Brasileira Veronyka Gimenes entra na lista dos 100 mais influentes em IA da Time

Veronyka Gimenes sofreu ataques de ódio na internet após um podcast viralizar, o que motivou a criação da ferramenta TybyrIA para proteger pessoas LGBTQIA+ contra discurso de ódio.
Transformou ataques pessoais em defesa coletiva através da tecnologia
Gimenes criou o TybyrIA após sofrer violência digital, ferramenta agora usada em ação judicial contra grandes plataformas.
Mark

Por que Veronyka Gimenes merecia estar nessa lista? O que ela fez que a Time considerou tão importante?

Mimi

Ela criou ferramentas e espaços para proteger pessoas LGBTQIA+ contra ódio na internet usando inteligência artificial. Não é apenas teoria — ela sofreu ataques pessoais e transformou isso em ação concreta.

Luke

Mas a lista da Time tem centenas de nomes possíveis. Como sabemos que ela foi selecionada por mérito técnico e não por representatividade? A publicação explica os critérios?

Mimi

A Time não divulga critérios detalhados. O que sabemos é que ela está na categoria Pensadores, junto com pesquisadores de universidades de ponta e líderes de institutos de IA.

Mark

E o TybyrIA — essa ferramenta realmente funciona? Há dados sobre efetividade?

Mimi

A ferramenta foi usada para coletar evidências em uma ação judicial contra Meta, Google, X e ByteDance. Isso sugere que tem aplicação prática, mas a reportagem não traz números sobre taxa de detecção ou precisão.

Luke

Exatamente. Sabemos que ela foi usada em um processo, mas não sabemos se a ferramenta é tecnicamente sofisticada ou se simplesmente ajudou a documentar casos. São coisas diferentes.

Mark

E quanto ao Código Não Binário? É uma organização estabelecida ou ainda está crescendo?

Mimi

Oferece cursos online sobre como usar IA para comunidades marginalizadas. Parece estar operacional, mas a reportagem não traz números de alcance ou impacto mensurável.

Luke

Isso é um ponto fraco. Sabemos que existe, mas não sabemos o tamanho real da influência. A seleção da Time pode estar reconhecendo uma pessoa cujo trabalho é importante mas ainda em estágio inicial.

Mark

Então o que torna essa história significativa para o Brasil?

Mimi

É a primeira vez que um brasileiro entra nessa lista específica da Time sobre IA. E não é alguém de uma grande empresa — é alguém trabalhando em direitos humanos e inclusão.

Luke

Mas precisamos ser claros: é uma lista de cem pessoas. Não é o topo dez. Não é o topo cinquenta. É cem. Isso importa para contextualizar o nível de reconhecimento.

  • Veronyka Gimenes é a única brasileira na lista da Time dos 100 mais influentes em IA, classificada entre os Pensadores ao lado de nomes como Fei-Fei Li e Ilya Sutskever.
  • A ferramenta TybyrIA nasceu de uma ferida real: após sofrer ataques de ódio intensos quando um podcast viralizou, Gimenes transformou a violência vivida em tecnologia de defesa para comunidades LGBTQIA+.
  • O TybyrIA já foi usado como base de evidências em uma ação judicial de 20 milhões de dólares contra Meta, Google, X e ByteDance, pressionando as plataformas a conter ataques sistemáticos.
  • Pelo Código Não Binário, Gimenes ensina comunidades marginalizadas a usar IA como ferramenta de emancipação, mantendo um curso online dedicado a essa aplicação.
  • A presença de Gimenes na lista sinaliza uma inflexão no debate global sobre IA: direitos humanos, inclusão e proteção de grupos vulneráveis passam a ocupar espaço estratégico no setor.

Em um campo dominado por executivos e pesquisadores de grandes centros tecnológicos, a brasileira Veronyka Gimenes emerge como voz singular na lista anual da Time sobre as cem pessoas mais influentes em inteligência artificial. Cofundadora do Código Não Binário e criadora do TybyrIA — ferramenta que detecta discurso de ódio contra pessoas LGBTQIA+ —, Gimenes transforma experiências de violência digital em instrumentos de proteção coletiva. Seu reconhecimento internacional sugere que a conversa sobre IA está, lentamente, ampliando seu horizonte para além da inovação técnica, alcançando as margens onde os danos e as esperanças são mais urgentes.

A revista Time divulgou sua lista anual das cem pessoas mais influentes em inteligência artificial, e o Brasil marcou presença por meio de Veronyka Gimenes, cofundadora e diretora institucional do Código Não Binário. Conhecida nas redes como Trava Hacker, ela se define como uma hacker da tecnologia e da sociedade — alguém que atua nas brechas do sistema para abrir espaço a quem historicamente foi excluído. Na lista, que não estabelece ranking entre os selecionados, Gimenes aparece na categoria Pensadores, ao lado de figuras como Fei-Fei Li e Ilya Sutskever.

O reconhecimento tem raízes em uma experiência dolorosa. Em 2025, após um trecho de podcast no qual participava viralizar e desencadear uma onda de ataques contra ela, Gimenes canalizou a violência sofrida em criação: junto com Amanda Claro, desenvolveu o TybyrIA, modelo de IA de código aberto capaz de identificar discurso de ódio direcionado a pessoas LGBTQIA+ na internet. A ferramenta não ficou restrita ao campo técnico — foi usada para reunir evidências em uma ação judicial contra Meta, Google, X e ByteDance, que busca indenização de 20 milhões de dólares e medidas concretas de proteção nas plataformas.

Além de criar, Gimenes ensina. O Código Não Binário mantém um curso online sobre como usar inteligência artificial em benefício de comunidades marginalizadas, traduzindo tecnologia complexa em instrumento acessível de resistência. A lista da Time, que reúne também nomes como Elon Musk, Sam Altman e Paris Hilton, reflete uma transformação gradual no modo como o setor de IA é compreendido: não apenas como fronteira de inovação, mas como território onde escolhas técnicas têm consequências humanas profundas.

A revista Time divulgou nesta quinta-feira sua lista anual das cem pessoas mais influentes no setor de inteligência artificial, e entre os nomes selecionados está uma brasileira: Veronyka Gimenes, cofundadora e diretora institucional do Código Não Binário. Ela é a única representante do Brasil na publicação.

Gimenes, que usa o nome "Trava Hacker" nas redes sociais, descreve-se como uma hacker da tecnologia e da sociedade. Seu trabalho centra-se em criar espaços para comunidades marginalizadas dentro do universo tecnológico. O Código Não Binário, organização que cofundou, dedica-se à diversidade, equidade e inclusão de grupos historicamente excluídos do setor. A seleção da Time não apresenta ranking entre os nomes — todos estão em pé de igualdade — mas os classifica em quatro categorias: Líderes, Inovadores, Formadores e Pensadores. Gimenes aparece na categoria Pensadores, ao lado de figuras como Fei-Fei Li, cofundadora do Stanford Institute for Human-Centered AI, e Ilya Sutskever, cofundador da Safe Superintelligence.

O reconhecimento internacional chega após um trabalho concreto de defesa contra o discurso de ódio. Em 2025, Gimenes e Amanda Claro, também integrante do Código Não Binário, desenvolveram o TybyrIA, um modelo de inteligência artificial de código aberto capaz de identificar discurso de ódio direcionado a pessoas LGBTQIA+ na internet. A ferramenta nasceu de uma experiência pessoal: após um trecho de um podcast no qual Gimenes participava viralizar nas redes sociais, ela sofreu ataques intensos. Aquele episódio de violência digital transformou-se em combustível para criar uma solução tecnológica.

O TybyrIA foi utilizado para coletar evidências que embasaram uma ação judicial contra Meta, Google, X e ByteDance, a empresa responsável pelo TikTok. O processo busca uma indenização de vinte milhões de dólares, além de medidas concretas para conter os ataques contra pessoas LGBTQIA+ nas plataformas. Depois de desenvolver a ferramenta, Gimenes dedicou-se a ensinar como usar inteligência artificial em benefício de grupos e comunidades marginalizadas. O Código Não Binário mantém um curso online sobre esse tipo de aplicação da tecnologia.

A lista da Time inclui nomes como Elon Musk, Sam Altman e Dario Amodei entre os Líderes, e Ben Affleck, ator e fundador da startup InterPositive, entre os Inovadores. Paris Hilton aparece na categoria Formadores pelo seu ativismo contra deepfakes, mesma categoria onde Gimenes foi reconhecida — embora a publicação a tenha colocado entre os Pensadores. O reconhecimento reflete uma mudança no modo como a indústria de inteligência artificial é pensada: não apenas como um campo de inovação tecnológica pura, mas como um espaço onde questões de direitos humanos, inclusão e proteção de grupos vulneráveis ganham relevância estratégica.

Descreve-se como uma hacker da tecnologia e da sociedade
— Veronyka Gimenes, sobre sua atuação profissional
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