Cinco anos depois, veja onde estão os campeões da Libertadores 2019 pelo Flamengo

Apenas cinco dos 23 relacionados para a final permanecem no clube
Cinco anos após a vitória histórica na Libertadores 2019, a dispersão do elenco campeão marca o fim de um ciclo.
Mark

Por que apenas cinco jogadores de um elenco campeão permanecem no clube cinco anos depois?

Mimi

No futebol, a dispersão é quase inevitável. Um título traz visibilidade, aumenta o valor de mercado, e clubes maiores vêm buscar esses jogadores. Além disso, há questões de idade, de contratos que vencem, de ambições pessoais. Nem todo mundo quer ficar.

Mark

Gabigol é o mais simbólico dessa saída, certo? Ele marcou os gols da virada.

Mimi

Exatamente. Ele é o rosto daquele título. Sair dele é como fechar um capítulo. Mas o interessante é que ele permaneceu no Flamengo durante esses cinco anos. Poderia ter saído antes, como Gerson fez. Escolheu ficar, e agora segue em frente.

Mark

E Filipe Luís? Ele não saiu, mas também não é mais jogador.

Mimi

Filipe Luís é talvez o caso mais bonito. Ele virou técnico, está construindo a base do clube. Conquistou a Copa do Brasil com o elenco profissional. É uma continuidade diferente, mas é uma continuidade. Ele não abandonou o Flamengo, apenas mudou de papel.

Mark

Jorge Jesus em outro continente, Diego Ribas aposentado. Parece que o ciclo daquele time realmente acabou.

Mimi

Acabou e não acabou. O título de 2019 foi real, a história fica. Mas os homens que fizeram aquilo seguem suas vidas. Alguns em outros clubes, alguns fora do futebol. É a natureza do esporte. O que fica é a memória daquela noite em Lima.

Mark

Qual é a sensação de ver um elenco campeão se dispersar assim?

Mimi

É bittersweet. Há nostalgia, claro. Mas também há respeito. Esses jogadores conquistaram algo histórico e depois tiveram carreiras próprias, buscaram novos desafios. Não é triste, é apenas a vida seguindo seu curso.

  • Gabigol, símbolo máximo daquela conquista, deixará o Flamengo ao fim da temporada rumo ao Cruzeiro, encerrando um ciclo de cinco anos e marcando o fim de uma era.
  • Dos 23 convocados para a final de 2019, apenas Arrascaeta, Bruno Henrique, Gerson e Filipe Luís seguem no clube — um número que revela o quanto o tempo desfaz até os elencos mais vitoriosos.
  • Gerson saiu, foi ao Olympique de Marseille e voltou; Filipe Luís aposentou-se das chuteiras e ascendeu do sub-17 ao comando profissional, conquistando a Copa do Brasil nesta temporada.
  • Ídolos como Everton Ribeiro, Willian Arão e Diego Ribas seguiram caminhos distintos — outros clubes, outros países, ou o silêncio da aposentadoria.
  • Jorge Jesus, arquiteto daquele título memorável, hoje comanda o Al-Hilal na Arábia Saudita ao lado de Neymar, distante da Gávea mas ainda no centro do futebol mundial.

Cinco anos após a noite em Lima que devolveu ao Flamengo a glória continental, o tempo fez o que sempre faz com os elencos campeões: dispersou seus protagonistas pelos quatro cantos do futebol. De 23 jogadores que disputaram aquela final histórica contra o River Plate, apenas cinco permanecem ligados ao Rubro-Negro em 2024. Entre eles, Gabigol — o herói dos dois gols da virada — prepara sua despedida, enquanto Filipe Luís, outrora lateral, agora conduz o time como técnico, encarnando a continuidade que o futebol raramente oferece.

Era 23 de novembro de 2019 quando o Flamengo reescreveu sua história em Lima. Diante do River Plate, o Rubro-Negro virou o jogo com dois gols de Gabriel Barbosa e conquistou a Libertadores após quase quatro décadas de espera. Cinco anos depois, aquela noite permanece viva na memória — mas o elenco que a protagonizou se fragmentou pelo tempo.

Dos 23 jogadores relacionados para a final, apenas cinco seguem vinculados ao clube em 2024. Arrascaeta e Bruno Henrique jamais deixaram a Gávea desde então. Gerson fez uma excursão ao Olympique de Marseille, mas retornou em 2023. Filipe Luís trilhou o caminho mais singular: aposentou-se como jogador, comandou as categorias de base e chegou ao time profissional, conquistando a Copa do Brasil nesta temporada.

Gabigol, o mais emblemático de todos, é também o que parte. O autor dos gols da virada épica anunciou sua saída ao fim da temporada, com o Cruzeiro como destino provável. Sua despedida encerra simbolicamente um ciclo que resistiu cinco anos.

Os demais seguiram em frente. Everton Ribeiro defende o Bahia. Willian Arão joga no Panathinaikos, na Grécia. Pablo Marí atua pela Monza, na Itália. Diego Ribas, que deu o passe para o gol da virada, encerrou a carreira em 2022. E Jorge Jesus, o técnico que orquestrou tudo aquilo, comanda hoje o Al-Hilal na Arábia Saudita. O futebol segue, como sempre, sem esperar por ninguém.

Cinco anos se passaram desde aquela noite em Lima quando o Flamengo reescreveu sua história. Era 23 de novembro de 2019, e o clube rubro-negro enfrentava o River Plate em busca de um título que não conquistava há quase quatro décadas. A virada por 2 a 1, com dois gols de Gabriel Barbosa, trouxe de volta à Gávea a sensação de ser campeão da América. Mas o tempo, como sempre, dispersa os elencos. Dos 23 jogadores relacionados para aquela final, apenas cinco seguem ligados ao clube em 2024.

Gabigol, o herói daquela noite, é o mais emblemático dos que partem. O camisa 99 anunciou sua saída ao término da temporada, com o Cruzeiro como destino provável. Sua partida marca o fim de uma era para o Flamengo, mesmo que ele tenha permanecido no clube durante esses cinco anos. Os outros quatro que ficaram traçaram caminhos distintos. Arrascaeta e Bruno Henrique nunca deixaram o Rubro-Negro desde 2019, mantendo-se como peças importantes do elenco. Gerson seguiu um caminho diferente: saiu para o Olympique de Marseille em 2021, mas retornou em 2023, reencontrando a Gávea e voltando a contribuir para o clube.

Filipe Luís representa uma transformação particular. O ex-lateral nunca saiu do Flamengo, mas sua trajetória mudou de forma significativa. Aposentou-se como jogador no ano passado e assumiu funções técnicas na base do clube. Começou dirigindo o sub-17, foi promovido ao sub-20 e, finalmente, chegou ao comando do elenco profissional. Com essa responsabilidade, conquistou a Copa do Brasil nesta temporada ao lado de Gabigol e dos demais remanescentes.

Os que se foram, porém, também seguem em frente. Everton Ribeiro, ídolo da torcida rubro-negra, defende o Bahia com boas atuações. Willian Arão e Pablo Marí buscaram oportunidades internacionais, o primeiro no Panathinaikos, da Grécia, e o segundo na Monza, da Itália. Diego Ribas, aquele que deu o passe para o gol da virada em 2019, encerrou sua carreira em 2022. E Jorge Jesus, o técnico que orquestrou aquele título memorável, deixou o Flamengo em 2020 e agora comanda o Al-Hilal, na Arábia Saudita, onde trabalha ao lado de Neymar.

A dispersão é natural no futebol, mas marca também o fim de um ciclo. Aquele elenco de 2019 foi construído com propósito, com fome de título, e conseguiu entregar. Cinco anos depois, apenas fragmentos daquela história permanecem no Ninho do Urubu. O resto segue em frente, em outros gramados, outras cidades, outras vidas. É o destino de quem vence: o tempo não espera, e nem os jogadores.

Filipe Luís, ao se aposentar como jogador, assumiu como técnico das categorias de base e chegou ao profissional, conquistando a Copa do Brasil nesta temporada
— Coluna do Fla
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