Cursos noturnos da UEMS mudam para área urbana de Cassilândia

Educação superior não é só oferecer vagas
A mudança reconhece que remover obstáculos de acesso é tão importante quanto criar oportunidades.
Mark

Por que levou tanto tempo para essa mudança acontecer?

Mimi

Porque ninguém tinha priorizado. A comunidade acadêmica pedia, mas a demanda não tinha força política. Quando a Secretaria de Educação e a reitoria finalmente conversaram de verdade, viram que era viável.

Mark

E os alunos que já estavam indo para a rodovia? Eles vão se beneficiar?

Mimi

Sim, a partir de segunda-feira. Mas há uma perda também — alguns podem ter se acostumado ao trajeto, construído rotinas. A mudança é boa, mas é mudança.

Mark

Isso vai afetar a qualidade das aulas?

Mimi

Não deveria. A infraestrutura da escola urbana é adequada. O que muda é a acessibilidade, não o conteúdo.

Mark

Por que só Matemática e Letras? E os outros cursos?

Mimi

Esses dois foram os que geraram mais reclamação. Provavelmente os próximos passos envolvem avaliar se outros cursos também precisam dessa mudança.

Mark

Isso é um modelo que outras cidades deveriam copiar?

Mimi

Absolutamente. Se funcionar aqui, não há razão para não funcionar em outro lugar. É uma questão de vontade política e coordenação.

Mark

E se a escola urbana não tiver espaço no futuro?

Mimi

Então terão que expandir ou encontrar outro prédio. Mas esse é um problema de sucesso — significa que mais gente está conseguindo estudar.

  • Por anos, estudantes que trabalham, criam filhos e dependem de transporte público precisavam enfrentar a noite e a rodovia para chegar à universidade.
  • A demanda por mudança vinha sendo levantada pela comunidade acadêmica há gerações, sem resposta institucional à altura.
  • A articulação entre Secretaria de Estado de Educação e reitoria da UEMS finalmente converteu essa reivindicação histórica em decisão concreta.
  • A partir de segunda-feira, 10 de agosto, as aulas noturnas acontecem dentro do perímetro urbano, tornando o acesso viável para quem não tem carro ou flexibilidade de horário.
  • A solução encontrada em Cassilândia é replicável e pode servir de modelo para outras cidades do interior com campi rurais de difícil acesso noturno.

Em Cassilândia, uma negociação silenciosa entre a Secretaria de Educação e a reitoria da UEMS produziu algo raro: a remoção de um obstáculo concreto ao ensino superior. A partir de 10 de agosto, os cursos noturnos de Matemática e Letras deixam a unidade rural às margens de rodovia e passam a funcionar na Escola Estadual Hermelina Barbosa Leal, no coração da cidade. É um gesto pequeno em aparência, mas que reconhece uma verdade maior — acesso à educação não se mede apenas em vagas oferecidas, mas em barreiras efetivamente removidas.

Na próxima segunda-feira, 10 de agosto, centenas de estudantes de Cassilândia acordarão com uma rotina diferente. Os cursos noturnos de Matemática e Letras da UEMS deixam de funcionar em uma unidade rural às margens de rodovia e passam a ter aulas na Escola Estadual Hermelina Barbosa Leal, no centro urbano. O anúncio foi feito pelo professor Gustavo Haralampidou, gerente da UEMS, ao Programa Rotativa no Ar, da Rádio Patriarca.

A mudança não nasceu do acaso. É fruto de uma negociação entre a Secretaria de Estado de Educação e a reitoria da universidade, que finalmente responderam a uma demanda que a comunidade acadêmica vinha levantando há anos. O problema era tão simples quanto sério: quem trabalha durante o dia, cuida de filhos e depende de transporte público enfrentava um deslocamento noturno até a zona rural para frequentar aulas — um obstáculo real que afastava pessoas do ensino superior antes mesmo da matrícula.

Estar na Escola Hermelina Barbosa Leal significa poder sair do trabalho e chegar à aula de ônibus. Significa que o acesso deixa de ser privilégio de quem tem carro. O professor Haralampidou foi direto: a medida visa facilitar o acesso — não como linguagem de relatório, mas como reconhecimento de que oferecer vagas não basta se os obstáculos para ocupá-las permanecem intactos.

Cassilândia não é caso isolado. Dezenas de cidades do interior têm cursos superiores em campi rurais que criam barreiras invisíveis para estudantes urbanos. A articulação que produziu essa mudança é replicável — e deveria ser padrão, não exceção.

Na próxima segunda-feira, 10 de agosto, algo muda para centenas de estudantes em Cassilândia. Os alunos dos cursos noturnos de Matemática e Letras da UEMS deixarão de fazer uma jornada até a rodovia para assistir aula. A partir dessa data, as turmas funcionarão dentro da cidade, na Escola Estadual Hermelina Barbosa Leal, eliminando um deslocamento que marcou a rotina de gerações de estudantes.

O anúncio veio do professor Gustavo Haralampidou, gerente da UEMS, que revelou a novidade em primeira mão ao Programa Rotativa no Ar, da Rádio Patriarca, na quinta-feira. A mudança não é improviso. Ela é resultado de uma negociação que envolveu a Secretaria de Estado de Educação e a reitoria da universidade — duas instituições que finalmente alinharam esforços para atender uma demanda que a comunidade acadêmica vinha levantando há anos.

O problema que essa mudança resolve é tão simples quanto concreto: estudantes que trabalham durante o dia, que têm filhos para cuidar, que dependem de transporte público ou caronas, precisavam se deslocar para uma unidade rural durante a noite para frequentar aulas. Não é um trajeto de cinco minutos. É um obstáculo real que afasta pessoas do ensino superior. Quantos potenciais alunos desistiram antes mesmo de se matricular? Quantos abandonaram o curso porque a logística se tornou insustentável? Essas perguntas não têm resposta nos documentos oficiais, mas a decisão de trazer os cursos para o centro urbano reconhece implicitamente que elas importam.

A localização importa. Estar na Escola Estadual Hermelina Barbosa Leal, no perímetro urbano, significa que um estudante pode sair do trabalho, pegar um ônibus que passa perto de casa, chegar à aula com tempo de sobra. Significa que uma mãe pode deixar o filho na escola antes de ir para a universidade. Significa que o acesso deixa de ser um privilégio de quem tem carro próprio ou flexibilidade de horário.

O que torna essa história relevante é que ela aponta para um padrão. Cassilândia não é única. Há dezenas de cidades no interior onde cursos superiores funcionam em campi rurais, criando barreiras invisíveis para estudantes que vivem na zona urbana. A solução encontrada aqui — uma articulação entre secretaria estadual e reitoria — é replicável. É o tipo de coisa que deveria ser padrão, não exceção.

O professor Haralampidou deixou claro que a medida visa facilitar o acesso. Não é linguagem de relatório vazio. É reconhecimento de que educação superior não é só sobre oferecer vagas. É sobre remover os obstáculos que impedem as pessoas de ocupar essas vagas. A partir de segunda-feira, 10 de agosto, um desses obstáculos desaparece para os alunos de Matemática e Letras em Cassilândia.

A medida visa facilitar o acesso dos alunos e eliminar a necessidade de deslocamento para a unidade rural durante o período noturno
— Professor Gustavo Haralampidou, gerente da UEMS
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