Cucurella exalta defesa 'incrível' da Espanha na conquista do Mundial

Atacamos juntos e defendemos juntos, essa é uma das chaves
Cucurella explica como a Espanha construiu uma defesa praticamente impenetrável durante toda a Copa do Mundo.
Mark

O que você quer dizer quando fala que a defesa foi "incrível"? É só sobre números, ou há algo mais?

Mimi

É sobre mentalidade. Sofrer um gol em sete jogos não acontece por acaso. Cada jogador, desde o atacante até o goleiro, entendeu que defender era responsabilidade de todos. Não havia folga.

Mark

Você mencionou 50 dias de concentração. Como é viver assim, isolado, por tanto tempo?

Mimi

É duro. Você deixa tudo para trás — família, casa, rotina. Mas quando você está perseguindo algo como uma Copa do Mundo, você aceita. E quando consegue, aqueles 50 dias ganham sentido.

Mark

A Argentina era a campeã anterior. Vocês tinham medo?

Mimi

Respeito, não medo. Sabíamos que eles eram intensos, que sabiam jogar. Mas nós também sabíamos o que havíamos feito ao longo do torneio. Confiávamos no trabalho.

Mark

Você cresceu ouvindo pessoas dizerem que não chegaria lá. Como é transformar isso em combustível?

Mimi

Você fica teimoso. Continua trabalhando quando ninguém está vendo. E quando chega o momento, quando você levanta uma taça, aquelas vozes negativas ficam muito pequenas.

Mark

O que vem agora?

Mimi

Agora é desconectar. Celebrar com os companheiros. Depois, voltar à realidade — novo clube, novas competições. Mas por enquanto, merecemos aproveitar isso.

  • Espanha venceu a final contra Argentina por 1 a 0 no domingo, 19 de julho
  • A Espanha sofreu apenas um gol em todo o torneio, nas quartas de final contra a Bélgica
  • Ferran Torres marcou o gol da vitória na prorrogação
  • Cucurella foi contratado pelo Real Madrid
  • A equipe passou 50 dias em concentração

A Espanha conquistou o título mundial com uma defesa praticamente impenetrável, permitindo apenas um gol nas quartas de final contra a Bélgica. Cucurella enfatiza que a vitória foi resultado de sacrifício coletivo, com ataque e defesa funcionando como uma unidade integrada durante 50 dias de concentração.

Marc Cucurella destaca o trabalho defensivo excepcional da Espanha, que venceu a final contra a Argentina por 1 a 0, sofrendo apenas um gol em todo o torneio.

Marc Cucurella saiu do campo como campeão mundial no domingo, 19 de julho, após a Espanha derrotar a Argentina por 1 a 0 na final. Mas o que o lateral-esquerdo queria destacar não era o gol que decidiu a partida — foi tudo aquilo que a Espanha conseguiu evitar ao longo de todo o torneio. Na zona mista, ainda com o uniforme suado, Cucurella falava sobre uma defesa que havia funcionado como uma máquina praticamente impenetrável. Em sete jogos, a Espanha sofreu apenas um gol. Apenas um. Isso aconteceu nas quartas de final contra a Bélgica. Tudo o mais — as semifinais, a final contra os argentinos — transcorreu sem que a bola entrasse na rede espanhola.

Para Cucurella, esse resultado não era acaso. Era o fruto de um trabalho que começava muito antes do apito inicial de cada partida. "Quando você não sofre gols, acho que é muito mais fácil vencer", disse ele, explicando o óbvio de uma forma que revelava quanto esforço havia por trás daquela simplicidade. A defesa espanhola não era apenas uma linha de quatro jogadores. Era um projeto coletivo. Atacantes voltavam para ajudar. Meio-campistas fechavam espaços. O goleiro participava da construção. "Acho que é um trabalho de todos", reforçou Cucurella. "No final, é um sacrifício de todos, atacamos juntos e defendemos juntos, essa é uma das chaves desta equipe."

O novo jogador do Real Madrid refletiu também sobre o caminho que o trouxe até ali. Não era um percurso simples. Desde criança, havia sacrifícios — treinos, renúncias, momentos em que pessoas ao seu redor duvidavam se ele realmente chegaria a algum lugar no futebol. "Não é fácil estar aqui", reconheceu. "Nossa carreira e nossa adolescência são duras. Às vezes tem gente que te diz que você não vale nada ou que não vai chegar lá." Mas ele havia sido teimoso. E agora, com uma taça do mundo nas mãos, aquela teimosia havia se transformado em prêmio.

Sobre a final em si, Cucurella não minimizou a dificuldade. A Argentina havia sido campeã do mundo na edição anterior. Sabia jogar. Era intensa, agressiva, perigosa. "Eles tentaram fazer o futebol deles, são muito intensos", descreveu. A partida se estendeu além dos 90 minutos. Foi na prorrogação que Ferran Torres marcou o gol que selou o título. Não foi uma vitória fácil. Mas era uma vitória.

Agora, após quase 50 dias de concentração ininterrupta — semanas longe de casa, de família, de rotina — Cucurella pensava em descanso. "Agora é hora de comemorar", disse, com a voz que revelava alguém que havia deixado tudo em campo. "É hora de ficar juntos, aproveitar todos os momentos, relembrar as histórias e, principalmente, desconectar, porque acho que merecemos uma boa festa." A Espanha havia conquistado o mundo com disciplina, sacrifício e uma defesa que praticamente não deixou brechas. Agora era hora de celebrar como campeões.

Quando você não sofre gols, acho que é muito mais fácil vencer. Viemos fazendo um trabalho incrível nisso durante todo o torneio.
— Marc Cucurella
Não é fácil estar aqui. Às vezes tem gente que te diz que você não vale nada ou que não vai chegar lá. Fomos teimosos e isso é um prêmio por isso.
— Marc Cucurella
Contact Us FAQ