Bradesco arrecada R$ 6,5 bi na primeira etapa de aumento de capital

Restam 202,3 milhões de ações à espera de compradores
Na primeira etapa do aumento de capital, o Bradesco não conseguiu vender todas as ações oferecidas aos acionistas.
Mark

Por que o Bradesco decidiu dividir essa captação em duas etapas? Não seria mais simples fazer tudo de uma vez?

Mimi

A estrutura em duas fases permite ao banco testar o apetite do mercado primeiro. Na primeira etapa, os acionistas existentes têm direito de preferência — é uma forma de manter o controle concentrado enquanto capta recursos. Se sobrar ação, aí sim ele oferece aos mesmos acionistas uma segunda chance.

Luke

Mas aqui está a questão: 202,3 milhões de ações sobraram na primeira etapa. Isso significa que nem todos os acionistas quiseram participar, ou que o preço não foi atrativo o suficiente? O comunicado não deixa claro.

Mimi

É um bom ponto. O banco ofereceu 6% de desconto, mas mesmo assim não conseguiu vender tudo. Pode ser que o mercado esteja esperando para ver como a segunda etapa se desenrola.

Mark

E se as sobras também não forem absorvidas? O que acontece então?

Mimi

Aí o Bradesco vai para o leilão na B3 ou faz um segundo rateio. Ou ainda, os acionistas controladores podem aceitar uma homologação parcial — ou seja, o banco não precisa levantar os R$ 10 bilhões inteiros.

Luke

Exatamente. A meta de R$ 10 bilhões não é garantida. O que sabemos é que R$ 6,5 bilhões já entraram. O resto depende de como o mercado responde nas próximas semanas.

Mark

E isso afeta os planos de investimento do banco?

Mimi

Teoricamente, sim. O Bradesco disse que precisa desse capital para tecnologia e expansão. Mas R$ 6,5 bilhões já é uma quantia significativa. Provavelmente consegue fazer bastante coisa com isso.

  • O Bradesco precisava reforçar sua base de capital para não perder terreno na corrida por tecnologia e eficiência frente aos concorrentes digitais.
  • A emissão de 402 milhões de novas ações em duas classes — ordinárias e preferenciais — gerou uma operação complexa que exigiu critérios de rateio e descontos de 6% para atrair acionistas.
  • Ainda restam 202,3 milhões de ações não subscritas, criando uma segunda janela de oportunidade — e de incerteza — para os investidores que já participaram da primeira fase.
  • Se as sobras não forem absorvidas, o banco pode recorrer a leilão na B3 ou à homologação parcial pelos controladores, que prometeram aportar até R$ 8 bilhões.
  • A operação caminha para consolidar o Bradesco com capital social de R$ 103 bilhões, mas seu desfecho final depende ainda de uma segunda etapa em aberto.

Em um momento em que os grandes bancos brasileiros buscam se reposicionar para um ciclo de queda de juros e transformação digital, o Bradesco deu um passo significativo ao concluir a primeira fase de seu aumento de capital, arrecadando R$ 6,5 bilhões com a emissão de novas ações. A operação, estruturada em dois momentos e anunciada em julho, reflete a tensão permanente entre crescimento e capitalização que define as instituições financeiras em economias emergentes. O banco ainda persegue sua meta de R$ 10 bilhões — um horizonte que, se alcançado, elevará seu capital social a R$ 103 bilhões e sinalizará ao mercado uma confiança renovada em seu próprio futuro.

O Bradesco encerrou a primeira fase de seu aumento de capital na quarta-feira à noite com R$ 6,5 bilhões em caixa — resultado da subscrição de 402 milhões de novas ações durante o período de exercício de direito de preferência, encerrado em 4 de setembro. A operação, anunciada em julho com meta de levantar até R$ 10 bilhões, foi desenhada para financiar investimentos em tecnologia, eficiência operacional e expansão de negócios.

O banco emitiu dois tipos de papel: 252,6 milhões de ações ordinárias, com direito a voto, a R$ 15,43 cada, e 149,8 milhões de ações preferenciais, sem direito a voto, a R$ 17,64. Essa estrutura dual permite ao Bradesco captar recursos sem diluir o controle acionário — uma escolha estratégica que revela tanto a ambição quanto a cautela da instituição.

Ainda sobram 202,3 milhões de ações não subscritas. Na semana seguinte ao encerramento da primeira fase, elas serão oferecidas exclusivamente aos investidores que já exerceram seu direito de preferência e demonstraram interesse em adquirir mais papéis. Caso permaneçam ações sem comprador após essa rodada, o banco poderá realizar um segundo rateio ou promover um leilão na B3. Os acionistas controladores, por sua vez, comprometeram-se a aportar até R$ 8 bilhões, funcionando como âncora da operação.

O presidente executivo Marcelo Noronha justificou a captação apontando o retorno sobre o patrimônio líquido do banco e a expectativa de queda nas taxas de juros brasileiras em 2026 e 2027 como argumentos para atrair capital agora. Se a meta de R$ 10 bilhões for atingida, o capital social do Bradesco chegará a R$ 103 bilhões — um marco que consolidaria sua posição entre os maiores bancos do país em termos de capitalização.

O Bradesco completou a primeira etapa de seu aumento de capital na quarta-feira à noite, arrecadando R$ 6,5 bilhões através da emissão de novas ações. A operação, anunciada em julho, está estruturada em dois momentos e visa levantar até R$ 10 bilhões no total, reforçando a base de capital do banco para investimentos em tecnologia, eficiência operacional e expansão de negócios.

Durante o período de exercício de direito de preferência, que se encerrou no dia 4 de setembro, foram subscritas 402 milhões de novas ações. O banco colocou 252,6 milhões de ações ordinárias — aquelas com direito a voto — ao preço de R$ 15,43 cada uma, e 149,8 milhões de ações preferenciais, sem direito a voto, a R$ 17,64 por papel. Essa estrutura de duas classes de ações reflete a estratégia do banco de captar recursos mantendo o controle acionário concentrado.

Ainda restam 202,3 milhões de ações não subscritas, conhecidas como sobras. Essas ações serão oferecidas exclusivamente aos investidores que já exerceram seu direito de preferência e manifestaram interesse em adquirir mais papéis durante a primeira fase. O período para subscrição dessas sobras ocorrerá ao longo da semana seguinte, dando aos acionistas existentes uma segunda oportunidade de participação antes que o banco recorra a outros mecanismos.

O Bradesco estabeleceu critérios de rateio que permitem aos detentores de ações ordinárias e preferenciais comprar os novos papéis com pesos diferentes, refletindo suas posições acionárias. Caso ainda permaneçam ações não vendidas após essa segunda rodada de subscrição, o banco poderá realizar um segundo rateio ou promover um leilão na B3, a bolsa de valores brasileira. Existe também a possibilidade de homologação parcial da oferta pelos acionistas controladores, que se comprometeram a aportar até R$ 8 bilhões no aumento de capital.

Quando a operação foi anunciada em julho, o Bradesco justificou a medida como necessária para sustentar seus planos de investimento e modernização. O banco aplicou um desconto de 6% no preço das ações para incentivar a participação dos acionistas. Marcelo Noronha, presidente executivo da instituição, apontou o retorno sobre o patrimônio líquido do banco e a perspectiva de queda nas taxas de juros brasileiras em 2026 e 2027 como fatores que justificavam a colocação de capital adicional no mercado.

Se o Bradesco alcançar sua meta de R$ 10 bilhões, o capital social da instituição chegará a R$ 103 bilhões, consolidando sua posição como um dos maiores bancos do país em termos de capitalização. A segunda etapa da operação ainda está por vir, e seu sucesso dependerá da absorção das sobras pelos acionistas existentes e, eventualmente, de outras estratégias de colocação que o banco possa adotar.

O banco aplicou desconto de 6% no preço das ações para incentivar a participação dos acionistas
— Bradesco, em comunicado ao mercado
Marcelo Noronha, CEO do Bradesco, citou o retorno sobre o patrimônio líquido do banco e a perspectiva de queda de juros no Brasil em 2026 e 2027 como estímulos para a colocação de mais capital
— Marcelo Noronha, presidente executivo do Bradesco
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