Colunistas do GLOBO avaliam debate presidencial 2026: Caiado lidera, mas ninguém impressiona

Perdido num encontro aleatório com os outros dois
Avaliação de Vera Magalhães sobre o desempenho de Ronaldo Caiado, o melhor colocado entre os três candidatos.
Mark

Por que um debate com apenas três candidatos não conseguiu produzir um momento memorável?

Mimi

Porque ninguém estava realmente tentando vencer. Caiado se comportou como quem já ganhou antes de começar. Renan apostou tudo em provocação, não em ideias. Cury pareceu estar em outro lugar.

Mark

Caiado tinha a vantagem de ser o único com experiência real. Por que isso não o ajudou?

Mimi

Justamente porque ele não soube traduzir experiência em comunicação. Ficou preso em temas administrativos, segurança e educação, enquanto o debate pedia algo mais — uma visão, uma presença que marcasse.

Mark

E Renan Santos? Os colunistas notaram que ele saiu com mais "recortes" para as redes.

Mimi

Ele entendeu que o debate não era para vencer com argumentos, mas para viralizar. Funcionou em termos de visibilidade, mas mostrou também o tamanho do seu nicho. Não consegue sair da bolha.

Mark

Augusto Cury ameaçou não ir e depois foi. O que isso diz?

Mimi

Que ele não tinha clareza sobre por que estava ali. Levou um repertório de autoajuda para um debate presidencial. Quando a agressividade de Renan tomou conta, suas frases sobre pacificação soaram vazias.

Mark

As ausências de Lula e Flávio Bolsonaro foram determinantes?

Mimi

Foram tudo. Criaram um vácuo que ninguém conseguiu preencher. Se houvesse confronto real com os principais candidatos, talvez alguém tivesse se destacado por contraste. Aqui, havia apenas três pessoas falando para um país que não estava ouvindo.

  • Com Lula e Flávio Bolsonaro ausentes, o debate deveria ter sido uma janela de oportunidade — mas os três candidatos presentes não souberam abri-la.
  • Caiado, o único com trajetória política real, saiu com a melhor nota (2 em 5), mas foi descrito como apagado, enquanto a imagem de seu vice cochilando durante sua fala tornou-se símbolo involuntário da noite.
  • Renan Santos apostou em agressividade e provocação calculadas para viralizar nas redes, incluindo tom misógino e gestos como levar fraldas ao palco, dividindo os analistas entre quem viu eficácia de performance e quem viu apenas caos.
  • Augusto Cury oscilou entre ameaçar boicotar o debate e participar dele com discursos de autoajuda que soaram mais como livros seus do que como propostas presidenciais.
  • O placar final — Caiado 2,0, Cury 1,9, Renan 1,6 — esconde um consenso mais duro: ninguém impressionou, e a campanha de 2026 segue sem um rosto capaz de reunir competência, proposta e comunicação.

No primeiro debate presidencial de 2026, transmitido pela Band, três candidatos ocuparam um palco que deveria ter sido maior — e a ausência de Lula e Flávio Bolsonaro, em vez de abrir espaço para o protagonismo, apenas tornou mais visível o vazio deixado por quem estava presente. Caiado, Renan Santos e Cury tiveram diante de si uma oportunidade rara de se apresentar ao país sem os favoritos, e a desperdiçaram de maneiras distintas, cada uma reveladora de suas próprias limitações. O evento ficará menos como marco de uma campanha em formação e mais como espelho de um campo político ainda à procura de liderança capaz de unir experiência, clareza e comunicação.

O primeiro debate presidencial de 2026 aconteceu na Band com três candidatos no palco e duas ausências que pesaram mais do que qualquer fala. Ronaldo Caiado, Renan Santos e Augusto Cury tiveram a chance de se apresentar ao eleitorado sem Lula ou Flávio Bolsonaro — uma oportunidade que, segundo os colunistas do GLOBO, nenhum deles soube aproveitar de verdade.

Caiado saiu na frente com nota 2 numa escala de 1 a 5, mas o número esconde um desempenho descrito como apagado. O único candidato com experiência política e administrativa real não conseguiu transformar sua vantagem em brilho. A cena do vice Gilberto Kassab dormindo enquanto ele discursava tornou-se símbolo involuntário da noite. Vera Magalhães o descreveu como perdido num encontro aleatório com os outros dois.

Renan Santos escolhou a agressividade como estratégia. Suas falas foram desenhadas para repercutir nas redes, com provocações, tom misógino e gestos como levar fraldas ao palco. Alguns analistas reconheceram eficácia de performance — ele saiu com mais recortes para circular nas redes. Outros foram impiedosos: Thomas Traumann lhe deu nota 1. Bernardo Mello Franco o comparou a Pablo Marçal, o candidato do caos em 2022.

Augusto Cury chegou a ameaçar não participar em protesto contra as ausências, depois voltou atrás. No palco, seus discursos sobre pacificação e saúde mental soaram como páginas de seus próprios livros de autoajuda. Traumann o chamou de 'um ChatGPT de frases feitas'. Mello Franco viu uma metralhadora de chavões embrulhada num exótico terno verde.

O que o debate revelou foi menos um vencedor e mais um retrato coletivo de fragilidades. As ausências de Lula e Flávio Bolsonaro, que poderiam ter dado espaço para os presentes brilharem, apenas realçaram o vazio. A campanha de 2026 segue em busca de um rosto que una competência, clareza de propostas e capacidade de comunicação — e nenhum dos três candidatos naquela noite conseguiu ser esse rosto.

O primeiro debate presidencial de 2026 aconteceu na Band com três candidatos no palco e duas ausências que pesaram mais do que qualquer fala. Ronaldo Caiado, do PSD, Renan Santos, da Missão, e Augusto Cury, do Avante, tiveram a chance de se apresentar a eleitores sem a presença de Lula ou Flávio Bolsonaro — uma oportunidade que, segundo os colunistas do GLOBO, nenhum deles aproveitou de verdade.

Os números contam a história de um evento morno. Caiado saiu na frente com nota 2 em uma escala de 1 a 5. Cury ficou logo atrás com 1,9. Renan Santos fechou em 1,6. Mas essas médias escondem um consenso mais profundo: ninguém impressionou. Caiado, o único com experiência política e administrativa real, foi descrito por Bernardo Mello Franco como alguém que não soube aproveitar sua vantagem — a cena do vice Gilberto Kassab dormindo enquanto ele falava virou símbolo de sua participação apagada. Lauro Jardim o viu como um debatedor sem brilho. Vera Magalhães foi direta: perdido num encontro aleatório com os outros dois.

Renan Santos apostou tudo em agressividade. Suas falas foram desenhadas para repercutir nas redes sociais, repletas de confronto e provocação. Renato Meirelles notou que ele chegou a dizer que não queria o voto de parte dos eleitores de Lula, depois de classificá-los de forma agressiva. O tom misógino marcou presença. Bernardo Mello Franco o comparou a Pablo Marçal, o candidato que tentou virar sinônimo de caos em 2022. Mas houve quem reconhecesse sua eficácia: Pablo Ortellado apontou que, em termos de performance, foi o melhor — e saiu com mais "recortes" para as redes. Thomas Traumann, porém, foi impiedoso, dando-lhe nota 1 por levar fraldas e xingamentos para um debate presidencial.

Augusto Cury chegou a ameaçar não participar em protesto contra as ausências de Lula e Flávio Bolsonaro, depois voltou atrás. No palco, pareceu amador. Seus discursos sobre pacificação, saúde mental e qualidade de vida soavam como saídos de seus próprios livros de autoajuda — uma característica que alguns viram como bálsamo diante da agressividade de Renan, mas que outros descreveram como prolixo e professoral. Thomas Traumann o chamou de "um ChatGPT de frases feitas". Bernardo Mello Franco viu uma metralhadora de chavões embrulhada num exótico terno verde.

O que emergiu do debate foi menos um vencedor e mais um retrato de fragilidades. Caiado não conseguiu se destacar apesar de estar sozinho com o gol escancarado, como disse Thomas Traumann. Renan Santos construiu uma bolha de extrema direita que o impede de crescer além de um nicho. Cury não conseguiu firmar uma identidade clara. As ausências de Lula e Flávio Bolsonaro, que poderiam ter dado espaço para os presentes brilharem, apenas realçaram o vazio. O debate deixou claro que a campanha de 2026 ainda está em busca de um rosto que consiga unir competência, clareza de propostas e capacidade de comunicação — e que nenhum dos três candidatos no palco naquela noite conseguiu ser esse rosto.

A cena do vice Gilberto Kassab dormindo enquanto ele falava resume sua participação no debate
— Bernardo Mello Franco, sobre Ronaldo Caiado
Único adulto na sala, perdeu uma oportunidade
— Thomas Traumann, sobre Ronaldo Caiado
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