Ataque Houthi ao aeroporto de Riade deixa 12 mortos e 309 feridos

Pelo menos 12 pessoas morreram e 309 ficaram feridas, algumas em estado grave, incluindo cinco levadas de helicóptero para unidades de cuidados intensivos.
Controlam uma rota comercial estratégica que dá alavanca geopolítica real
Os Houthis expandiram o seu poder sobre o Mar Vermelho e o estreito de Bab el-Mandeb, uma passagem vital para o comércio global.
Mark

Porque é que este ataque ao aeroporto é diferente dos anteriores ataques Houthi?

Mimi

Porque atingiu uma infraestrutura civil crítica no coração de Riade, não um navio no mar. Matou 12 pessoas e feriu 309. Forçou o encerramento de um aeroporto internacional inteiro.

Luke

Mas temos confirmação de que foram os Houthis? O texto diz "atribuído aos rebeldes Huthis" e "fonte diplomática citada pela AFP". Não há uma reivindicação do grupo.

Mimi

Correto. Os Houthis ainda não se pronunciaram. Mas têm reivindicado ataques anteriores, e as autoridades sauditas e diplomáticas atribuem este a eles.

Mark

Qual é o contexto mais amplo aqui? Porque é que isto está a acontecer agora?

Mimi

A trégua de 2022 desabou em julho. Os Houthis desafiaram o controlo saudita do espaço aéreo iemenita. Desde então, expandiram o seu poder no Mar Vermelho e no estreito de Bab el-Mandeb.

Luke

E isso importa porque?

Mimi

Porque controlam uma rota comercial estratégica. É uma alternativa ao Canal do Suez. Dá-lhes alavanca geopolítica real.

Mark

Trump disse que vai juntar-se à coligação. Isso muda as coisas?

Mimi

Potencialmente. Significa que os EUA podem estar a preparar-se para uma operação militar mais direta contra os Houthis.

Luke

Mas Trump disse que espera tomar uma decisão "muito rapidamente". Isso é uma promessa ou uma possibilidade?

Mimi

É uma indicação de intenção, mas não é uma decisão tomada. Ainda há espaço para mudança.

Mark

Os Houthis fazem parte de algo maior, certo?

Mimi

Sim. Integram o eixo da resistência apoiado pelo Irão, ao lado do Hamas, Hezbollah e milícias xiitas no Iraque.

  • Um míssil atingiu o Terminal 3 do aeroporto Rei Khalid às 15h locais, provocando incêndios, evacuações em massa e a suspensão imediata de todos os voos.
  • Doze pessoas morreram — quatro sauditas e oito estrangeiros, incluindo um cidadão norte-americano — e 309 ficaram feridas, cinco delas evacuadas de helicóptero para cuidados intensivos.
  • Embaixadas ocidentais aconselharam o seu pessoal a evitar o aeroporto durante pelo menos uma semana, sinalizando uma ruptura profunda na perceção de segurança da capital saudita.
  • Riade anunciou uma operação militar em grande escala contra os Houthis, enquanto o Presidente Trump admitiu ponderar a entrada dos EUA na coligação 'muito rapidamente'.
  • O ataque marca uma escalada sem precedentes: os Houthis demonstram agora capacidade de atingir infraestruturas críticas no coração da Arábia Saudita, reforçando o seu peso negocial no conflito regional.

Na tarde de uma sexta-feira comum, um míssil Houthi transformou o aeroporto internacional de Riade num símbolo da fragilidade das fronteiras entre guerra e vida civil. O ataque, que matou pelo menos 12 pessoas e feriu 309, não é apenas um ato de violência isolado — é o reflexo de um conflito regional que cresce em espiral, alimentado por alianças antigas, rotas comerciais estratégicas e a lógica implacável da escalada. A resposta de Riade e a possível entrada dos Estados Unidos na coligação saudita sugerem que o mundo está, mais uma vez, diante de uma encruzilhada onde cada decisão carrega o peso de consequências imprevisíveis.

O aeroporto internacional de Riade, habitualmente porta de entrada para a capital saudita, tornou-se esta sexta-feira à tarde cenário de destruição quando um míssil atribuído aos rebeldes Houthis do Iémen atingiu o Terminal 3, provocando incêndios e forçando a evacuação imediata das instalações. O balanço — pelo menos 12 mortos e 309 feridos, cinco dos quais transportados de helicóptero para unidades de cuidados intensivos — sublinha a brutalidade de um ataque que visou infraestrutura civil em pleno funcionamento.

Entre as vítimas contam-se quatro cidadãos sauditas e oito estrangeiros, incluindo um norte-americano. Todas as operações aéreas foram suspensas enquanto as autoridades avaliavam os danos, e várias embaixadas ocidentais aconselharam o seu pessoal a evitar o aeroporto durante pelo menos uma semana. A Embaixada francesa já havia alertado os seus cidadãos, dias antes, para os riscos crescentes na Arábia Saudita.

O incidente insere-se numa escalada que se intensificou após o colapso de uma trégua frágil acordada em 2022. Os Houthis — aliados do Irão e parte do chamado eixo da resistência — retomaram operações militares em julho e têm expandido o seu controlo sobre o Mar Vermelho e o estratégico estreito de Bab el-Mandeb, justificando os ataques como solidariedade com o Hamas na Faixa de Gaza.

A resposta foi imediata: Riade anunciou uma operação em grande escala contra os efetivos e capacidades do grupo rebelde, e o Presidente Donald Trump admitiu estar a considerar juntar-se à coligação saudita 'muito rapidamente'. A capacidade demonstrada pelos Houthis de atingir o coração da capital saudita coloca o conflito num patamar novo — e torna cada resposta que se seguir ainda mais carregada de consequências.

O aeroporto internacional de Riade, porta de entrada para a capital saudita, foi atingido por um míssil nesta sexta-feira à tarde, deixando um rastro de destruição que matou pelo menos 12 pessoas e feriu 309 outras, algumas delas em condições críticas. O ataque, atribuído aos rebeldes Houthis do Iémen, forçou a suspensão imediata de todas as operações aéreas enquanto as autoridades avaliavam os danos e verificavam a segurança das instalações.

Entre os mortos contam-se quatro cidadãos sauditas e oito estrangeiros, incluindo um cidadão norte-americano. Segundo relatos de fontes médicas, dezenas de feridos foram transportados para hospitais, com cinco pessoas em estado grave sendo evacuadas de helicóptero para unidades de cuidados intensivos. O impacto direto do projétil atingiu o Terminal 3, provocando incêndios que obrigaram à evacuação da zona. A companhia aérea Kuwait Airways já havia anunciado a suspensão das suas ligações com Riade.

O ataque ocorreu por volta das 15h locais, num momento em que o aeroporto funcionava normalmente. Fontes diplomáticas confirmaram que os Houthis visavam alvos civis, enquanto várias embaixadas ocidentais aconselharam imediatamente o seu pessoal a evitar o aeroporto durante pelo menos uma semana. A Embaixada francesa já havia pedido aos seus cidadãos, dias antes, que tomassem extrema cautela na Arábia Saudita devido aos ataques recentes do grupo rebelde.

Este incidente marca uma escalada significativa num conflito que se intensificou após o colapso de uma frágil trégua acordada em 2022. Os Houthis, grupo aliado do Irão, retomaram operações militares em julho quando desafiaram o controlo saudita sobre o espaço aéreo iemenita, permitindo a aterragem de um avião com representantes iranianos em Sanaa. Desde então, o grupo tem expandido o seu controlo sobre vastas áreas do Mar Vermelho e do estreito de Bab el-Mandeb, uma passagem estratégica que serve como alternativa ao Canal do Suez.

A resposta de Riade foi imediata. As autoridades sauditas anunciaram uma operação em grande escala da coligação que liderada, visando os efetivos e capacidades dos Houthis, enquanto reforça o apoio ao exército do governo internacionalmente reconhecido no Iémen. Nos Estados Unidos, o Presidente Donald Trump admitiu que está a considerar juntar-se à coligação saudita contra os rebeldes, afirmando que espera tomar uma decisão "muito rapidamente" na sequência do ataque.

Os Houthis, que integram o chamado eixo da resistência formado por grupos apoiados pelo Irão — incluindo o Hamas na Palestina, o Hezbollah no Líbano e milícias xiitas no Iraque — ainda não se pronunciaram sobre este ataque específico. Contudo, o grupo tem reivindicado ataques anteriores contra a Arábia Saudita, justificando-os como apoio ao Hamas na guerra com Israel na Faixa de Gaza. Entre 2023 e 2025, os Houthis atacaram dezenas de navios comerciais no Golfo de Aden e Mar Vermelho, demonstrando uma capacidade crescente de projetar poder militar para além das suas bases no Iémen.

O ataque ao aeroporto de Riade representa um ponto de viragem no conflito regional. A capacidade dos Houthis de atingir infraestruturas críticas na capital saudita, combinada com o seu controlo estratégico sobre rotas comerciais vitais, coloca o grupo numa posição de força negocial sem precedentes. A resposta militar anunciada por Riade e a possível entrada dos Estados Unidos na coligação sugerem que o conflito está prestes a intensificar-se ainda mais.

Os Huthis estão a atacar alvos civis
— Fonte diplomática citada pela AFP
Dezenas de pessoas ficaram feridas, na maioria cidadãos sauditas, das quais cinco estavam em estado grave
— Fonte médica citada pela agência noticiosa francesa
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