Corinthians demite Ramón Díaz e negocia com Dorival Júnior para assumir comando

A defesa sofreu 24 gols em 24 jogos, um desastre estrutural
O novo técnico do Corinthians herda um time com problemas defensivos crônicos que precisam de solução imediata.
Mark

Por que a diretoria esperou até agora para fazer essa mudança? O Paulistão foi conquistado há menos de um mês.

Mimi

O Paulistão mascarou problemas que já existiam. As eliminações nas copas continentais e o desempenho ruim no Brasileirão eram sinais de que algo não funcionava taticamente. Mas foi a derrota para o Fluminense e as críticas públicas de Memphis Depay que aceleraram tudo.

Luke

Mas precisamos ser precisos: Depay criticou as escolhas táticas, não necessariamente pediu a saída de Díaz. A diretoria interpretou isso como perda de vestiário. Isso é uma leitura, não um fato.

Mark

E quanto a Dorival? Por que ele é a escolha certa?

Mimi

Ele tem experiência em reorganizar elencos sob pressão. Flamengo e São Paulo são exemplos de clubes onde ele entregou títulos. O Corinthians precisa de alguém que saiba lidar com egos e pressão política.

Luke

Verdade, mas também é importante notar que Dorival foi demitido da seleção há menos de um mês. Ele chega aqui sem ritmo competitivo recente. E as negociações ainda estão em andamento — não é confirmado.

Mark

Qual é o maior problema que Dorival vai herdar?

Mimi

A defesa. Vinte e quatro gols em vinte e quatro jogos é inaceitável. André Ramalho e Félix Torres estão em má fase. Isso é estrutural, não tático.

Luke

Mas também há limitações financeiras. Apenas um reforço foi contratado em 2025. Dorival não pode consertar tudo com criatividade pura. Ele vai precisar de apoio da diretoria.

Mark

A torcida vai dar tempo para ele?

Mimi

Essa é a questão. O Corinthians tem uma torcida exigente que comparece em peso. Mais de 40 mil torcedores por jogo em 2024. Eles querem resultados rápidos, especialmente com o Brasileirão tão aberto.

Luke

E há pressão política também. O presidente Augusto Melo enfrenta um indiciamento policial. Isso amplifica a pressão por vitórias imediatas. Não é só futebol.

  • Quatro pontos em quatro rodadas do Brasileirão e uma derrota por 2 a 0 em casa para o Fluminense tornaram insustentável a permanência de Díaz no cargo.
  • Memphis Depay expôs publicamente as falhas táticas do treinador após o jogo, e outros jogadores ecoaram o descontentamento — a diretoria leu o sinal: o vestiário estava perdido.
  • A defesa corintiana sofreu 24 gols em 24 jogos em 2025, e o time ocupa posição precária tanto no Brasileirão quanto na Copa Sul-Americana, com urgência real de reação.
  • Dorival Júnior, livre no mercado após ser demitido da seleção brasileira, negocia em estágio avançado com o Corinthians e deve ser anunciado nas próximas horas.
  • O novo técnico herda um calendário implacável — Sport, Bahia e Huracán em sequência — e um clube sob pressão política, com o presidente Augusto Melo enfrentando indiciamento policial.

No eterno ciclo de esperança e decepção que define o futebol brasileiro, o Corinthians encerrou na quinta-feira o ciclo de Ramón Díaz após 59 jogos — um trajeto que começou como resgate e terminou como ruptura. O argentino, que salvou o clube do rebaixamento e conquistou o Paulistão, não resistiu à erosão dos resultados no Brasileirão e à perda da confiança do vestiário, simbolizada pelas críticas públicas de Memphis Depay. Dorival Júnior, homem de títulos e de reconstruções, surge agora como a aposta do clube para reordenar um elenco talentoso que ainda não encontrou sua forma.

Na quinta-feira à noite, o Corinthians anunciou o fim da passagem de Ramón Díaz pelo clube. O argentino deixa o cargo após 59 jogos, com aproveitamento de 59,8% — números que contam uma história de dois tempos: a arrancada salvadora no Brasileirão 2024, com nove vitórias consecutivas que afastaram o rebaixamento, e a conquista do Paulistão em março; depois, a queda abrupta, com eliminações em competições continentais e apenas quatro pontos nos primeiros quatro jogos do Brasileirão 2025.

O estopim foi a derrota por 2 a 0 para o Fluminense na Neo Química Arena, mas o que selou o destino de Díaz foi o que veio depois: Memphis Depay, a grande contratação do clube em 2024, criticou publicamente as escolhas táticas do treinador. Igor Coronado e Talles Magno ecoaram o sentimento. A diretoria, liderada pelo presidente Augusto Melo e pelo diretor Fabinho Soldado, interpretou as declarações como prova de que o comando técnico havia perdido o vestiário. A defesa, que sofreu 24 gols em 24 jogos em 2025, e a falta de criatividade no meio-campo completaram o diagnóstico.

Dorival Júnior, de 62 anos, é o favorito para assumir o posto. Demitido da seleção brasileira em março após derrota por 4 a 1 para a Argentina, o treinador está disponível e mantém conversas avançadas com o clube. Seu currículo inclui a Libertadores e a Copa do Brasil com o Flamengo em 2022, e a Copa do Brasil com o São Paulo em 2023 — experiência em unir elencos estrelados e construir projetos vencedores. A proposta inclui contrato até o final de 2026 e bônus atrelados a metas como a classificação para a Libertadores.

O desafio é imediato e múltiplo: tirar o time da 13ª colocação no Brasileirão, reagir na Copa Sul-Americana — onde o Corinthians soma apenas um ponto em duas rodadas —, e reconquistar a confiança de uma torcida que já vaiou dentro de casa. Tudo isso em um clube que, desde 2019, já passou por uma série de trocas de treinador e que vive instabilidade política com o indiciamento do presidente. Com Depay e Yuri Alberto no elenco, o potencial existe. Transformá-lo em resultado será o verdadeiro teste do próximo comandante.

Na quinta-feira à noite, o Corinthians anunciou o fim da trajetória de Ramón Díaz no comando técnico. O argentino deixa o clube após 59 jogos, encerrando um ciclo que começou em julho de 2024 com a missão de tirar o time da zona de rebaixamento e termina agora, menos de um mês após a conquista do Campeonato Paulista sobre o Palmeiras, em meio a críticas públicas de jogadores e resultados que não sustentam o projeto.

A decisão partiu do presidente Augusto Melo e do diretor executivo de futebol Fabinho Soldado. Os números de Díaz no Corinthians revelam um trabalho que começou bem mas desabou nos últimos meses: 30 vitórias, 16 empates e 13 derrotas em 59 partidas, um aproveitamento de 59,8%. Quando chegou, o time estava em queda livre no Brasileirão 2024. Díaz promoveu uma arrancada impressionante com nove vitórias seguidas no final daquela temporada, garantindo a permanência na elite e uma vaga na Copa Libertadores. Mas as eliminações nas semifinais da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana, ambas em outubro, já sinalizavam problemas táticos. A derrota por 3 a 0 para o Barcelona de Guayaquil na fase preliminar da Libertadores 2025 foi outro golpe. Mesmo assim, o Paulistão em março trouxe alívio temporário. Nos últimos 21 dias, porém, o time disputou seis partidas com apenas uma vitória, um empate e quatro derrotas. No Brasileirão, ocupa a 13ª posição com apenas quatro pontos em quatro rodadas. A derrota por 2 a 0 para o Fluminense na Neo Química Arena foi o estopim.

O que acelerou a demissão foi a deterioração da relação entre Díaz e o elenco. Memphis Depay, a grande contratação do clube em 2024 vindo do Barcelona, fez críticas públicas após o jogo contra o Fluminense, apontando falhas táticas e falta de clareza no esquema de jogo. Outros jogadores como Igor Coronado e Talles Magno ecoaram o sentimento. A diretoria interpretou a entrevista de Depay como um sinal de que o comando técnico havia perdido o vestiário. A defesa é um desastre: sofreu 24 gols em 24 jogos em 2025, sete deles apenas nos quatro primeiros jogos do Brasileirão. André Ramalho, Gustavo Henrique e Félix Torres, que formam a linha defensiva, enfrentam críticas por falhas recorrentes. O meio-campo carece de criatividade para alimentar o ataque, e Depay e Yuri Alberto, apesar do potencial, não conseguem compensar as deficiências táticas.

Dorival Júnior, de 62 anos, é o favorito para assumir o cargo. Demitido da seleção brasileira em 28 de março após uma derrota por 4 a 1 para a Argentina nas Eliminatórias, o treinador está disponível no mercado e já mantém conversas avançadas com a diretoria corintiana. Seu currículo é sólido: conquistou a Libertadores e a Copa do Brasil com o Flamengo em 2022, e a Copa do Brasil com o São Paulo em 2023. No Flamengo, uniu estrelas como Gabigol e Arrascaeta em um projeto vencedor. No São Paulo, mesclou jovens promissores com jogadores experientes. A proposta do Corinthians inclui contrato até o final de 2026, salário competitivo e bônus por metas, como a classificação para a Libertadores de 2026. A diretoria planeja anunciar o novo treinador nas próximas horas.

O novo técnico enfrentará desafios imediatos. Além da 13ª colocação no Brasileirão, o time precisa reagir na Copa Sul-Americana, onde ocupa a terceira posição no grupo com apenas um ponto em duas rodadas, atrás de Huracán e América de Cali. A defesa é prioridade máxima. A falta de reforços significativos em 2025 — apenas o lateral Fabrizio Angileri foi contratado — limita as opções do próximo comandante, que precisará trabalhar com a base atual e criatividade. O calendário é apertado: jogo contra o Sport no sábado na Neo Química Arena, depois Bahia fora de casa pelo Brasileirão, e Huracán na Sul-Americana.

A demissão ocorre em um momento de instabilidade política no clube. O presidente Augusto Melo enfrenta um indiciamento policial por supostas irregularidades administrativas e dificuldades na aprovação de contas no Conselho Deliberativo. A torcida, que lotou as redes sociais pedindo mudança após o Fluminense, vê a troca de treinador como um primeiro passo, mas cobra soluções mais amplas. A Fiel Torcida é conhecida por seu apoio incondicional, mas também é exigente: vaias ecoaram na Neo Química Arena durante o jogo contra o Fluminense. O novo treinador precisará conquistar a confiança desde o primeiro jogo.

O Corinthians tem um histórico recente de mudanças frequentes no comando técnico. Desde 2019, passou por Fabio Carille, Tiago Nunes, Vítor Pereira e António Oliveira. A demissão de Díaz é a terceira troca em menos de dois anos, refletindo instabilidade no projeto esportivo. Dorival Júnior chega como um nome experiente, mas a história recente mostra que o sucesso depende de apoio da diretoria e paciência da torcida. Com nomes como Memphis Depay e Yuri Alberto no elenco, o potencial para uma temporada bem-sucedida existe. A execução, porém, dependerá da capacidade do próximo comandante em unir o grupo e implementar um plano de jogo consistente.

Memphis Depay apontou falhas táticas e falta de clareza no esquema de jogo após a derrota para o Fluminense
— Relatado pela diretoria como sinal de perda de vestiário
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