Em São Paulo, no dia 9 de outubro, a revista CLAUDIA reuniu médicas, especialistas e mulheres em tratamento para discutir o que raramente se nomeia nas salas de espera: o que acontece com a identidade, a autoestima e o desejo de viver quando o diagnóstico de câncer de mama chega. O evento Casa Clã MAMA 2026 partiu de uma premissa simples e profunda — o tratamento é um capítulo, não a história inteira. Em um momento em que o corpo se torna o centro de tudo, a conversa lembrou que a mulher que o habita permanece.
Casa Clã Mama 2026: especialistas debatem autoestima durante tratamento do câncer
O tratamento não define quem você é
O que exatamente foi discutido nesse evento? Parece ter sido mais do que apenas informações médicas.
Sim. Foram especialistas e mulheres em tratamento conversando sobre o que ninguém fala — como você continua sendo você quando seu corpo muda, quando cai cabelo, quando tudo dói. Como você mantém a vida acontecendo.
Mas quem estava lá? Quantas mulheres? Quantas pessoas no público? O texto não deixa claro se foi um evento grande ou pequeno.
Boa pergunta. O texto não especifica números. Sabemos que havia a Dra. Fabiana Makdissi, Sara Roberta, Stefanni Gonçalves, Lorice Scalise, e Helena Galante mediando. Mas não temos dados sobre quantas mulheres em tratamento participaram.
E qual foi o ponto mais importante que saiu de lá?
Que o tratamento não define quem você é. Que é possível continuar vivendo, mantendo atividades que trazem prazer, desde que você respeite o que o médico diz e adapte sua rotina.
Mas isso é fácil de dizer. O texto menciona queda de cabelo, dores, ansiedade. Essas coisas não desaparecem porque alguém disse que você pode continuar vivendo.
Verdade. Por isso o acompanhamento psicológico foi tão enfatizado. Não é sobre ignorar a dificuldade. É sobre ter suporte para lidar com ela enquanto você segue em frente.
E aquele alerta que Lorice Scalise fez sobre falta de cuidado?
Ela apontou que hospitais e a indústria farmacêutica não estão cuidando bem das mulheres durante o tratamento. Não entrou em detalhes, mas deixou claro que há uma lacuna.
Exatamente — não entrou em detalhes. Que tipo de falta de cuidado? Falta de informação? Falta de suporte emocional? Falta de medicamentos? O texto não especifica.
Não especifica mesmo. É um alerta levantado, mas não desenvolvido. Fica como uma questão em aberto.
Então o que sai daqui é que as mulheres precisam de mais do que tratamento médico — precisam de apoio psicológico e de instituições que realmente as cuidem?
Isso. E precisam saber que continuar vivendo durante o tratamento não é apenas possível — é necessário.
El Pulso
- O diagnóstico de câncer de mama reorganiza a vida de uma mulher em questão de dias: a agenda passa a ser médica, o corpo passa a ser monitorado, e a ansiedade ocupa os espaços que antes pertenciam à rotina.
- A queda de cabelo, as dores e as mudanças na aparência chegam juntas, e com elas a ameaça silenciosa de que a doença passe a definir quem se é — um risco tão real quanto os físicos.
- Especialistas e pacientes defenderam que manter atividades prazerosas, preservar relações afetivas e cuidar da própria imagem não é vaidade, mas um ato de resistência e continuidade de si mesma.
- A criadora de conteúdo Stefanni Gonçalves sintetizou o espírito do debate com uma frase direta: 'Eu não vou morrer. Se existe tratamento, eu vou viver!' — uma recusa em deixar que a dificuldade seja tudo.
- Um alerta grave emergiu do evento: hospitais e indústria farmacêutica ainda falham no cuidado integral das mulheres durante o tratamento, enquanto elas próprias aprendem a continuar vivendo.
- O acompanhamento psicológico foi unanimemente apontado como necessidade — não luxo — em um momento em que as inseguranças se multiplicam e a vida precisa ser reinventada.
Em São Paulo, no dia 9 de outubro, a revista CLAUDIA reuniu médicas, especialistas e mulheres em tratamento para discutir o que raramente se nomeia nas salas de espera: o que acontece com a identidade, a autoestima e o desejo de viver quando o diagnóstico de câncer de mama chega. O evento Casa Clã MAMA 2026 partiu de uma premissa simples e profunda — o tratamento é um capítulo, não a história inteira. Em um momento em que o corpo se torna o centro de tudo, a conversa lembrou que a mulher que o habita permanece.
Na sexta-feira 9 de outubro, a revista CLAUDIA promoveu em São Paulo o Casa Clã MAMA 2026, reunindo médicas, consultoras e mulheres que vivem o tratamento do câncer de mama para debater um tema que raramente ocupa espaço nas salas de espera: o que acontece com a autoestima, a rotina e o senso de identidade quando o diagnóstico chega.
Durante o talk 'Continuar vivendo durante o tratamento', mediado por Helena Galante, diretora de núcleo de CLAUDIA, os desafios físicos e emocionais ganharam nome e rosto. A Dra. Fabiana Makdissi trouxe uma perspectiva central: o tratamento é um capítulo na história de uma mulher, não a história inteira. Ela compartilhou como uma de suas pacientes conseguiu explorar novas versões de si mesma durante o processo — apontando para a possibilidade de continuar sendo quem se é, mesmo quando o corpo está em transformação.
Sara Roberta, consultora de imagem, reforçou que olhar para si nesses momentos é um ato de cuidado, não de vaidade. É possível manter atividades prazerosas e preservar relações afetivas — desde que as orientações médicas sejam respeitadas e a rotina seja adaptada. A criadora de conteúdo Stefanni Gonçalves resumiu a força necessária com uma frase direta: 'Eu não vou morrer. Se existe tratamento, eu vou viver!' — não uma negação da dificuldade, mas uma recusa em deixar que ela seja tudo.
Lorice Scalise, presidente da Roche Farma Brasil, levantou um alerta que ficou em suspenso: há uma falta de cuidado com as mulheres durante o tratamento, tanto por parte dos hospitais quanto da indústria farmacêutica. Enquanto as pacientes aprendem a continuar vivendo, as instituições ainda não aprenderam a cuidar delas completamente.
Todos os participantes convergiram em um ponto: o acompanhamento psicológico é aliado essencial, não luxo. O que o evento deixou claro é que tratar o câncer de mama não é apenas uma questão médica — é uma questão de como uma mulher segue sendo mulher enquanto seu corpo passa por algo que nenhuma escolheria.
Na sexta-feira 9 de outubro, a revista CLAUDIA reuniu médicas, consultoras e mulheres que vivem o tratamento do câncer de mama em um debate sobre como manter a vida enquanto se enfrenta a doença. O evento, chamado Casa Clã MAMA 2026, aconteceu em São Paulo e trouxe à conversa um tema que raramente ocupa espaço nas salas de espera: o que acontece com a autoestima, a rotina e o senso de identidade quando o diagnóstico chega.
Quando uma mulher recebe o diagnóstico de câncer de mama, tudo muda de repente. Os consultórios médicos passam a dominar a agenda. As prioridades se reorganizam. O corpo, que era apenas o corpo, vira o corpo que está sendo tratado. A queda de cabelo, as dores, as mudanças na aparência — tudo isso chega junto com a ansiedade e a incerteza. Durante o talk "Continuar vivendo durante o tratamento", mediado por Helena Galante, diretora de núcleo de CLAUDIA, esses desafios ganharam nome e rosto.
A Dra. Fabiana Makdissi trouxe uma perspectiva importante: o tratamento é um capítulo na história de uma mulher, não a história inteira. Ela contou como uma de suas pacientes, com sua leveza diante da doença, conseguiu explorar novas versões de si mesma durante o processo. Essa observação ressoa porque aponta para algo que se perde facilmente — a possibilidade de continuar sendo quem se é, mesmo quando o corpo está em transformação.
Sara Roberta, consultora de imagem, reforçou que olhar para si durante esses momentos é um ato de cuidado, não de vaidade. Ela destacou a importância de se cercar de pessoas que também buscam evolução, física e emocional. E deixou claro: é possível manter atividades que trazem prazer, preservar relações afetivas, continuar vivendo — desde que as orientações médicas sejam respeitadas e a rotina seja adaptada às novas realidades do corpo.
A criadora de conteúdo Stefanni Gonçalves trouxe uma afirmação que resume a força necessária: "Eu não vou morrer. Se existe tratamento, eu vou viver!". Essa frase carrega o sentimento de renascimento que muitas vezes acompanha o aprendizado que a doença traz consigo. Não é negação da dificuldade — é recusa em deixar que a dificuldade seja tudo.
Lorice Scalise, presidente da Roche Farma Brasil, levantou um alerta que não pode ser ignorado: há uma falta de cuidado com as mulheres durante o tratamento, tanto por parte dos hospitais quanto da indústria farmacêutica. Esse é o ponto que fica em suspenso — enquanto as mulheres aprendem a continuar vivendo, as instituições ainda não aprenderam a cuidar delas completamente.
Todos os participantes reforçaram algo que deveria ser óbvio mas não é: o acompanhamento psicológico é um aliado essencial. Em um momento tão delicado, quando as inseguranças se multiplicam e a vida pessoal se reorganiza, ter alguém para conversar não é luxo — é necessidade. O que fica claro é que o tratamento do câncer de mama não é apenas uma questão médica. É uma questão de como uma mulher segue sendo mulher, seguindo vivendo, enquanto seu corpo passa por algo que nenhuma mulher escolheria.
Citas Notables
Eu não vou morrer. Se existe tratamento, eu vou viver!— Stefanni Gonçalves, criadora de conteúdo
É possível manter atividades prazerosas e relações afetivas durante o tratamento, desde que as orientações médicas sejam respeitadas e a rotina seja adaptada— Sara Roberta, consultora de imagem