Num dia em que os mercados globais respiraram com mais leveza, a bolsa de Lisboa acompanhou o otimismo europeu e fechou em alta, com a Galp Energia a protagonizar o momento mais expressivo da sessão. A escalada dos preços do petróleo, alimentada por tensões geopolíticas no Irão, e os sinais de inflação controlada nos Estados Unidos compuseram o pano de fundo que guiou os investidores para terreno positivo. É um daqueles dias em que forças distantes — da política energética ao emprego americano — se encontram num único número: 8.520,34 pontos.
Bolsa de Lisboa fecha em alta com Galp Energia a ganhar 3,55%
O setor energético estava animado pela escalada dos preços do petróleo
Porque é que a Galp subiu tanto quando o resto do mercado subiu apenas 0,40%?
A Galp beneficiou de dois fatores: o preço do petróleo estava em alta e o setor energético estava animado por isso. Além disso, havia tensões geopolíticas que mantinham os preços elevados.
Mas o comunicado não diz quanto subiu o petróleo nesse dia. Sabemos que a Galp subiu 3,55%, mas não temos a confirmação de quanto o crude subiu para justificar esse ganho específico.
E as bolsas europeias todas subiram porque Wall Street estava bem?
Sim, mas também porque havia expectativas de que a Fed pudesse baixar as taxas de juro. A economia americana abrandou na criação de emprego, o que sugeriu que a inflação estava controlada.
Isso é uma interpretação do analista do Millenium. Não sabemos se era consenso no mercado ou apenas uma perspetiva. E não temos dados sobre quanto Wall Street subiu nesse dia.
A Glencore disparou porque vai ser comprada?
Não necessariamente. O comunicado diz que havia potenciais conversações para ser adquirida ou combinar negócios com a Rio Tinto. Eram apenas possibilidades, não confirmações.
Exatamente. A palavra "potenciais" é importante aqui. Não sabemos se essas conversações eram reais ou apenas especulação do mercado. E não temos números sobre quanto a Glencore subiu.
Então o que é certo nesta história?
O que é certo é que o PSI-20 subiu 0,40%, a Galp subiu 3,55%, a Altri subiu 2,69%, e havia uma onda de otimismo nos mercados europeus alimentada por Wall Street e expectativas sobre as taxas de juro.
E que a Teixeira Duarte e a Mota-Engil caíram. Esses números são todos confirmados. O resto é interpretação de analistas sobre o porquê.
Il Polso
- A Galp Energia disparou 3,55%, liderando os ganhos do PSI-20 num contexto de crude em alta impulsionado por tensões geopolíticas no Irão.
- O abrandamento inesperado da criação de emprego nos EUA em dezembro gerou otimismo nos mercados, sugerindo que a Fed poderá cortar juros ainda este ano.
- As bolsas europeias encerraram maioritariamente em alta — DAX, CAC 40 e FTSE 100 todos no verde —, com o IBEX 35 espanhol como única exceção.
- A TSMC revelou vendas acima do esperado, criando uma onda positiva no setor tecnológico europeu, com a ASML entre as beneficiadas.
- No lado negativo do PSI-20, Teixeira Duarte e Mota-Engil recuaram, lembrando que nem todos os setores navegam com o mesmo vento.
Num dia em que os mercados globais respiraram com mais leveza, a bolsa de Lisboa acompanhou o otimismo europeu e fechou em alta, com a Galp Energia a protagonizar o momento mais expressivo da sessão. A escalada dos preços do petróleo, alimentada por tensões geopolíticas no Irão, e os sinais de inflação controlada nos Estados Unidos compuseram o pano de fundo que guiou os investidores para terreno positivo. É um daqueles dias em que forças distantes — da política energética ao emprego americano — se encontram num único número: 8.520,34 pontos.
A bolsa de Lisboa fechou a sessão de sexta-feira em alta, com o PSI-20 a valorizar 0,40% para 8.520,34 pontos, num movimento que refletia o bom humor generalizado dos mercados europeus. O destaque do dia foi a Galp Energia, que subiu 3,55% para 15,46 euros, beneficiando diretamente da escalada dos preços do petróleo num contexto de crescente tensão geopolítica no Irão. A Altri também registou uma sessão positiva, ganhando 2,69%. Em sentido contrário, Teixeira Duarte e Mota-Engil recuaram, sendo as notas discordantes numa sessão maioritariamente favorável.
O ambiente europeu era de otimismo moderado mas consistente. DAX, CAC 40 e FTSE 100 encerraram todos em alta, sustentados pelo desempenho positivo de Wall Street e por dados do mercado de trabalho americano que surpreenderam pela desaceleração. O ritmo de criação de emprego nos EUA em dezembro ficou abaixo do esperado — uma notícia que os mercados interpretaram como sinal de inflação controlada e, por isso, como abertura para novas descidas de juros pela Reserva Federal.
O setor tecnológico também contribuiu para o clima positivo, depois de a TSMC revelar vendas acima das projeções, arrastando empresas como a ASML para o verde. Em Portugal, a Galp soube aproveitar este contexto favorável para se afirmar como a grande protagonista do dia no PSI-20.
A bolsa de Lisboa encerrou a sessão de sexta-feira em terreno positivo, com o índice PSI-20 a subir 0,40% para 8.520,34 pontos. O movimento acompanhava uma onda de otimismo que varria os mercados europeus, alimentada pelo desempenho robusto de Wall Street e por sinais que sugeriam uma inflação controlada nos Estados Unidos.
A Galp Energia liderou os ganhos do dia, valorizando 3,55% para 15,46 euros. A empresa petrolífera beneficiou diretamente da escalada dos preços do crude, que se intensificava num contexto de tensões geopolíticas. Segundo um analista de mercados do Millenium, o setor energético estava animado pela subida dos preços do petróleo, numa altura em que as autoridades iranianas intensificavam a repressão aos protestos no país, ameaçando os participantes com penas severas. A Altri também registou ganhos significativos, subindo 2,69% para 4,580 euros. No lado oposto, a Teixeira Duarte recuou 1,85% para 0,6360 euros e a Mota-Engil perdeu 1,65% para 5,065 euros.
O contexto europeu era favorável. O índice alemão DAX ganhou 0,52%, o francês CAC 40 avançou 1,44% e o britânico FTSE 100 valorizou 0,80%. O espanhol IBEX 35 foi a exceção, perdendo ligeiramente 0,03%. O analista do Millenium explicou que as bolsas europeias encerraram em alta graças ao ambiente positivo transmitido por Wall Street, que reforçava o otimismo geral dos investidores.
Um dos fatores que sustentava este otimismo era a revelação de que a economia norte-americana tinha abrandado o ritmo de criação de emprego em dezembro, uma desaceleração superior ao esperado. Para os mercados, isto era uma notícia potencialmente positiva: sugeria que a inflação estava controlada e abria a porta a novas descidas de taxas de juro pela Reserva Federal dos EUA durante este ano. O setor tecnológico também beneficiava deste ambiente, impulsionado pelas vendas acima do esperado reveladas pela TSMC, que criaram uma onda verde para empresas como a ASML. Em Portugal, a Galp aproveitou este contexto favorável para liderar os ganhos no PSI. No setor de Recursos Naturais, a Glencore disparou perante potenciais conversações para ser adquirida ou combinar negócios com a Rio Tinto.
Citazioni salienti
As bolsas europeias encerraram em alta, com o ambiente positivo de Wall Street a reforçar o otimismo— Analista de mercados do Millenium
A revelação de que a economia norte-americana arrefeceu o ritmo de geração de emprego em dezembro parece alimentar expetativas de que a inflação esteja controlada e justifique novas descidas de juros pela Fed— Analista de mercados do Millenium