Numa era em que a confiança nos sistemas tecnológicos é cada vez mais explorada como vulnerabilidade, criminosos conseguiram reproduzir o número oficial do Santander nos ecrãs das vítimas, tornando quase indistinguível o legítimo do fraudulento. Um leitor da JM Madeira, ao receber uma dessas chamadas, teve a serenidade de questionar — e ao fazê-lo, revelou uma ameaça que o próprio banco confirmou ser real. O episódio lembra-nos que a aparência de legitimidade nunca substituiu a prudência, e que a tecnologia, quando usada para imitar a confiança, exige de nós uma vigilância ainda mais atenta.
Burlões usam número oficial do Santander para enganar clientes
O número apresentado correspondia ao contacto oficial do Santander
Como é que os criminosos conseguem fazer aparecer o número oficial do banco no telefone das vítimas?
Essa é a pergunta que fica em aberto. O banco confirmou que o número apresentado era realmente o seu contacto oficial, mas não explicou o mecanismo exato. Pode ser spoofing de número, uma técnica conhecida, mas os detalhes técnicos não foram divulgados.
Exatamente. Sabemos que aconteceu, sabemos que o banco confirmou, mas não sabemos como. Isso é importante porque afeta a forma como as pessoas devem proteger-se.
E quanto ao treino destes burlões? O leitor disse que aceitaram gravar a chamada sem hesitação.
Sim, isso sugere que não são amadores. Alguém que está a fazer isto regularmente sabe como agir, como responder, como manter a conversa credível. O facto de aceitarem a gravação sem "pestanejar" indica que têm respostas preparadas.
Mas também pode significar que simplesmente não se importam com a gravação porque sabem que é difícil rastrear-los. Não sabemos realmente qual é o nível de sofisticação aqui.
O que devem fazer os clientes para se proteger?
O Santander é claro: nunca fornecer dados bancários, códigos de segurança ou NIB, mesmo quando a chamada aparenta ser do banco. E agora sabemos que o identificador de chamada não é suficiente para confirmar a legitimidade.
Mas isso deixa os clientes numa posição difícil. Se o banco os contacta legitimamente, como é que eles sabem? A resposta prática é: não devem responder a pedidos de dados sensíveis em chamadas recebidas. Devem desligar e contactar o banco diretamente.
Isto é novo ou é uma tendência que está a crescer?
O JM reporta isto como "uma nova modalidade de fraude", o que sugere que é recente ou está a ganhar prevalência. Mas não temos números sobre quantos casos houve.
Exatamente. Sabemos que aconteceu pelo menos uma vez, que o banco confirmou, e que o Santander está a alertar. Mas não sabemos se isto é um incidente isolado ou se há dezenas de vítimas.
Der Puls
- Burlões altamente treinados estão a usar spoofing de número para fazer o contacto oficial do Santander aparecer no ecrã das vítimas, tornando a fraude quase impossível de detetar à primeira vista.
- Um leitor da JM Madeira recebeu uma dessas chamadas e, desconfiado, testou os impostores — ao revelar que não era sequer cliente do banco, a chamada terminou de imediato.
- O banco confirmou ao leitor que o número apresentado era genuinamente o seu contacto oficial, validando a sofisticação e a escala do esquema em curso.
- Fontes policiais alertam que o identificador de chamada pode ser manipulado, e que os criminosos estão cada vez mais preparados para explorar a confiança depositada neste sistema.
- O Santander reforça o aviso: nenhum dado bancário, código de segurança ou NIB/IBAN deve ser partilhado ao telefone, mesmo que a chamada aparente vir do próprio banco.
Numa era em que a confiança nos sistemas tecnológicos é cada vez mais explorada como vulnerabilidade, criminosos conseguiram reproduzir o número oficial do Santander nos ecrãs das vítimas, tornando quase indistinguível o legítimo do fraudulento. Um leitor da JM Madeira, ao receber uma dessas chamadas, teve a serenidade de questionar — e ao fazê-lo, revelou uma ameaça que o próprio banco confirmou ser real. O episódio lembra-nos que a aparência de legitimidade nunca substituiu a prudência, e que a tecnologia, quando usada para imitar a confiança, exige de nós uma vigilância ainda mais atenta.
Uma nova modalidade de fraude bancária está a circular em Portugal, e desta vez os criminosos conseguiram um feito particularmente perturbador: fazer o número oficial do Santander aparecer no ecrã do telefone das vítimas. Os burlões apresentam-se como operadores do banco, solicitam confirmação de transferências e dados sensíveis — tudo enquanto o identificador de chamada exibe o contacto legítimo da instituição.
O esquema veio a público através de um leitor da JM Madeira que, numa quarta-feira, recebeu uma chamada de uma mulher que se identificava como operadora do Santander. Algo na conversa gerou desconfiança. O leitor pediu que a chamada fosse gravada — e a interlocutora aceitou sem hesitar, revelando um nível de preparação considerável. Pouco depois, o leitor revelou que não era sequer cliente do banco. A chamada terminou de imediato.
O que se seguiu é o que torna o caso verdadeiramente alarmante: ao verificar o número de onde tinha sido contactado, o leitor descobriu que correspondia exatamente ao contacto oficial do Santander. Quando confrontou o banco, a instituição confirmou a situação, reconhecendo que existem casos em que criminosos conseguem fazer surgir o nome e o número do banco no ecrã das vítimas.
Este tipo de ataque — conhecido como spoofing de número — representa uma escalada na sofisticação das fraudes. O objetivo mantém-se: obter dados bancários, códigos de segurança ou IBAN para aceder a contas e retirar fundos. Em resposta, o Santander reforçou os seus avisos, sublinhando que nenhum dado confidencial deve ser partilhado ao telefone, independentemente de quem aparente estar do outro lado. Fontes policiais confirmaram à JM que o identificador de chamada pode ser enganado — e que os criminosos estão cada vez mais preparados para explorar a confiança que os clientes depositam nesse sistema.
Uma nova forma de fraude bancária está em circulação, e desta vez os criminosos conseguiram algo particularmente sofisticado: fazer o número oficial do Santander aparecer no telefone das suas vítimas. A modalidade envolve golpistas que se apresentam como operadores do banco, pedindo confirmação de transferências e dados sensíveis — tudo enquanto o identificador de chamada exibe o contacto legítimo da instituição.
O caso veio à tona quando um leitor do JM Madeira recebeu uma chamada numa quarta-feira. Do outro lado, uma mulher que se identificava como operadora do Santander solicitava confirmação de uma transferência bancária. Algo na conversa despertou a desconfiança do homem. Ele pediu que a chamada fosse gravada — um teste simples para avaliar se estava realmente a falar com o banco. A resposta foi instantânea e sem hesitação: a interlocutora aceitou o pedido sem qualquer objeção, o que sugere um nível de preparação e treino considerável entre os burlões. Depois de algumas perguntas iniciais, o leitor decidiu revelar a verdade: não era sequer cliente do Santander. A chamada terminou imediatamente.
Mas o que aconteceu a seguir é o que torna este caso verdadeiramente preocupante. Por curiosidade, o homem verificou o número a partir do qual tinha sido contactado. O resultado foi surpreendente: o identificador de chamada mostrava exatamente o número oficial do Santander. Quando contactou o banco para confirmar, a instituição reconheceu a situação. Explicaram-lhe que existem casos em que os criminosos conseguem fazer surgir o nome e o número do banco no ecrã do telefone das vítimas — embora o mecanismo exato de como conseguem reproduzir ou apresentar este contacto oficial permaneça por esclarecer.
Este tipo de ataque, conhecido como spoofing de número, representa uma escalada na sofisticação das fraudes bancárias. Não se trata apenas de criminosos que fingem ser do banco; trata-se de criminosos que conseguem contornar os sistemas de identificação de chamadas para que o seu contacto apareça como legítimo. O objetivo permanece o mesmo: obter dados bancários, códigos de segurança, NIB ou IBAN das vítimas para aceder às suas contas e retirar fundos.
Em resposta, o Santander reforçou os seus avisos aos clientes. A instituição insiste que nenhum dado bancário confidencial deve ser fornecido a terceiros, independentemente de quem aparente estar do outro lado da linha — mesmo que o contacto pareça vir do próprio banco. Importa notar que a apresentação do número oficial de uma instituição no ecrã do telefone não é, por si só, garantia de que a chamada seja legítima. Fontes policiais confirmaram esta realidade ao JM: o identificador de chamada pode ser enganado, e os criminosos estão cada vez mais preparados para explorar a confiança que os clientes depositam neste sistema de verificação.
Bemerkenswerte Zitate
Os clientes não devem fornecer dados bancários, códigos de segurança, NIB/IBAN ou outros elementos confidenciais, mesmo quando o contacto aparenta ser feito pelo próprio banco— Santander
A apresentação do número oficial de uma instituição no ecrã do telefone não garante, por si só, que a chamada seja legítima— Fonte policial