da rejeição. Quando perguntados em quem jamais votariam, os eleitores apontam Flávio Bolsonaro e Lula com exatamente 47% cada — ambos subindo um ponto em relação à semana anterior. Quase metade do eleitorado rejeita cada um deles, o que sugere que a eleição será decidida menos pela conquista de novos apoiadores e mais pela capacidade de mobilizar quem já está convicto.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre 15 e 16 de setembro, com nível de confiança de 95%, encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo. Entre os demais candidatos, Augusto Cury aparece com 6%, Ronaldo Caiado com 4%, Renan Santos com 3% e Romeu Zema com 2%. A eleição está aberta, e as próximas duas semanas serão decisivas.

A duas semanas do primeiro turno, a disputa presidencial chegou a um ponto de equilíbrio notável. A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira mostra Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico — não apenas nas intenções de voto, mas também nos números que medem quanto cada um é rejeitado pelos eleitores. É um momento de simetria rara em uma campanha que, até poucos meses atrás, parecia mais definida.

No primeiro turno, Lula (PT) registra 39% das intenções de voto, mantendo o mesmo patamar da semana anterior. Flávio Bolsonaro (PL) subiu para 36%, ganhando um ponto percentual. A diferença de três pontos entre eles fica dentro da margem de erro de dois pontos percentuais — o que significa, tecnicamente, que não há como afirmar que um está à frente do outro. Essa proximidade marca o menor intervalo entre os dois desde meados de maio, quando também estavam separados por três pontos. O que mudou desde então é a trajetória: em junho, Lula tinha dez pontos de vantagem. Em julho, essa margem caiu para oito. Agosto trouxe seis pontos de diferença. No início de setembro, eram cinco. Na semana passada, quatro. A tendência é clara — a corrida está se apertando.

O cenário do segundo turno reforça esse empate. Caso a disputa chegue a um confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente teria 46% das intenções de voto contra 44% do senador. Novamente, os números repetem exatamente o levantamento anterior, mantendo o empate técnico. Oito por cento dos eleitores indicam que votariam em branco, nulo ou nenhum, enquanto apenas um por cento permanece indeciso.

Mas há um terceiro aspecto dessa simetria que talvez seja o mais significativo: a rejeição. Quando perguntados em quem não votariam de jeito nenhum no primeiro turno, Flávio Bolsonaro e Lula aparecem numericamente empatados, cada um com 47% de rejeição. Ambos subiram um ponto percentual em relação à semana anterior. Isso significa que quase metade do eleitorado rejeita cada um deles — uma situação que reflete profundas divisões no país e sugere que a eleição será decidida não apenas por quem atrai votos, mas por quem consegue mobilizar seus apoiadores contra o adversário.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 15 e 16 de setembro. O nível de confiança é de 95%, e o registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-04029/2026. O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo. Entre os demais candidatos, Augusto Cury (Avante) aparece com 6%, Ronaldo Caiado (PSD) com 4%, Renan Santos (Missão) com 3%, e Romeu Zema (Novo) com 2%. Os demais candidatos não ultrapassam um por cento.

O que essa convergência de números revela é uma eleição em aberto. Lula mantém uma pequena vantagem no primeiro turno, mas ela é tão pequena que qualquer movimento significativo na campanha poderia alterá-la. No segundo turno, a vantagem é ainda menor — dois pontos percentuais. E o fato de ambos os candidatos serem rejeitados por praticamente a mesma proporção de eleitores sugere que a campanha final será menos sobre conquistar novos votos e mais sobre consolidar bases e convencer aqueles que ainda estão indecisos ou que consideram votar em branco ou nulo. A eleição está aberta, e tudo pode mudar nas próximas duas semanas.

A distância de três pontos entre Lula e Flávio Bolsonaro no 1º turno é a menor desde a primeira quinzena de maio
— Datafolha
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