Brasil feminino vence Canadá com apoio de 20 mil torcedores na Neo Química Arena

A energia da torcida fez total diferença
Ary Borges explicou como o apoio dos torcedores na Neo Química Arena impactou o desempenho da seleção.
Mark

Por que esse jogo contra o Canadá foi tão importante? Parecia um amistoso comum.

Mimi

Não era comum. Era revanche — o Brasil havia perdido para o Canadá nas Olimpíadas de Tóquio e também na semana anterior. Mas o que realmente mudou foi a torcida. Quase vinte mil pessoas criaram um clima que as jogadoras raramente sentem.

Luke

Espera — é um amistoso preparatório. A importância é real ou é só porque a torcida lotou o estádio?

Mimi

As duas coisas. Sim, é preparação para a Finalíssima e a Copa do Mundo. Mas as jogadoras mesmas disseram que aquela energia fez diferença no resultado.

Mark

Como assim diferença no resultado? O Brasil venceu 2 a 1. Isso é mérito das jogadoras ou da torcida?

Luke

Boa pergunta. A fonte não diz que a torcida marcou gols. Bia Zaneratto marcou, Ana Vitória marcou. O que a torcida fez foi criar um ambiente.

Mimi

Exato. Ary Borges foi bem clara: "A energia da torcida fez total diferença." Ela não está dizendo que a torcida chutou a bola. Está dizendo que jogar em casa, com estádio lotado, muda o jogo.

Mark

E por que isso importa agora? Por que esse jogo específico?

Mimi

Porque o futebol feminino no Brasil ainda luta por espaço. Jogos em casa com torcida presente são raros. Quando acontecem, as jogadoras sentem que o trabalho delas está sendo reconhecido.

Luke

Mas vinte mil pessoas é muito ou pouco para um estádio? A Neo Química Arena tem capacidade para quanto?

Mimi

A fonte não diz. Só diz "quase vinte mil."

Luke

Então não sabemos se era lotação máxima ou meia lotação. Isso importa para entender o tamanho do apoio.

Mark

Amaral saiu no meio do segundo tempo. Perdeu o gol da vitória. Isso é só curiosidade ou significa algo?

Mimi

É curiosidade. Ele estava lá como torcedor, não como parte da seleção. A sessão de fotos com os fãs o atrasou, e ele saiu antes do fim.

  • A derrota anterior na Vila Belmiro e a memória das Olimpíadas de Tóquio carregavam o jogo de um peso que ia além do placar.
  • Quase vinte mil torcedores criaram uma atmosfera de decisão, algo raro e poderoso para o futebol feminino brasileiro.
  • O Canadá equilibrou com um pênalti de Lawrence, mas a torcida não arrefeceu — pediu, chamou e empurrou até o fim.
  • Aos 46 minutos do segundo tempo, Ana Vitória marcou o gol da vitória e as jogadoras responderam com uma volta olímpica, como se um título tivesse sido conquistado.
  • Com moral renovada, a seleção encerra 2022 de olho na Finalíssima contra a Inglaterra e na Copa do Mundo — e com a certeza de que estádio cheio faz diferença.

Na noite de terça-feira, quase vinte mil torcedores transformaram um amistoso na Neo Química Arena em algo próximo de uma final, devolvendo à seleção brasileira feminina uma energia que o futebol feminino raramente encontra em solo nacional. A vitória por 2 a 1 sobre o Canadá — revanche simbólica pelas eliminações recentes — não foi apenas um resultado esportivo, mas uma demonstração de que o apoio popular pode ser, ele mesmo, um agente de transformação. O Brasil que venceu em campo foi, em parte, construído pelas vozes que não pararam de empurrar do primeiro ao último minuto.

Quase vinte mil vozes encheram a Neo Química Arena na noite de terça-feira, transformando um amistoso em algo que se parecia muito mais com uma final. A seleção brasileira feminina enfrentava o Canadá carregando o peso de uma revanche — pela eliminação em Tóquio e pela derrota sofrida dias antes na Vila Belmiro. Desde o hino nacional, a torcida empurrou o Brasil com uma energia raramente vista em partidas femininas no país.

Bia Zaneratto abriu o placar e fez o estádio explodir. O Canadá respondeu com um pênalti de Lawrence, igualando em 1 a 1. Mas a arquibancada não arrefeceu. Aos 46 minutos do segundo tempo, Ana Vitória marcou o gol da vitória. Para as jogadoras, aquela multidão fez toda a diferença: Bia Zaneratto falou sobre o quanto era especial jogar em casa com torcida presente; Ary Borges lembrou o quanto pesa ter um estádio lotado contra o adversário; e Lorena, a goleira, disse que escutava a torcida a cada defesa — aquele barulho era combustível.

Com o apito final, não houve contenção. As jogadoras correram para o gramado, se enrolaram em bandeiras do Brasil e fizeram uma volta olímpica. Nas arquibancadas, o ex-jogador Amaral roubou a cena no intervalo, cercado por torcedores em busca de fotos e autógrafos — mas saiu antes do gol que decidiu o jogo.

Com moral renovada, a seleção encerra 2022 de olho na Finalíssima contra a Inglaterra em abril de 2023 e na Copa do Mundo em julho. O recado ficou claro: quando o Brasil oferece estádio cheio, o futebol feminino responde em campo.

Quase vinte mil vozes ecoaram pela Neo Química Arena na noite de terça-feira, transformando um amistoso em algo que se parecia muito mais com uma final. A seleção brasileira feminina enfrentava o Canadá em um jogo que carregava peso — era revanche pela eliminação nas Olimpíadas de Tóquio e pela derrota sofrida dias antes na Vila Belmiro. Desde o hino nacional, a torcida empurrou o Brasil com uma energia que raramente se vê em partidas femininas no país.

O clima começou leve. Torcedores aplaudiam as canadenses durante o aquecimento, brincavam com as finalizações das atacantes contra a goleira Sheridan. Mas assim que a bola começou a rolar, a arquibancada mudou de tom. Quando o Brasil atacava, o estádio subia. Bia Zaneratto, que também defende o Palmeiras, abriu o placar e fez a Neo Química explodir. O Canadá respondeu com um pênalti bem cobrado por Lawrence, igualando em 1 a 1. A torcida, porém, não arrefeceu. Pediu, chamou, empurrou. Aos 46 minutos do segundo tempo, Ana Vitória marcou o gol da vitória.

Para as jogadoras, aquela multidão fez toda a diferença. Bia Zaneratto falou sobre o quanto era especial jogar em casa com torcida presente do início ao fim. Ary Borges, do Palmeiras, explicou que a seleção estava ansiosa por esse momento — sabe bem o quanto pesa para o adversário ter um estádio lotado contra si, e agora era a vez delas sentirem esse apoio. Até Lorena, a goleira, comentou que escutava a torcida a cada defesa que fazia. Aquele barulho, aquela energia, era combustível.

Com o apito final, não houve contenção. As jogadoras correram para o gramado, se enrolaram em bandeiras do Brasil e fizeram uma volta olímpica, como se tivessem conquistado um título. O banco já pedia o fim do jogo antes mesmo do apito final soar. Era o clima de final que a torcida havia criado desde o primeiro minuto.

No intervalo, enquanto o futebol acontecia em campo, o ex-jogador Amaral — que defendeu Palmeiras e Corinthians, campeão paulista em 1999 — roubou a cena nas arquibancadas. Torcedores o cercaram, formaram um bolinho para conseguir fotos. Dois funcionários tiveram que organizar uma sessão improvisada de autógrafos para que o craque pudesse assistir ao segundo tempo com tranquilidade. Amaral saiu do estádio aos 30 minutos da segunda etapa, perdendo o gol da vitória.

Com essa vitória e o apoio que recebeu, a seleção feminina encerrou a temporada 2022 com moral renovada. Agora se prepara para a Finalíssima contra a Inglaterra em abril de 2023 e para a Copa do Mundo em julho. O recado ficou claro: quando o Brasil oferece estádio cheio e torcida presente, o futebol feminino responde em campo.

A energia da torcida fez total diferença. Ainda bem que a gente saiu daqui com a vitória.
— Ary Borges, jogadora do Palmeiras
Cada defesa minha, eu escutava a torcida. É muito bom jogar em casa.
— Lorena, goleira da seleção
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