Conheça as canetas para perda de peso autorizadas pela Anvisa no Brasil

Medicamentos que resistem à enzima que inativa a fome
Explicação de como semaglutida e liraglutida prolongam a sensação de saciedade no organismo.
Mark

Por que a tirzepatida é considerada mais eficaz que as outras opções?

Mimi

Porque ela imita dois hormônios ao mesmo tempo — o GIP e o GLP-1 — enquanto semaglutida e liraglutida imitam apenas o GLP-1. Essa ação dupla resulta em perdas de peso superiores a 20% em nove meses.

Luke

Mas esses números vêm de estudos clínicos controlados. A pergunta real é: quanto desses resultados se traduz em prática clínica, fora do ambiente de pesquisa?

Mark

E qual é a diferença prática entre semaglutida e liraglutida para o paciente?

Mimi

A frequência de aplicação. Liraglutida é diária, semaglutida é semanal. Para muitos pacientes, uma injeção por semana é mais fácil de manter.

Luke

Verdade, mas a redução média de 6% em 12 semanas — isso é para ambas? Ou os resultados variam bastante entre elas?

Mark

Como esses medicamentos conseguem agir por mais tempo no corpo?

Mimi

Foram desenvolvidos para resistir à enzima DPP-4, que normalmente inativa o GLP-1 natural rapidamente. Ao resistir a essa enzima, eles permanecem ativos mais tempo.

Luke

Isso é bem estabelecido biologicamente. O que ainda não sabemos completamente é o perfil de segurança a longo prazo — esses medicamentos ainda são relativamente novos no uso para obesidade.

Mark

O acompanhamento médico é realmente necessário?

Mimi

Sim. Esses medicamentos funcionam melhor como parte de uma estratégia mais ampla, não como solução isolada. Um médico precisa monitorar a resposta individual.

Luke

E há efeitos colaterais documentados que variam de pessoa para pessoa. Sem acompanhamento, o paciente fica sozinho com essas variações.

  • A tirzepatida (Mounjaro) lidera em eficácia com perdas superiores a 20% do peso corporal em cerca de nove meses, superando concorrentes como o Ozempic.
  • Semaglutida e liraglutida, já amplamente usadas para diabetes tipo 2, ganham protagonismo no emagrecimento ao prolongar artificialmente o efeito do hormônio GLP-1, que o corpo degrada rapidamente.
  • A diferença prática entre semaglutida e liraglutida está na frequência: uma injeção semanal contra uma diária, o que influencia diretamente a adesão ao tratamento.
  • Resultados médios de 6% de redução de peso em 12 semanas com semaglutida e liraglutida mostram eficácia real, mas também revelam que os ganhos variam conforme o perfil de cada paciente.
  • Especialistas alertam que o uso isolado dessas canetas, sem acompanhamento médico e mudanças de estilo de vida, compromete tanto a segurança quanto a sustentabilidade dos resultados.

No Brasil, três substâncias injetáveis aprovadas pela Anvisa — tirzepatida, semaglutida e liraglutida — redefinem o horizonte do tratamento da obesidade, cada uma com seu próprio ritmo de ação e promessa clínica. A tirzepatida, ao imitar dois hormônios simultaneamente, emerge como a opção de maior eficácia documentada, enquanto semaglutida e liraglutida consolidam décadas de pesquisa sobre o controle da fome. O avanço farmacológico, porém, não dispensa a sabedoria antiga: nenhum medicamento substitui o olhar atento de um profissional e a construção de hábitos duradouros.

O mercado brasileiro de medicamentos injetáveis para emagrecimento é hoje dominado por três substâncias com registro sanitário na Anvisa: tirzepatida, semaglutida e liraglutida. Cada uma age de forma distinta no organismo, e as diferenças entre elas vão além do nome comercial — envolvem mecanismo de ação, frequência de aplicação e magnitude dos resultados clínicos.

A tirzepatida, vendida sob o nome Mounjaro, ocupa o topo em termos de eficácia. Aplicada uma vez por semana, ela imita simultaneamente dois hormônios naturais — o GIP e o GLP-1 — interferindo tanto no controle da glicose quanto na regulação da fome. Estudos clínicos associam seu uso a perdas de peso superiores a 20% em aproximadamente nove meses, resultado que a coloca à frente de outros fármacos da mesma classe.

Semaglutida e liraglutida, por sua vez, atuam imitando apenas o GLP-1, hormônio produzido no intestino que sinaliza saciedade ao cérebro. O problema do GLP-1 natural é sua curta duração: uma enzima chamada DPP-4 o inativa rapidamente, fazendo a fome retornar. Esses medicamentos foram desenvolvidos para resistir a essa degradação, prolongando a sensação de saciedade. A semaglutida — presente no Ozempic, Wegovy e Rybelsus — é aplicada semanalmente; a liraglutida, encontrada no Victoza e Saxenda, exige uso diário. Ambas estão associadas a uma redução média de cerca de 6% do peso em 12 semanas, com variações conforme o paciente e o tempo de tratamento.

Especialistas são unânimes em um ponto: essas canetas não funcionam como solução isolada. O acompanhamento médico contínuo é indispensável para calibrar a escolha do medicamento ao perfil individual, monitorar efeitos adversos e garantir que os resultados sejam sustentáveis a longo prazo.

Três substâncias ativas dominam o mercado brasileiro de medicamentos injetáveis para emagrecimento: tirzepatida, semaglutida e liraglutida. Todas possuem registro sanitário na Anvisa e podem ser vendidas legalmente no país. A diferença entre elas está no mecanismo de ação, na frequência de aplicação e, sobretudo, nos resultados que os estudos clínicos demonstram.

A tirzepatida, princípio ativo do medicamento Mounjaro, é atualmente considerada a opção mais eficaz disponível no mercado. Aplicada por meio de uma caneta de uso semanal, ela foi associada em pesquisas clínicas a perdas de peso que podem ultrapassar 20% do peso corporal ao longo de aproximadamente nove meses de tratamento. Esses números a colocam em posição superior quando comparada a outros fármacos da mesma classe, como o Ozempic. A tirzepatida funciona ao imitar a ação de dois hormônios naturais do organismo: o GIP, que estimula a liberação de insulina e reduz os níveis de glicose no sangue, e o GLP-1, responsável por retardar o esvaziamento do estômago e aumentar a sensação de saciedade. Ao reproduzir esses dois mecanismos simultaneamente, o medicamento interfere tanto no controle da glicose quanto na regulação da fome, levando a uma diminuição gradual da ingestão de alimentos.

A semaglutida e a liraglutida seguem como as principais substâncias usadas nas canetas injetáveis indicadas para diabetes tipo 2 e obesidade. Ambas agem de forma diferente da tirzepatida: imitam apenas um hormônio, o GLP-1. A diferença prática entre elas está na frequência de aplicação — a liraglutida é administrada diariamente, enquanto a semaglutida requer apenas uma injeção semanal. A semaglutida está presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy, além do Rybelsus, que oferece a substância em forma oral. A liraglutida é encontrada em Victoza e Saxenda. Estudos indicam que o uso desses medicamentos pode levar a uma redução média de cerca de 6% do peso corporal ao longo de 12 semanas, embora os resultados variem conforme o perfil do paciente e o tempo de tratamento.

O mecanismo pelo qual semaglutida e liraglutida funcionam é bem estabelecido. O GLP-1 natural é liberado principalmente por células do intestino e atua no cérebro, especialmente no hipotálamo, onde participa dos mecanismos de controle da fome. Porém, o hormônio natural tem duração curta no organismo — é rapidamente inativado pela ação de uma enzima chamada DPP-4, o que faz com que a sensação de fome retorne em pouco tempo. Os medicamentos que reproduzem o efeito do GLP-1 foram desenvolvidos especificamente para resistir à ação dessa enzima, permanecendo ativos por mais tempo no corpo e prolongando a sensação de saciedade.

Especialistas ressaltam que o uso desses medicamentos deve fazer parte de uma estratégia mais ampla de tratamento, com acompanhamento médico contínuo. Essa orientação é fundamental para garantir tanto a eficácia quanto a segurança do tratamento. A escolha entre as opções disponíveis — tirzepatida, semaglutida ou liraglutida — deve ser feita em consulta com um profissional de saúde, considerando o perfil individual do paciente, seus objetivos de perda de peso e qualquer condição de saúde preexistente.

O uso deve fazer parte de uma estratégia mais ampla de tratamento, com acompanhamento médico, para garantir eficácia e segurança
— Especialistas em saúde
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