Em momentos de crise, os clubes buscam aqueles que já navegaram águas turbulentas. O Corinthians, ameaçado pelo rebaixamento à Série B, contratou o argentino Ramón Díaz, de 64 anos, apostando na memória de um feito recente: em 2023, o técnico salvou o Vasco da Gama de situação idêntica. A escolha carrega esperança, mas também o peso de polêmicas que marcaram sua saída do clube carioca.
Corinthians anuncia Ramón Díaz como novo técnico para escapar do rebaixamento
Tirar o clube da zona de rebaixamento com experiência comprovada
Por que o Corinthians escolheu justamente Ramón Díaz, um técnico que saiu do Vasco em meio a polêmica?
Porque ele fez o trabalho que o Corinthians precisa agora. Manteve o Vasco na elite quando estava na mesma posição crítica. Isso fala mais alto que a polêmica.
Mas vale lembrar que ele saiu do Vasco depois de uma goleada pesada. Não é exatamente um final triunfal. E a polêmica sobre arbitragem feminina é recente.
Qual é a experiência dele em lidar com pressão desse tipo?
Ele já trabalhou em seleções, em clubes grandes da América do Sul, em ligas internacionais. Tem vivência. Mas o Corinthians é um desafio diferente — é um clube com história, com torcida exigente.
A questão é: ele consegue fazer em São Paulo o que fez no Rio? O Vasco tinha menos pressão mediática. E ele tem contrato até fim de 2025, o que é relativamente curto para um projeto de resgate.
E quanto à comissão técnica que vem com ele?
Traz seu filho como auxiliar, o que sugere confiança na estrutura que funcionou no Vasco. Mas também traz gente nova — preparador físico, analista de desempenho.
Isso é positivo, mas também é um risco. Quanto mais pessoas novas, mais tempo leva para a equipe se entrosar. E o Corinthians não tem tempo.
Fábio Carille não acertou. Por quê?
Não sabemos os detalhes. Pode ter sido questão salarial, de projeto, de timing. O Santos não quis liberar, ou Carille preferiu ficar.
Exatamente. A gente sabe que não deu certo, mas não sabe por quê. Isso deixa uma lacuna na história.
Il Polso
- O Corinthians ocupa a penúltima colocação do Brasileirão, o mesmo abismo do qual Díaz resgatou o Vasco em 2023 — a urgência é real e o tempo, escasso.
- A demissão de António Oliveira, um dia após a derrota clássica para o Palmeiras, expôs a fragilidade da gestão esportiva e acelerou a busca por um substituto.
- A primeira opção da diretoria, Fábio Carille, não chegou a um acordo com o clube, revelando as dificuldades nos bastidores antes de Díaz ser anunciado.
- A chegada do técnico vem acompanhada de controvérsia: declarações machistas sobre arbitragem feminina no VAR durante sua passagem pelo Vasco ainda reverberam negativamente.
- Com contrato até dezembro de 2025 e sua comissão técnica de confiança ao lado, Díaz inicia uma missão que exige resultados rápidos para devolver o Corinthians à estabilidade.
Em momentos de crise, os clubes buscam aqueles que já navegaram águas turbulentas. O Corinthians, ameaçado pelo rebaixamento à Série B, contratou o argentino Ramón Díaz, de 64 anos, apostando na memória de um feito recente: em 2023, o técnico salvou o Vasco da Gama de situação idêntica. A escolha carrega esperança, mas também o peso de polêmicas que marcaram sua saída do clube carioca.
O Corinthians anunciou na quarta-feira a contratação do técnico argentino Ramón Díaz, de 64 anos, para tentar salvar o clube do rebaixamento à Série B. O contrato vai até 31 de dezembro de 2025, e Díaz chega acompanhado de seu filho Emiliano como auxiliar, além de outros membros de sua comissão técnica.
A escolha tem respaldo histórico recente: na temporada passada, Díaz assumiu o Vasco da Gama quando o clube ocupava a penúltima posição — exatamente onde o Corinthians se encontra agora — e conseguiu mantê-lo na elite. Essa experiência de resgate em contexto de urgência foi determinante para sua contratação.
No entanto, sua trajetória mais recente não foi isenta de turbulências. Demitido do Vasco após uma goleada de 4 a 0 para o Criciúma, Díaz também protagonizou uma polêmica ao questionar publicamente a capacidade de uma mulher tomar decisões no VAR. Após repercussão negativa, pediu desculpas, alegando ter sido mal interpretado.
Antes do Brasil, o técnico acumulou passagens por clubes da Arábia Saudita e da Argentina, além de ter comandado a seleção paraguaia. Seu maior título foi a Copa Libertadores de 1996, pelo River Plate — uma trajetória que lhe confere peso e credibilidade internacional.
Díaz substitui António Oliveira, demitido após a derrota para o Palmeiras. A diretoria tentou primeiro contratar Fábio Carille, do Santos, mas não chegou a um acordo. Com Ramón Díaz, o Corinthians aposta em quem já provou saber sair do fundo do poço — ainda que o caminho venha marcado por sombras recentes.
O Corinthians anunciou seu novo treinador na quarta-feira, apostando na experiência de um técnico que já enfrentou situação semelhante. Ramón Díaz, argentino de 64 anos, chega ao Parque São Jorge com contrato até 31 de dezembro de 2025 e uma tarefa clara: tirar o clube da zona de rebaixamento para a Série B. Ele vem acompanhado de seu filho Emiliano Díaz, que atua como auxiliar, além do auxiliar Juan Romanazzi, do preparador físico Diego Pereira e do analista de desempenho Damian Paz.
A escolha não é aleatória. No ano passado, Díaz assumiu o Vasco da Gama quando o clube ocupava a penúltima colocação — exatamente a posição em que o Corinthians se encontra agora — e conseguiu manter a equipe carioca na elite do futebol brasileiro. Seu trabalho naquele contexto de urgência o credencia para uma missão similar em São Paulo. No entanto, sua saída do Vasco foi marcada por turbulência. Após uma goleada de 4 a 0 para o Criciúma em 27 de abril, na quarta rodada do Brasileirão, Díaz foi demitido. Dias antes, havia protagonizado uma polêmica ao fazer declarações sobre arbitragem feminina no VAR, gerando repercussão negativa.
Em entrevista após derrota para o Red Bull Bragantino, Díaz questionou a capacidade de uma mulher tomar decisões no VAR. "Com respeito aos árbitros, não podemos falar muito. Na última partida, o VAR foi uma senhorita, uma mulher, e foi pênalti. Me parece complicado que no VAR quem tenha que decidir seja uma mulher. Porque o futebol é tão dinâmico, com ações tão rápidas", afirmou na ocasião. Após a repercussão, pediu desculpas, mas argumentou ter sido mal interpretado, dizendo que sua preocupação era que uma única pessoa não deveria tomar decisões tão importantes no VAR.
Antes de sua passagem pelo Vasco, Díaz acumulou experiência em diversos clubes e seleções. Comandou Al Hilal e Al-Nasr na Arábia Saudita, além de Independiente e San Lorenzo na Argentina. Também treinou a seleção paraguaia entre 2014 e 2016. Seu maior título foi a Copa Libertadores de 1996, conquistada pelo River Plate. Essa trajetória internacional o posiciona como um nome de peso para tentar reverter a crise do Corinthians.
Ele substitui António Oliveira, demitido na terça-feira, um dia após a derrota de 2 a 0 para o Palmeiras no Allianz Parque. A diretoria corinthiana havia buscado Fábio Carille, atualmente no Santos, como primeira opção, mas não conseguiu chegar a um acordo. Com Ramón Díaz, o clube aposta em um técnico que já provou capacidade de resgatar equipes em situações críticas, ainda que sua chegada carregue o peso de controvérsias recentes.
Citazioni salienti
Com respeito aos árbitros, não podemos falar muito. Na última partida, o VAR foi uma senhorita, uma mulher, e foi pênalti. Me parece complicado que no VAR quem tenha que decidir seja uma mulher.— Ramón Díaz, em declaração que gerou polêmica no Vasco
Me pareceu que o que eu quis dizer é que uma só pessoa não pode tomar uma decisão tão importante como é a participação do VAR no futebol— Ramón Díaz, em pedido de desculpas após repercussão negativa