Em Ancara, a seleção brasileira feminina de vôlei confirmou mais uma vez sua consistência histórica ao derrotar o Japão por 3 sets a 1, garantindo sua 14ª classificação consecutiva às semifinais da Liga das Nações. A vitória não foi tranquila — ela foi conquistada à força, contra uma defesa japonesa paciente que soube explorar a inexperiência de um time jovem. No esporte, como na vida, a maturidade muitas vezes se revela não na ausência de erros, mas na capacidade de superá-los.
Brasil vence Japão em duelo tenso e avança à semifinal da Liga das Nações
O bloqueio compensou: 16 pontos do Brasil contra apenas 6 das rivais
Como uma seleção tão jovem consegue vencer um time tão defensivo quanto o Japão em um jogo dessa importância?
O Brasil sofreu muito nos primeiros sets justamente porque a defesa japonesa é excelente e o time era jovem demais. Mas o bloqueio brasileiro foi a diferença — 16 pontos contra 6 do Japão. No quarto set, quando Carol entrou, tudo mudou.
Mas Carol não estava jogando antes? Por que Macris a deixou fora dos primeiros sets se ela fez tanta diferença?
Não sabemos exatamente a estratégia dele. O que vemos é que ele usou pouco o elenco, mantendo Rosamaria apenas para saques. Pode ter sido uma questão de confiança nas titulares ou de leitura do jogo.
Julia Kudiess fez apenas um ponto de ataque em toda a partida?
Sim, o primeiro dela veio no último ponto do jogo, quando Rosamaria entrou para sacar. Ela é uma jogadora de 19 anos em sua primeira partida importante dessa magnitude.
Isso é preocupante ou normal para uma estreante?
Difícil dizer sem conhecer seu histórico. Mas Gabi, que é mais experiente, fez 23 pontos. A questão é se Kudiess vai evoluir ou se foi apenas um jogo difícil.
E agora? Os EUA são realmente favoritos?
Sim, elas venceram o Brasil na final olímpica de Tóquio e tiveram a melhor campanha da fase de classificação. Se o Brasil as enfrentar, será praticamente uma final antecipada.
Mas o Brasil já venceu os EUA antes?
A reportagem não menciona isso. Sabemos apenas que as americanas venceram em Tóquio e que são favoritas agora.
Der Puls
- Com quatro titulares estreando em jogo de alto nível, o Brasil cometeu 13 erros no primeiro set e viu o Japão abrir 21 a 14 — a partida parecia escapar antes mesmo de começar.
- O saque de Gabi funcionou como fio condutor da reação: sete pontos consecutivos reverteram o placar e salvaram o primeiro set em 29 a 27, após desperdiçar quatro set points.
- O terceiro set foi o mais doloroso — erros de recepção, desafios queimados em lances corretos e cinco pontos seguidos do Japão entregaram a parcial por 25 a 20.
- No quarto set, Carol entrou em quadra e o Brasil finalmente mostrou seu potencial: domínio no bloqueio (16 a 6 na partida) e placar folgado de 25 a 14 selaram a classificação.
- A semifinal de sábado deve colocar o Brasil diante dos Estados Unidos — favoritos ao título e algoz na final olímpica de Tóquio —, tornando o confronto uma possível final antecipada.
Em Ancara, a seleção brasileira feminina de vôlei confirmou mais uma vez sua consistência histórica ao derrotar o Japão por 3 sets a 1, garantindo sua 14ª classificação consecutiva às semifinais da Liga das Nações. A vitória não foi tranquila — ela foi conquistada à força, contra uma defesa japonesa paciente que soube explorar a inexperiência de um time jovem. No esporte, como na vida, a maturidade muitas vezes se revela não na ausência de erros, mas na capacidade de superá-los.
A seleção brasileira feminina de vôlei avançou às semifinais da Liga das Nações pela 14ª vez consecutiva ao derrotar o Japão por 3 sets a 1 em Ancara, com parciais de 29/27, 28/26, 20/25 e 25/14. A vitória, porém, exigiu muito mais do que o placar final sugere.
O jogo começou caótico. Com quatro jovens titulares em sua primeira partida de peso — Julia Kudiess, Julia Bergmann, Kisy e Natinha —, o Brasil acumulou 13 erros no primeiro set e viu o Japão abrir 21 a 14. A escola defensiva japonesa não precisava atacar: bastava devolver a bola e esperar pelos equívocos adversários. Foi o saque de Gabi que virou o jogo, com uma sequência de sete pontos que empatou e depois fechou o set em 29 a 27, após desperdiçar quatro set points.
O segundo set trouxe mais concentração e menos erros. O Brasil abriu vantagem, o Japão empatou em 21 a 21, e um desafio japonês bem-sucedido complicou o fechamento — mas a seleção resistiu e venceu por 28 a 26. O terceiro set foi o mais frustrante: Carol e Kudiess pouco acionadas, erros voltando a pesar, desafios queimados em lances corretos e cinco pontos seguidos do Japão no fim entregaram a parcial por 25 a 20.
O quarto set revelou o Brasil que se esperava. Com Carol em quadra e o bloqueio funcionando — 16 pontos contra apenas 6 do Japão na partida inteira —, a seleção dominou e fechou em 25 a 14. O primeiro ponto de ataque de Kudiess no jogo encerrou a partida. Gabi terminou como maior pontuadora com 23, seguida por Kisy (20) e Bergmann (17).
A semifinal está marcada para sábado, provavelmente contra os Estados Unidos — favoritos ao título, vencedores da final olímpica de Tóquio e líderes da fase de classificação. O confronto promete ser, na prática, uma final antecipada.
A seleção brasileira feminina de vôlei avançou às semifinais da Liga das Nações pela 14ª vez consecutiva nesta quarta-feira, derrotando o Japão em Ancara por 3 sets a 1, com parciais de 29/27, 28/26, 20/25 e 25/14. A vitória veio após um confronto árduo contra a defesa asiática, que forçou o Brasil a sofrer especialmente nos três primeiros sets antes de dominar completamente o quarto.
O jogo começou caótico para o Brasil. Com quatro jogadoras titulares em sua primeira partida de tamanha importância — Julia Kudiess (19 anos), Julia Bergmann (21), Kisy (22) e Natinha (25) — a seleção cometeu 13 erros apenas no primeiro set, entregando pontos gratuitos ao Japão. O time asiático, seguindo sua escola defensiva tradicional, pouco precisava atacar; bastava devolver a bola e esperar pelos equívocos brasileiros. Quando o placar chegou a 21 a 14 para o Japão, a partida parecia perdida. Mas no saque de Gabi, o Brasil conquistou uma sequência extraordinária de sete pontos, empatando o jogo. A disputa se estendeu até que o Brasil fechasse em 29 a 27, desperdiçando quatro set points no caminho.
O segundo set mostrou uma seleção mais concentrada. Os erros diminuíram significativamente e o saque de Gabi, que funciona como bola de segurança sob o comando do técnico Macris, começou a ser mais tático, colocando mais bolas no chão. O Brasil abriu três pontos de vantagem, mas o Japão novamente empatou em 21 a 21. Quando o Brasil comemorava 26 a 24, um desafio japonês revisou uma marcação dos árbitros, e a seleção precisou trabalhar mais para fechar em 28 a 26.
O terceiro set foi o mais frustrante. Com Carol e Julia Kudiess pouco acionadas por Macris, o Brasil ficou atrás do Japão praticamente o tempo todo. A seleção chegou a empatar em 20 a 20 quando Zé Roberto apostou em Rosamaria para sacar, mas os erros voltaram a pesar. Gabi cometeu um erro de recepção que voltou para o lado japonês, e Zé Roberto queimou seus dois desafios em lances onde a arbitragem acertou, deixando-o sem recursos para questionar uma marcação que parecia errada a favor do Japão no 24º ponto. Desatenta, a seleção levou cinco pontos seguidos e perdeu o set por 25 a 20.
O quarto set finalmente revelou o Brasil dominante que se esperava. Carol entrou na partida com a confiança de Macris, e o bloqueio funcionou ainda melhor, especialmente com as centrais. O Brasil marcou 16 pontos no bloqueio durante toda a partida, contra apenas seis do Japão — a diferença que decidiu o confronto. Quando Rosamaria entrou para sacar, o Brasil chegou aos 24 pontos e matou a partida com o primeiro ponto de ataque de Julia Kudiess, que havia passado praticamente todo o jogo sem conseguir finalizar.
Gabi foi a principal pontuadora brasileira com 23 pontos, seguida por Kisy (20) e Julia Bergmann (17). Diferente de sua atuação na fase de classificação, Zé Roberto usou pouco o elenco, mantendo Rosamaria apenas para saques e usando pontualmente a inversão com Roberta e Lorenne.
A semifinal do Brasil está marcada para sábado, provavelmente às 9 horas, contra o vencedor do duelo entre Estados Unidos e Sérvia, que jogam nesta quarta às 12h30. As americanas são naturalmente favoritas ao título em Ancara, tendo vencido a final olímpica de Tóquio contra o Brasil e apresentado a melhor campanha na fase de classificação. Se confirmado, o confronto pode funcionar como uma final antecipada, forçada pela estrutura do torneio que colocou a Turquia, anfitriã com a sétima melhor campanha, como primeira cabeça de chave.
Bemerkenswerte Zitate
Gabi fechou a partida como principal pontuadora pelo Brasil, com 23 pontos— Dados da partida