Pela primeira vez desde o nascimento do euro em 2002, o Banco Central Europeu convida os cidadãos do continente a participar da escolha do rosto de sua moeda comum. Dez propostas — algumas celebrando figuras como Curie, Beethoven e Da Vinci, outras voltadas à natureza europeia — foram apresentadas em Frankfurt por Christine Lagarde, abrindo uma consulta pública até 21 de setembro. É um gesto raro: a democracia entrando no território silencioso das decisões monetárias, lembrando que o dinheiro também carrega identidade e memória coletiva.
BCE apresenta 10 propostas para redesenhar notas de euro pela primeira vez desde 2002
A primeira reformulação completa das cédulas em mais de duas décadas
Por que agora? O euro já funciona bem há mais de vinte anos.
Porque as notas precisam evoluir. Não é apenas estética — é segurança. As tecnologias de falsificação avançam, e as cédulas precisam acompanhar. Além disso, duas décadas é tempo suficiente para pensar em como a moeda pode contar uma história melhor sobre quem somos.
E por que envolver o público? Não seria mais rápido deixar o banco decidir?
Porque isso não é só sobre dinheiro. É sobre identidade. Quando você coloca Beethoven ou Marie Curie numa nota, está dizendo algo sobre o que a Europa valoriza. Deixar as pessoas votarem torna a moeda mais legítima, mais delas.
Quanto tempo vai levar até vermos essas notas novas nas nossas carteiras?
Vários anos. Não é como trocar um logotipo. Envolve testes de segurança, ajustes de impressão, coordenação com bancos em toda a Europa. Mas as notas antigas não desaparecem — circulam junto com as novas.
E se as pessoas não gostarem da escolha final?
Já terão tido a chance de opinar. Isso é o que torna diferente. Não é uma decisão imposta — é uma decisão que passa pela voz pública primeiro.
Il Polso
- Após mais de vinte anos sem alteração, o BCE rompe com a continuidade visual do euro e propõe uma renovação completa das cédulas — a primeira desde 2002.
- A tensão entre dois mundos simbólicos se instala: homenagear os grandes nomes da cultura europeia ou celebrar a natureza viva do continente, com aves e paisagens.
- Cidadãos de toda a Europa têm até 21 de setembro para votar, tornando uma decisão técnica e institucional num exercício incomum de participação democrática.
- O BCE adverte que a transição será longa: anos de testes, ajustes de segurança e produção separam a escolha do design do momento em que as novas notas chegarão às mãos das pessoas.
- As cédulas atuais permanecerão em circulação durante todo o processo, garantindo estabilidade enquanto a identidade visual da moeda se renova gradualmente.
Pela primeira vez desde o nascimento do euro em 2002, o Banco Central Europeu convida os cidadãos do continente a participar da escolha do rosto de sua moeda comum. Dez propostas — algumas celebrando figuras como Curie, Beethoven e Da Vinci, outras voltadas à natureza europeia — foram apresentadas em Frankfurt por Christine Lagarde, abrindo uma consulta pública até 21 de setembro. É um gesto raro: a democracia entrando no território silencioso das decisões monetárias, lembrando que o dinheiro também carrega identidade e memória coletiva.
O Banco Central Europeu apresentou nesta quinta-feira, em Frankfurt, dez propostas para redesenhar as notas de euro — a primeira reformulação completa desde o lançamento da moeda em 2002. Christine Lagarde revelou os desenhos e abriu uma consulta pública que se estende até 21 de setembro, convidando os cidadãos europeus a escolher o visual que melhor representa a identidade do continente.
As propostas se dividem em dois eixos temáticos. O primeiro presta homenagem a figuras centrais da cultura europeia: Marie Skłodowska Curie — única cientista a vencer o Nobel em duas áreas distintas —, Ludwig van Beethoven e Leonardo da Vinci. O segundo eixo volta o olhar para a natureza, com destaque para aves como o martim-pescador e a cegonha-branca. Em ambos os casos, o reverso das cédulas trará cenas complementares, entre paisagens e momentos da vida pública europeia.
A escolha do design vencedor está prevista para o fim deste ano, mas o caminho até as novas notas chegarem às mãos das pessoas será longo. O BCE alertou que serão necessários vários anos de desenvolvimento, testes de segurança e ajustes técnicos antes da circulação efetiva. Durante toda a transição, as cédulas atuais permanecerão válidas, garantindo uma mudança gradual e sem turbulências.
Mais do que uma atualização estética, a consulta pública representa um momento raro: cidadãos comuns com voz ativa numa decisão monetária que moldará bilhões de transações e permanecerá no cotidiano europeu por décadas.
O Banco Central Europeu abriu as portas para uma decisão que não tomava há mais de duas décadas. Nesta quinta-feira, a instituição apresentou dez propostas finais para redesenhar as cédulas de euro — a primeira reformulação completa desde o lançamento da moeda em 2002. Christine Lagarde, presidente do BCE, revelou os desenhos em Frankfurt, convidando os europeus a participar de uma consulta pública que durará até 21 de setembro.
As dez opções foram organizadas em dois eixos temáticos distintos. Um deles homenageia figuras centrais da cultura europeia: Marie Skłodowska Curie, a única cientista a conquistar o Prêmio Nobel em duas categorias diferentes — Física e Química —, aparece ao lado do compositor Ludwig van Beethoven e do artista Leonardo da Vinci. O segundo conjunto de propostas toma um caminho diferente, focando na natureza do continente, com destaque para aves como o martim-pescador e a cegonha-branca.
O reverso das novas cédulas trará cenas que dialogam com esses temas: paisagens naturais ou momentos da vida pública europeia ligados a arte, ciência e lazer. A escolha final do desenho vencedor está prevista para o fim deste ano, encerrando um processo que começou com essa apresentação pública.
O que torna este projeto particularmente ambicioso é seu escopo temporal. O BCE alertou que vários anos se passarão entre a definição do design final e o momento em que as novas notas começarão a circular. Isso envolve etapas rigorosas de desenvolvimento, testes de segurança e ajustes técnicos. Durante essa transição, as cédulas atuais permanecerão válidas e circularão normalmente ao lado da nova série, garantindo uma mudança gradual e sem sobressaltos para a economia europeia.
A consulta pública representa um momento raro de participação democrática em decisões monetárias. Os cidadãos europeus terão voz na escolha de qual imagem ou tema melhor representa a identidade cultural do continente — uma decisão que afetará bilhões de transações e permanecerá nas mãos das pessoas por décadas. A data limite de 21 de setembro marca o fim dessa janela de participação, após a qual o BCE consolidará os resultados e anunciará o vencedor antes do ano terminar.
Citazioni salienti
Os europeus poderão enviar suas opiniões até 21 de setembro— Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu