Na noite de 28 de julho, em uma fazenda no sul de Goiás, o ciúme transformou uma reunião entre amigos em uma das formas mais antigas e devastadoras de violência humana. Três vidas foram ceifadas — Jaine, Beatriz e Nahtan — enquanto o suspeito, Leonardo José de Araújo, sobreviveu apenas para enfrentar as consequências de seus próprios atos. O episódio em Goiatuba nos lembra que o controle e a possessividade, quando não reconhecidos como perigo, podem culminar em tragédias irreversíveis.
Chacina em Goiás deixa três mortos; ex-namorado está internado em estado grave
Ele já havia matado dois. Para tirar a vida dela, era daqui para ali.
Por que a polícia trata a morte de Jaine diferente das outras duas?
Porque há uma relação de intimidade anterior — Leonardo era ex-namorado dela. Quando um homem mata uma mulher com quem teve envolvimento, e o ciúme está envolvido, a lei classifica como feminicídio. É violência de gênero. As outras duas mortes são homicídios porque não há esse contexto de relacionamento abusivo ou controlador.
O comportamento de Leonardo — ligar para saber onde ela estava — isso é comum em casos assim?
Muito comum. É um padrão. Controle sobre os movimentos, sobre quem ela vê, onde ela vai. A irmã de Jaine notou isso. Ele queria saber tudo. Quando descobriu que Jaine estava em um lugar com outras pessoas, algo disparou nele.
E Nahtan e Beatriz? Eles foram mortos porque estavam no caminho, ou havia algo mais?
Isso ainda não está claro. A polícia não explicou. Pode ser que Nahtan tenha sido morto porque estava com Jaine, ou porque tentou intervir. Beatriz também. Mas a investigação está em sigilo. Não sabemos ainda.
Ele sobreviveu ao tiro que deu em si mesmo?
Sim, mas está em estado grave na UTI, respirando com aparelhos. Está vivo, mas muito ferido. Será julgado pelos crimes que cometeu.
A família de Jaine — como eles estão lidando com isso?
A irmã dela falou com a imprensa. Ela nunca havia conhecido Leonardo pessoalmente, mas sabia que ele era controlador. Agora ela perdeu a irmã. Três famílias foram destruídas em uma noite.
El Pulso
- Uma noite de bebidas entre amigos em uma propriedade rural terminou com três mortos espalhados por quilômetros de distância, em um rastro de violência que durou horas.
- O suspeito percorreu cerca de 12 quilômetros de carro para alcançar Jaine após já ter matado duas pessoas, revelando uma determinação fria e premeditada.
- A polícia aponta o ciúme como motivação central, mas a relação entre Nahtan e os demais envolvidos ainda não foi esclarecida, deixando lacunas críticas na investigação.
- Leonardo está internado em estado grave na UTI, preso em flagrante, enquanto o inquérito corre sob sigilo e respostas definitivas ainda tardão a chegar.
Na noite de 28 de julho, em uma fazenda no sul de Goiás, o ciúme transformou uma reunião entre amigos em uma das formas mais antigas e devastadoras de violência humana. Três vidas foram ceifadas — Jaine, Beatriz e Nahtan — enquanto o suspeito, Leonardo José de Araújo, sobreviveu apenas para enfrentar as consequências de seus próprios atos. O episódio em Goiatuba nos lembra que o controle e a possessividade, quando não reconhecidos como perigo, podem culminar em tragédias irreversíveis.
Na noite de 28 de julho, uma fazenda em Goiatuba, no sul de Goiás, foi palco de uma chacina que deixou três mortos e um suspeito internado em estado grave. Jaine Barbosa Chaves, de 29 anos, Beatriz Soares Souza, de 27, e Nahtan Campos, de 35, estavam juntos consumindo bebidas alcoólicas quando Leonardo José de Araújo chegou ao local. Ele matou Beatriz e Nahtan na casa de festas da propriedade e, em seguida, percorreu aproximadamente 12 quilômetros de carro até encontrar Jaine e atirar contra ela também. Depois, virou a arma contra si mesmo.
A Polícia Civil acredita que o crime foi motivado por ciúme. Leonardo e Jaine mantinham um relacionamento de cerca de dois anos, e ao descobrir que ela estava na fazenda com outras pessoas, ele agiu com violência extrema. Segundo a irmã de Jaine, Mileide Barbosa, o suspeito tinha comportamento controlador — monitorava constantemente os passos da companheira. Antes dos crimes, teria dito a alguém que não deixaria Jaine viva.
A morte de Jaine é investigada como feminicídio; as de Beatriz e Nahtan, como homicídios. Leonardo segue internado em estado grave na UTI do Hospital Estadual de Urgências em Goiânia. O inquérito corre sob sigilo, e a delegacia de Goiatuba prometeu divulgar detalhes apenas ao final das investigações. A relação de Nahtan com os demais envolvidos e as motivações exatas para todas as mortes ainda precisam ser esclarecidas.
Na noite de 28 de julho, três pessoas foram mortas em uma propriedade rural em Goiatuba, no sul de Goiás. O que começou como uma noite de bebidas entre amigos terminou em tragédia, com os corpos espalhados por quilômetros de distância — dois encontrados juntos em uma casa de festas, o terceiro descoberto dentro de um carro nas proximidades da sede da fazenda.
As vítimas eram Jaine Barbosa Chaves, de 29 anos; Beatriz Soares Souza, de 27 anos; e Nahtan Campos, de 35 anos. Jaine e Beatriz eram amigas. Segundo a reconstrução feita pela polícia, os três estavam consumindo bebidas alcoólicas quando Leonardo José de Araújo chegou ao local. Ele matou Beatriz e Nahtan ali mesmo, na casa de festas. Depois, percorreu aproximadamente 12 quilômetros de carro até encontrar Jaine e disparar contra ela também. Em seguida, virou a arma contra si mesmo.
Leonardo foi preso em flagrante e segue internado no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira, na capital. Está em estado grave, respirando com auxílio de aparelhos na Unidade de Tratamento Intensivo. A Polícia Civil acredita que o crime foi motivado por ciúme. De acordo com o delegado-geral André Ganga, Leonardo e Jaine mantinham um relacionamento havia aproximadamente dois anos. Quando ele descobriu que ela estava na fazenda com Beatriz e Nahtan, uma crise de ciúmes o levou ao crime.
A morte de Jaine está sendo investigada como feminicídio. As mortes de Beatriz e Nahtan são tratadas como homicídios. Segundo relato da irmã de Jaine, Mileide Barbosa, Leonardo tinha comportamento controlador — ligava constantemente para a vítima quando ela estava em Aparecida de Goiânia, onde a família mora, para saber seu paradeiro e com quem ela estava. Antes de cometer os crimes, Leonardo teria dito a alguém que não deixaria Jaine viva, mencionando que já havia matado duas pessoas e que tirar a vida dela seria "daqui para ali".
Ainda há questões em aberto. A polícia não esclareceu completamente qual era a relação entre Nahtan e os demais envolvidos — por que ele estava ali, se havia alguma ligação anterior com Leonardo ou com Jaine. A motivação exata para matar Beatriz e Nahtan também segue sob investigação. O delegado Patrick Carniel informou que o inquérito está sob sigilo e que detalhes serão divulgados apenas quando a investigação for concluída. A Delegacia de Polícia de Goiatuba emitirá uma nota ao final do processo.
Citas Notables
Estamos tratando a morte de Jaine como feminicídio e dos outros dois como homicídio. Jaine e Leonardo teriam um relacionamento há aproximadamente dois anos, e com essa crise de ciúmes que ele teve repentinamente, encontrou ela com Beatriz e Nahtan nesse rancho.— André Ganga, delegado-geral da Polícia Civil de Goiás
Ele sempre ligava para a irmã quando ela estava em Aparecida de Goiânia para saber onde e com quem ela estava.— Mileide Barbosa, irmã de Jaine