Banco Central Europeu apresenta dez propostas para novas notas de euro

Dar voz aos cidadãos sobre a cara da moeda que usam
O BCE abriu votação pública para escolher o novo design das notas de euro, reforçando a responsabilidade da instituição perante os europeus.
Mark

Porque é que o Banco Central Europeu decidiu abrir isto à votação pública? Não seria mais rápido deixar o júri decidir?

Mimi

É uma questão de legitimidade. A moeda é um símbolo que toca a vida de centenas de milhões de pessoas. Dar voz aos cidadãos sobre a sua cara reforça o sentimento de que a instituição não é distante ou imposta, mas responsável perante quem a usa.

Mark

Mas será que a opinião pública tem realmente peso na decisão final?

Mimi

Tem, mas não é determinante. O BCE está a ser honesto sobre isto. Os votos contam, mas também contam a avaliação técnica, a opinião de especialistas, e a viabilidade prática de produção. É um equilíbrio entre democracia e expertise.

Mark

Porque dois temas tão específicos — cultura europeia e rios e aves?

Mimi

São temas que falam de identidade comum sem serem politicamente divisivos. A cultura europeia une-nos historicamente. Os rios e aves são patrimônio natural partilhado. Evitam-se símbolos que possam alienar qualquer país ou região.

Mark

E se as novas notas forem muito diferentes das atuais? As pessoas não vão achar estranho?

Mimi

Provavelmente sim, no início. Mas as notas antigas continuam a circular. Não há pressa. As pessoas habituam-se gradualmente. É como qualquer mudança de design em moeda — estranha ao princípio, normal depois de alguns meses.

  • Dez propostas visuais — divididas entre os temas 'Cultura europeia' e 'Rios e aves' — estão agora expostas ao julgamento de qualquer cidadão europeu com acesso a um inquérito online.
  • A decisão não pertence apenas à multidão: um júri de 21 especialistas em design, neurociências e história já filtrou mais de 1.200 candidaturas até chegar a estas finalistas.
  • Para evitar que a votação online distorça a realidade, uma empresa independente realizará em paralelo um inquérito com amostra representativa da zona do euro.
  • O Conselho do BCE deverá escolher o design vencedor perto do final de 2026, pesando votos, pareceres técnicos e as conclusões do júri original.
  • As novas notas entrarão em circulação de forma gradual nos anos seguintes, coexistindo com as séries anteriores sem qualquer prazo de retirada forçada.

A moeda que passa de mão em mão carrega consigo a identidade de um continente, e o Banco Central Europeu decidiu que essa identidade merece ser renovada com a voz dos seus cidadãos. Em julho de 2026, a instituição apresentou dez propostas de design para a próxima geração de notas de euro — nascidas de mais de 1.200 candidaturas — e abriu uma consulta pública até 21 de setembro. É um gesto raro: convidar quem usa o dinheiro a participar na escolha da sua face.

O Banco Central Europeu transformou a renovação das notas de euro num exercício de participação cidadã. A 23 de julho, a instituição liderada por Christine Lagarde revelou dez propostas de design para a próxima geração da moeda e abriu uma votação online até 21 de setembro, permitindo que qualquer europeu opine sobre a face do dinheiro que carrega no bolso.

Os dez finalistas dividem-se entre dois temas — 'Cultura europeia' e 'Rios e aves' — e são o resultado de um longo processo de seleção. Um concurso europeu atraiu mais de 1.200 candidaturas de designers gráficos; dessas, apenas 25 foram convidadas a desenvolver propostas formais. Um júri independente de 21 especialistas, nomeados pelos bancos centrais da zona do euro e com competências que vão do design às neurociências, reduziu o campo até às dez propostas agora em discussão pública.

O BCE quis garantir que a consulta fosse mais do que uma votação na internet. Em paralelo, uma empresa independente realizará um inquérito com uma amostra representativa de cidadãos europeus, e os resultados de ambos os processos serão publicados num relatório transparente. A decisão final, esperada para o final do ano, caberá ao Conselho do BCE, que ponderará os votos, os pareceres técnicos e as conclusões do júri original — um processo deliberativo, não um simples referendo.

Depois de escolhido o design vencedor, seguir-se-á uma fase de desenvolvimento e testes antes da produção em massa. As novas notas serão introduzidas gradualmente, circulando lado a lado com as séries anteriores, que manterão o seu valor sem qualquer pressão de retirada. Uma mudança pensada para respeitar o ritmo das economias reais.

O Banco Central Europeu abriu as portas para um exercício de democracia monetária. Na quinta-feira, 23 de julho, a instituição liderada por Christine Lagarde apresentou dez propostas de design para a próxima geração de notas de euro e convidou os cidadãos europeus a escolherem a sua favorita. A votação decorre através de um inquérito online que permanecerá aberto até 21 de setembro, oferecendo a qualquer pessoa na Europa a oportunidade de influenciar a cara da moeda que circula nas suas carteiras.

Os designs em competição assentam em dois temas distintos: um dedicado à cultura europeia e outro focado em rios e aves do continente. Estes não surgiram do nada. O processo começou com um concurso lançado a nível da União Europeia que recebeu mais de 1.200 candidaturas de desenhadores gráficos. Desse vasto conjunto, apenas 25 foram convidados a desenvolver propostas formais. Um júri independente, composto por 21 especialistas em áreas tão diversas como design gráfico, comunicação, neurociências e história — cada um nomeado por um banco central da zona do euro — reduziu então esse número para as dez finalistas que agora estão sob escrutínio público.

O BCE não está a deixar esta decisão apenas nas mãos dos votantes online. Em paralelo à consulta pública, uma empresa independente de estudos de opinião realizará um inquérito separado com as mesmas questões, desta vez junto de uma amostra representativa de cidadãos da área do euro. Quando o processo terminar, o banco central publicará um relatório completo com os resultados de ambos os inquéritos, garantindo transparência sobre como a opinião pública foi recolhida e considerada.

O calendário para a decisão final está já marcado. O Conselho do BCE deverá pronunciar-se sobre o novo design perto do final do ano. A escolha não será baseada apenas nos votos dos cidadãos. O banco central considerará múltiplos contributos: as conclusões do júri original do concurso, uma avaliação técnica rigorosa das propostas, e os resultados dos dois inquéritos de opinião. É um processo deliberativo, não um plebiscito simples.

Depois de escolhido, o design vencedor entrará numa fase de desenvolvimento e testes antes de qualquer produção em massa. As novas notas não aparecerão de repente nas caixas multibanco. Serão introduzidas gradualmente em anos subsequentes, permitindo uma transição suave. Entretanto, as notas das séries anteriores manterão o seu valor e continuarão a circular em paralelo com as novas, sem qualquer pressão para serem retiradas de circulação. É um exercício de mudança monetária que respeita a realidade prática das economias em funcionamento.

O desenho selecionado será posteriormente desenvolvido e testado antes do início da produção
— Banco Central Europeu
As notas das séries anteriores manterão o seu valor e continuarão a circular a par da nova série
— Banco Central Europeu
Fale Conosco FAQ