Google desenvolve IA que telefona aos seus familiares em seu nome

Deixar que um assistente virtual telefone aos seus pais é outra coisa completamente diferente
A reflexão sobre até que ponto queremos automatizar as nossas relações pessoais através de inteligência artificial.
Mark

Então a Google quer que o Gemini telefone aos meus pais por mim? Como é que isto funciona na prática?

Mimi

Basicamente, você diz ao Gemini algo como "Liga à minha mãe e diz-lhe que vou chegar atrasado." O assistente faz a chamada usando o seu número, identifica-se como IA, e tem a conversa completa.

Luke

Mas isto já está a funcionar? Ou é apenas código que alguém encontrou?

Mimi

É código encontrado na aplicação Telefone. Não é oficial ainda. O que está confirmado é o Call for Me, que já funciona experimentalmente nos EUA para contactos comerciais.

Mark

E quando alguém atende, sabe que está a falar com uma máquina?

Mimi

Sim, o Gemini identifica-se como inteligência artificial da Google. E você pode acompanhar a chamada e intervir a qualquer momento se precisar.

Luke

Mas há garantia de que isto se mantenha se a funcionalidade for expandida para contactos pessoais? A Google confirmou que vai manter estes salvaguardas?

Mimi

Não. A Google não confirmou oficialmente o lançamento desta funcionalidade para contactos pessoais. Não sabemos ainda como será implementada.

Mark

Qual é a preocupação maior aqui?

Mimi

Privacidade, autenticidade, e o risco de utilização fraudulenta. Se uma máquina pode telefonar aos seus contactos, alguém poderia potencialmente usar isto para enganar pessoas.

Luke

Mas a tecnologia já está a ser testada. Quando é que isto chega aos utilizadores normais?

Mimi

Não há data oficial. Por enquanto, o Call for Me está apenas nos EUA, exigindo um Pixel 11 e uma subscrição Google AI. A expansão para contactos pessoais e para outros mercados ainda não foi confirmada.

  • O Gemini poderá em breve ligar à sua mãe, ao seu amigo ou a qualquer contacto pessoal e conduzir uma conversa inteira em seu nome, sem qualquer intervenção direta do utilizador.
  • A funcionalidade foi descoberta no código da aplicação Telefone do Google, revelando uma direção clara antes de qualquer anúncio oficial — o que intensifica o debate antes mesmo do produto existir.
  • O Call for Me já funciona experimentalmente nos EUA para chamadas comerciais, usando o número do utilizador e identificando-se como IA, mas as salvaguardas atuais podem não sobreviver à expansão para relações pessoais.
  • A possibilidade de automatizar contactos íntimos levanta alarmes sobre privacidade, autenticidade e o risco real de estas ferramentas serem exploradas para fraude ou engenharia social.
  • Sem data de lançamento confirmada e limitada por agora a utilizadores Pixel 11 nos EUA, a funcionalidade permanece em gestação — mas a questão que deixa já está no ar: ao delegar as nossas conversas a uma máquina, o que é que perdemos de nós próprios?

Há uma linha ténue entre a ferramenta que serve o ser humano e o agente que o substitui. A Google avança agora para esse território mais íntimo, desenvolvendo uma capacidade no Gemini que lhe permitirá telefonar a familiares e amigos em nome do utilizador, conduzindo conversas completas sem que este precise de pegar no telefone. A tecnologia, descoberta no código da aplicação Telefone do Google, já existe experimentalmente nos Estados Unidos para contactos comerciais — e a sua expansão para o domínio pessoal coloca perguntas que a engenharia, por si só, não consegue responder.

A inteligência artificial já escreve mensagens, organiza calendários e marca restaurantes. A Google quer ir mais longe: que o Gemini telefone aos seus pais, aos seus amigos, e faça conversas completas em seu nome, sem que você precise de pegar no telefone.

A descoberta surgiu quando investigadores analisaram o código da aplicação Telefone do Google e encontraram referências a uma funcionalidade chamada Gemini Calling. A Google não confirmou o lançamento, mas o código é claro quanto à intenção. O cenário é concreto: preso no trânsito, bastaria dizer ao Gemini para ligar à sua mãe e avisar que chega atrasado. O assistente faria a chamada, transmitiria a mensagem e comunicaria a resposta — ele próprio teria a conversa.

A tecnologia já existe em forma experimental. O Call for Me está disponível nos Estados Unidos para alguns utilizadores do Pixel 11: o Gemini usa o número do utilizador, identifica-se como IA da Google e permite que o utilizador assuma a conversa a qualquer momento. Funciona para contactos comerciais — alterar uma reserva, verificar um produto. A extensão a contactos pessoais é o passo seguinte, e é aí que a questão muda de natureza.

Contactar uma loja é uma coisa. Deixar que um assistente virtual telefone aos seus pais é outra completamente diferente. A utilidade existe — transmitir informações rápidas, confirmar horários — mas as preocupações são legítimas: quem recebe a chamada sabe que está a falar com uma IA? Estas ferramentas podem ser exploradas para fraude ou engenharia social?

Por agora, não há data oficial, nem confirmação de expansão para Android em geral ou para mercados europeus. Mas a direção é inequívoca: os assistentes inteligentes estão a deixar de responder perguntas para passarem a agir em nosso nome. A pergunta que fica é perturbadora na sua simplicidade — ao ganharmos tempo, estaremos a perder alguma coisa pelo caminho?

A inteligência artificial já faz muito pelo utilizador moderno. Escreve mensagens, responde a correios eletrónicos, organiza calendários, marca mesas em restaurantes. Mas a Google quer empurrar isto mais longe ainda. Quer que o Gemini, o seu assistente de IA, telefone aos seus pais, aos seus amigos, aos seus contactos pessoais — e faça conversas completas em seu nome, sem você sequer pegar no telefone.

Esta possibilidade surgiu quando investigadores analisaram o código da aplicação Telefone do Google e encontraram referências a uma funcionalidade chamada Gemini Calling. Não é ainda oficial. A Google não confirmou o lançamento. Mas o código está lá, e mostra claramente o que está em desenvolvimento. Imagine estar preso no trânsito, atrasado para um almoço familiar. Em vez de procurar o contacto da sua mãe e fazer a chamada, bastaria dizer ao Gemini: "Liga à minha mãe e diz-lhe que vou chegar 15 minutos atrasado." Ou: "Liga ao João e pergunta-lhe se vem jantar." O assistente estabeleceria a chamada, transmitiria a mensagem, colocaria a pergunta, e depois comunicaria a resposta ao utilizador. A diferença crucial em relação aos assistentes tradicionais é que o Gemini não se limitaria a marcar o número — ele próprio teria a conversa.

A tecnologia já existe em forma experimental. O Call for Me, como se chama, está disponível desde agora nos Estados Unidos para alguns utilizadores do Pixel 11. Funciona assim: o Gemini usa o número de telefone do utilizador para fazer chamadas através da rede móvel. Quando alguém atende, o assistente identifica-se como uma inteligência artificial da Google a telefonar em nome de uma pessoa específica. O utilizador pode acompanhar a chamada em tempo real e assumir a conversa a qualquer momento se algo surgir que o Gemini não consiga resolver. Por exemplo, se estiver a tentar alterar uma reserva num restaurante e surgir uma questão complexa, o utilizador pode intervir diretamente. Este mecanismo está documentado pela própria Google, embora não haja garantia de que todos estes salvaguardas se mantenham se a funcionalidade for expandida para contactos pessoais.

Mas isto levanta uma questão que vai muito além da tecnologia: até que ponto queremos delegar as nossas relações pessoais numa máquina? Contactar uma loja para perguntar se um produto está disponível é uma coisa. Deixar que um assistente virtual telefone aos seus pais é outra completamente diferente. Existem situações em que a tecnologia seria útil — transmitir informações rápidas, confirmar horários, comunicar pequenos atrasos. Mas a possibilidade de automatizar contactos pessoais levanta preocupações legítimas sobre privacidade, autenticidade das conversas e utilização indevida. Será importante garantir que quem recebe a chamada sabe que está a falar com uma inteligência artificial e não com a pessoa que conhece. Será necessário impedir que estas ferramentas sejam utilizadas para chamadas fraudulentas ou para tentar obter informações pessoais através de engenharia social.

Por enquanto, não existe data oficial para o lançamento desta funcionalidade. O Call for Me está disponível experimentalmente apenas nos Estados Unidos, exigindo um Pixel 11, uma subscrição Google AI, a versão beta da aplicação Telefone e o idioma inglês. A expansão para chamadas pessoais continua por confirmar, tal como a disponibilidade noutros smartphones Android ou em mercados europeus. Mas esta descoberta mostra uma direção clara para os assistentes inteligentes: deixarem de ser ferramentas que apenas respondem a perguntas para se tornarem agentes capazes de executar tarefas e interagir com outras pessoas em nosso nome. A questão que fica é simples e perturbadora: se a inteligência artificial começar a telefonar aos nossos familiares, a responder às nossas mensagens e a gerir os nossos compromissos, estaremos a ganhar tempo ou a perder alguma coisa pelo caminho?

Liga à minha mãe e diz-lhe que vou chegar 15 minutos atrasado
— Exemplo de comando ao Gemini encontrado no código da aplicação
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