Após anos de atrito entre o Palácio do Planalto e o Centrão, a aproximação das eleições de 2026 trouxe o que a razão política não conseguiu: uma reconciliação pragmática. Partidos que flertavam com a oposição anunciaram neutralidade presidencial, e Hugo Motta, presidente da Câmara, declarou apoio à reeleição de Lula — sinalizando que, no Brasil, a lógica do poder raramente é ideológica, mas sempre é eleitoral. O que parecia um rompimento irreversível revela-se, mais uma vez, apenas uma pausa na dança permanente entre governo e Congresso.
Centrão muda de tom: de críticas a Lula para apoio à reeleição
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