Arábia Saudita confirma ataque a aeroporto de Riad com feridos e suspensão de voos

Dezenas de pessoas ficaram feridas, com pelo menos cinco internadas em unidades de terapia intensiva; três sauditas foram mortos em ataque anterior dois dias antes.
Parte do teto desabou após um objeto cruzar o céu
Relato de passageiro ferido descrevendo o momento do impacto no terminal de Riade.
Mark

Por que um aeroporto é alvo? Parece uma escolha deliberada.

Mimi

É. Aeroportos são símbolos de conectividade e poder estatal. Atingir um é atingir a capacidade do país de funcionar.

Luke

Mas a gente não sabe quem atacou. A fonte diz que a autoria não foi divulgada. Podemos conectar aos houthis, mas não é confirmado.

Mark

Certo. E quanto aos feridos — dezenas é um número vago.

Mimi

A AFP citou fontes médicas dizendo dezenas, com cinco em terapia intensiva. Mas as autoridades sauditas não confirmaram nem o número total.

Luke

Exato. Temos relatos de agências internacionais, não números oficiais. É importante manter essa distinção.

Mark

E isso é o segundo ataque em três dias?

Mimi

Sim. Dois dias antes, na quinta-feira, três sauditas foram mortos em ações contra o aeroporto. A autoridade confirmou.

Luke

Então temos um padrão, mas ainda sem confirmação de quem está fazendo isso.

Mark

A escalada com os houthis é o pano de fundo?

Mimi

Sim. A coalizão liderada pela Arábia Saudita ampliou operações contra o grupo. Os ataques ao aeroporto parecem parte dessa dinâmica maior.

  • Uma forte explosão sacudiu o terminal do Aeroporto Rei Khalid, derrubando parte do teto próximo a um portão de embarque e espalhando o caos entre passageiros e funcionários.
  • Dezenas de pessoas ficaram feridas, ao menos cinco em estado grave em unidades de terapia intensiva, enquanto ambulâncias se acumulavam do lado de fora do terminal.
  • Kuwait Airways, Etihad Airways e Qatar Airways suspenderam imediatamente seus voos para Riade, e embaixadas estrangeiras orientaram seus cidadãos a evitar o aeroporto.
  • As autoridades sauditas interromperam todas as operações para inspeção de segurança, sem confirmar o número exato de vítimas nem a autoria do ataque.
  • O episódio é o segundo em três dias: na quinta-feira anterior, ataques ao mesmo aeroporto já haviam matado três sauditas, revelando um padrão de escalada deliberada.
  • O contexto aponta para a intensificação do conflito entre os houthis e a coalizão saudita, que havia ampliado sua ofensiva militar, inclusive com operações próximas ao Mar Vermelho.

No coração da capital saudita, um aeroporto que conecta milhões de pessoas ao mundo tornou-se, mais uma vez, palco de violência. O ataque ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em 10 de outubro de 2026, não foi um evento isolado, mas o segundo golpe em três dias — um sinal de que a guerra entre os houthis e a coalizão liderada pela Arábia Saudita atravessou fronteiras e alcançou o cotidiano civil. Dezenas de feridos e voos cancelados lembram que infraestruturas de paz raramente escapam ilesas dos ciclos de conflito.

Na manhã de sábado, 10 de outubro, a Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita confirmou oficialmente um ataque ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade. Todas as operações foram suspensas imediatamente para avaliação de danos e verificação das condições de segurança. As autoridades não revelaram, naquele momento, o número exato de feridos nem a autoria do ataque.

Testemunhas relataram à Reuters uma forte explosão seguida de cenas de pânico: pessoas feridas no chão do terminal, mais de uma dezena de ambulâncias convergindo para o local. Um passageiro contou que parte do teto desabou próximo a um portão de embarque após um objeto cruzar o céu. Fontes médicas citadas pela France-Presse indicaram dezenas de feridos, com pelo menos cinco em terapia intensiva — balanço que não recebeu confirmação oficial.

O impacto se alastrou rapidamente para além das fronteiras do terminal. Kuwait Airways, Etihad Airways e Qatar Airways cancelaram voos para Riade. Representações diplomáticas estrangeiras recomendaram a seus cidadãos que evitassem o aeroporto até nova ordem.

O ataque não surgiu do nada. Dois dias antes, na quinta-feira, 8 de outubro, outras ações contra as mesmas instalações haviam deixado três sauditas mortos — mortes confirmadas pela Autoridade de Aviação Civil em nota divulgada na sexta-feira. O padrão repetido apontava para uma escalada intencional, inserida no conflito mais amplo entre os houthis e a coalizão liderada pela Arábia Saudita, que havia intensificado sua ofensiva militar, incluindo operações próximas ao Mar Vermelho. Uma das maiores infraestruturas de transporte do país transformava-se, progressivamente, em campo de batalha.

No sábado, 10 de outubro, a Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita confirmou oficialmente um ataque ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade. A ação deixou feridos e forçou a suspensão imediata de todas as operações no terminal. Em comunicado divulgado nas redes sociais e pela Agência de Imprensa Saudita, a autoridade informou que as atividades foram interrompidas para avaliação de danos e verificação das condições de segurança. Nem o número exato de feridos nem a autoria do ataque foram revelados oficialmente naquele momento.

Testemunhas presentes no aeroporto descreveram uma forte explosão seguida de cenas de caos. Segundo relatos à agência Reuters, pessoas feridas foram encontradas no chão do terminal, e mais de uma dezena de ambulâncias foi vista se dirigindo ao local. Um passageiro ferido contou que parte do teto próximo a um portão de embarque desabou após um objeto cruzar o céu. A agência France-Presse, citando fontes médicas, informou que dezenas de pessoas ficaram feridas, com pelo menos cinco internadas em unidades de terapia intensiva. Esse balanço não recebeu confirmação oficial das autoridades sauditas.

O impacto imediato foi sentido por companhias aéreas internacionais. Kuwait Airways, Etihad Airways e Qatar Airways cancelaram operações para Riade. Representações diplomáticas estrangeiras também emitiram recomendações para que seus cidadãos evitassem o aeroporto. A retomada das atividades, segundo a autoridade saudita, dependeria da conclusão das inspeções de segurança em coordenação com órgãos responsáveis.

O ataque não ocorreu isoladamente. Dois dias antes, na quinta-feira, 8 de outubro, outras ações contra instalações do aeroporto deixaram três sauditas mortos. A Autoridade de Aviação Civil confirmou essas mortes em nota divulgada na sexta-feira, 9. O padrão de ataques sucessivos apontava para uma escalada de tensão na região.

Esse contexto de violência está inserido em uma dinâmica maior de confrontos entre os houthis e forças do governo do Iêmen apoiadas pela Arábia Saudita. Segundo a Associated Press, a coalizão liderada pelos sauditas havia ampliado sua ofensiva militar contra o grupo, incluindo operações próximas ao Mar Vermelho. Os ataques ao aeroporto de Riade refletiam a intensificação desses confrontos, transformando uma das principais infraestruturas de transporte do país em alvo de operações que deixavam feridos e mortos.

Atividades foram interrompidas para avaliar os danos e verificar as condições de segurança
— Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita
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