Na noite de terça-feira, quase vinte mil torcedores transformaram um amistoso na Neo Química Arena em algo próximo de uma final, devolvendo à seleção brasileira feminina uma energia que o futebol feminino raramente encontra em solo nacional. A vitória por 2 a 1 sobre o Canadá — revanche simbólica pelas eliminações recentes — não foi apenas um resultado esportivo, mas uma demonstração de que o apoio popular pode ser, ele mesmo, um agente de transformação. O Brasil que venceu em campo foi, em parte, construído pelas vozes que não pararam de empurrar do primeiro ao último minuto.
Brasil feminino vence Canadá com apoio de 20 mil torcedores na Neo Química Arena
A energia da torcida fez total diferença
Por que esse jogo contra o Canadá foi tão importante? Parecia um amistoso comum.
Não era comum. Era revanche — o Brasil havia perdido para o Canadá nas Olimpíadas de Tóquio e também na semana anterior. Mas o que realmente mudou foi a torcida. Quase vinte mil pessoas criaram um clima que as jogadoras raramente sentem.
Espera — é um amistoso preparatório. A importância é real ou é só porque a torcida lotou o estádio?
As duas coisas. Sim, é preparação para a Finalíssima e a Copa do Mundo. Mas as jogadoras mesmas disseram que aquela energia fez diferença no resultado.
Como assim diferença no resultado? O Brasil venceu 2 a 1. Isso é mérito das jogadoras ou da torcida?
Boa pergunta. A fonte não diz que a torcida marcou gols. Bia Zaneratto marcou, Ana Vitória marcou. O que a torcida fez foi criar um ambiente.
Exato. Ary Borges foi bem clara: "A energia da torcida fez total diferença." Ela não está dizendo que a torcida chutou a bola. Está dizendo que jogar em casa, com estádio lotado, muda o jogo.
E por que isso importa agora? Por que esse jogo específico?
Porque o futebol feminino no Brasil ainda luta por espaço. Jogos em casa com torcida presente são raros. Quando acontecem, as jogadoras sentem que o trabalho delas está sendo reconhecido.
Mas vinte mil pessoas é muito ou pouco para um estádio? A Neo Química Arena tem capacidade para quanto?
A fonte não diz. Só diz "quase vinte mil."
Então não sabemos se era lotação máxima ou meia lotação. Isso importa para entender o tamanho do apoio.
Amaral saiu no meio do segundo tempo. Perdeu o gol da vitória. Isso é só curiosidade ou significa algo?
É curiosidade. Ele estava lá como torcedor, não como parte da seleção. A sessão de fotos com os fãs o atrasou, e ele saiu antes do fim.
Il Polso
- A derrota anterior na Vila Belmiro e a memória das Olimpíadas de Tóquio carregavam o jogo de um peso que ia além do placar.
- Quase vinte mil torcedores criaram uma atmosfera de decisão, algo raro e poderoso para o futebol feminino brasileiro.
- O Canadá equilibrou com um pênalti de Lawrence, mas a torcida não arrefeceu — pediu, chamou e empurrou até o fim.
- Aos 46 minutos do segundo tempo, Ana Vitória marcou o gol da vitória e as jogadoras responderam com uma volta olímpica, como se um título tivesse sido conquistado.
- Com moral renovada, a seleção encerra 2022 de olho na Finalíssima contra a Inglaterra e na Copa do Mundo — e com a certeza de que estádio cheio faz diferença.
Na noite de terça-feira, quase vinte mil torcedores transformaram um amistoso na Neo Química Arena em algo próximo de uma final, devolvendo à seleção brasileira feminina uma energia que o futebol feminino raramente encontra em solo nacional. A vitória por 2 a 1 sobre o Canadá — revanche simbólica pelas eliminações recentes — não foi apenas um resultado esportivo, mas uma demonstração de que o apoio popular pode ser, ele mesmo, um agente de transformação. O Brasil que venceu em campo foi, em parte, construído pelas vozes que não pararam de empurrar do primeiro ao último minuto.
Quase vinte mil vozes encheram a Neo Química Arena na noite de terça-feira, transformando um amistoso em algo que se parecia muito mais com uma final. A seleção brasileira feminina enfrentava o Canadá carregando o peso de uma revanche — pela eliminação em Tóquio e pela derrota sofrida dias antes na Vila Belmiro. Desde o hino nacional, a torcida empurrou o Brasil com uma energia raramente vista em partidas femininas no país.
Bia Zaneratto abriu o placar e fez o estádio explodir. O Canadá respondeu com um pênalti de Lawrence, igualando em 1 a 1. Mas a arquibancada não arrefeceu. Aos 46 minutos do segundo tempo, Ana Vitória marcou o gol da vitória. Para as jogadoras, aquela multidão fez toda a diferença: Bia Zaneratto falou sobre o quanto era especial jogar em casa com torcida presente; Ary Borges lembrou o quanto pesa ter um estádio lotado contra o adversário; e Lorena, a goleira, disse que escutava a torcida a cada defesa — aquele barulho era combustível.
Com o apito final, não houve contenção. As jogadoras correram para o gramado, se enrolaram em bandeiras do Brasil e fizeram uma volta olímpica. Nas arquibancadas, o ex-jogador Amaral roubou a cena no intervalo, cercado por torcedores em busca de fotos e autógrafos — mas saiu antes do gol que decidiu o jogo.
Com moral renovada, a seleção encerra 2022 de olho na Finalíssima contra a Inglaterra em abril de 2023 e na Copa do Mundo em julho. O recado ficou claro: quando o Brasil oferece estádio cheio, o futebol feminino responde em campo.
Quase vinte mil vozes ecoaram pela Neo Química Arena na noite de terça-feira, transformando um amistoso em algo que se parecia muito mais com uma final. A seleção brasileira feminina enfrentava o Canadá em um jogo que carregava peso — era revanche pela eliminação nas Olimpíadas de Tóquio e pela derrota sofrida dias antes na Vila Belmiro. Desde o hino nacional, a torcida empurrou o Brasil com uma energia que raramente se vê em partidas femininas no país.
O clima começou leve. Torcedores aplaudiam as canadenses durante o aquecimento, brincavam com as finalizações das atacantes contra a goleira Sheridan. Mas assim que a bola começou a rolar, a arquibancada mudou de tom. Quando o Brasil atacava, o estádio subia. Bia Zaneratto, que também defende o Palmeiras, abriu o placar e fez a Neo Química explodir. O Canadá respondeu com um pênalti bem cobrado por Lawrence, igualando em 1 a 1. A torcida, porém, não arrefeceu. Pediu, chamou, empurrou. Aos 46 minutos do segundo tempo, Ana Vitória marcou o gol da vitória.
Para as jogadoras, aquela multidão fez toda a diferença. Bia Zaneratto falou sobre o quanto era especial jogar em casa com torcida presente do início ao fim. Ary Borges, do Palmeiras, explicou que a seleção estava ansiosa por esse momento — sabe bem o quanto pesa para o adversário ter um estádio lotado contra si, e agora era a vez delas sentirem esse apoio. Até Lorena, a goleira, comentou que escutava a torcida a cada defesa que fazia. Aquele barulho, aquela energia, era combustível.
Com o apito final, não houve contenção. As jogadoras correram para o gramado, se enrolaram em bandeiras do Brasil e fizeram uma volta olímpica, como se tivessem conquistado um título. O banco já pedia o fim do jogo antes mesmo do apito final soar. Era o clima de final que a torcida havia criado desde o primeiro minuto.
No intervalo, enquanto o futebol acontecia em campo, o ex-jogador Amaral — que defendeu Palmeiras e Corinthians, campeão paulista em 1999 — roubou a cena nas arquibancadas. Torcedores o cercaram, formaram um bolinho para conseguir fotos. Dois funcionários tiveram que organizar uma sessão improvisada de autógrafos para que o craque pudesse assistir ao segundo tempo com tranquilidade. Amaral saiu do estádio aos 30 minutos da segunda etapa, perdendo o gol da vitória.
Com essa vitória e o apoio que recebeu, a seleção feminina encerrou a temporada 2022 com moral renovada. Agora se prepara para a Finalíssima contra a Inglaterra em abril de 2023 e para a Copa do Mundo em julho. O recado ficou claro: quando o Brasil oferece estádio cheio e torcida presente, o futebol feminino responde em campo.
Citazioni salienti
A energia da torcida fez total diferença. Ainda bem que a gente saiu daqui com a vitória.— Ary Borges, jogadora do Palmeiras
Cada defesa minha, eu escutava a torcida. É muito bom jogar em casa.— Lorena, goleira da seleção