BBC documenta combates intensos no Iêmen e ameaça à segurança energética global

Crianças feridas em bombardeios, incluindo Ghana Nabeel, de 12 anos, com lesão cerebral grave; deslocados vivem em campos precários sem abrigo adequado; relatos de recrutamento de crianças-soldados por ambos os lados.
Em uma rara incursão na zona de conflito do Iêmen, a BBC entrou em uma cidade o…
"Este é o primeiro drone", disse o soldado que nos acompanhava no sudoeste do Iêmen. "Normalmente, é seguido por um ata…
Mark

What happened here?

Mimi

O que a BBC viu na linha de frente da guerra no Iêmen, o conflito que ameaça a segurança energética do mundo.

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Em uma rara incursão na zona de conflito do Iêmen, a BBC entrou em uma cidade onde ecoam os tiros vindos das colinas ao redor.

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  • Os houthis tomaram o porto de Mokha em 10 de setembro, passando a controlar o Estreito de Bab el-Mandab e ameaçando diretamente o fluxo de energia entre continentes.
  • Drones houthis sobrevoam as linhas de frente em Taiz com frequência crescente, forçando soldados e jornalistas a se abrigar sob arbustos enquanto aguardam ataques iminentes.
  • Mais de 130 mil pessoas foram deslocadas apenas em setembro, e especialistas projetam outras 100 mil nos próximos três meses, somando-se aos 5,2 milhões já em fuga.
  • Crianças como Ghana Nabeel, de 12 anos, sobrevivem com lesões cerebrais graves após bombardeios, enquanto relatos indicam recrutamento de menores por ambos os lados do conflito.
  • As forças pró-governo, fragmentadas e com dificuldades logísticas, ainda não conseguiram retomar os territórios perdidos, deixando a trajetória do conflito incerta e perigosa.

No sudoeste do Iêmen, onde colinas silenciosas escondem drones e o mar carrega o peso das rotas energéticas globais, a BBC documentou o avanço houthi sobre territórios estratégicos que conectam Europa e Ásia. A tomada do porto de Mokha em setembro reconfigurou não apenas o mapa do conflito, mas também a geometria do comércio mundial. Por trás dos números de deslocados e das batalhas por Taiz, há crianças feridas e famílias sem teto — lembretes de que guerras geopolíticas se resolvem, ou não, no corpo de pessoas concretas.

Em uma rara incursão à zona de conflito, correspondentes da BBC chegaram a Taiz, cidade sitiada no sudoeste do Iêmen, onde o som de tiros desce das colinas e drones houthis cruzam o céu antes de cada ataque. "Este é o primeiro drone", alertou o soldado que os acompanhava. "Normalmente, é seguido por um ataque." A equipe se abrigou sob arbustos enquanto o zumbido crescia acima de suas cabeças.

O avanço houthi ganhou contornos estratégicos em 10 de setembro, quando o grupo tomou o porto de Mokha e passou a controlar o Estreito de Bab el-Mandab — corredor marítimo vital que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden, por onde transitam rotas energéticas entre Europa e Ásia. A captura não é apenas militar: é uma alavanca sobre a economia global.

O custo humano se acumula em silêncio nos campos de deslocados. Só em setembro, mais de 130 mil pessoas abandonaram suas casas; outras 100 mil devem seguir o mesmo caminho nos próximos três meses. Ghana Nabeel, de 12 anos, é um rosto entre esses números — ela sobreviveu a um bombardeio, mas carrega uma lesão cerebral grave. Relatos de recrutamento de crianças-soldados por ambos os lados aprofundam a dimensão moral do conflito.

As forças pró-governo, divididas e sem coordenação eficaz, enfrentam dificuldades para recuperar o terreno perdido. O conflito em Taiz se intensifica, e a história, por ora, permanece aberta — aguardando novos desdobramentos que outros correspondentes ainda trarão à luz.

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"Este é o primeiro drone", disse o soldado que nos acompanhava no sudoeste do Iêmen. "Normalmente, é seguido por um ataque." O zumbido acima de nossas cabeças ficou mais alto enquanto nos abrigávamos sob os arbustos, antes de voltarmos par…

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