Aprovação de Lula oscila entre segmentos: cresce entre mulheres e evangélicos

Evangélicos avançam, mas 57% ainda rejeitam o governo
Aprovação entre evangélicos subiu dez pontos em quatro meses, mas desaprovação permanece majoritária nesse segmento.
Mark

Como você lê esses números? Lula está crescendo ou apenas oscilando?

Mimi

Os números mostram movimento real em alguns segmentos — dez pontos entre evangélicos e independentes em quatro meses é significativo. Mas o contexto importa: entre evangélicos, 57% ainda desaprovam. Não é uma virada, é uma rachadura.

Luke

Exatamente. E precisamos ser claros: essa pesquisa é de uma semana específica, fim de julho. Não sabemos se esses ganhos se mantêm em setembro ou outubro. A margem de erro é de dois pontos, então alguns desses números estão praticamente dentro da incerteza.

Mark

E as mulheres? Parece que Lula finalmente as conquistou.

Mimi

Conquistou não é a palavra certa. Elas agora aprovam mais que desaprovam — 52% contra 42%. Mas isso é diferente de dizer que estão com ele. É um equilíbrio frágil.

Luke

E note que entre homens a aprovação é apenas 44%, com 52% desaprovando. Então há uma divisão de gênero real, mas não é uma maioria feminina sólida. É 52%.

Mark

O que mais me chama atenção é o Sul. Por que permanece tão resistente?

Mimi

O Sul é uma região onde a direita é mais forte, onde Bolsonaro tem raízes profundas. Não é só rejeição a Lula — é rejeição ao PT. Esses números não mudam facilmente.

Luke

Verdade, mas também não sabemos por quê. A pesquisa não pergunta as razões. Pode ser economia regional, pode ser identidade política, pode ser ambos. Os números dizem que 58% desaprovam, mas não dizem por quê.

Mark

E a renda? Parece que Lula está ganhando entre a classe média baixa.

Mimi

Sim, aqueles que ganham entre dois e cinco salários mínimos passaram de 38% de aprovação para 46% em quatro meses. É um movimento real. Mas quem ganha mais de cinco salários continua rejeitando em 58%.

Luke

Aqui é importante notar: não sabemos se esse movimento entre a classe média baixa é durável ou se é resposta a algo específico que aconteceu entre abril e agosto. A pesquisa não nos diz isso.

Mark

Então o que você vê como o grande risco para Lula?

Mimi

A rejeição entre eleitores de renda alta e com ensino superior. São 58% desaprovando entre quem ganha mais de cinco salários. Esses eleitores votam, mobilizam, doam. Não é só número — é poder político.

Luke

E também: evangélicos ainda desaprovam em 57%. Lula ganhou dez pontos, mas está longe de conquistar esse segmento. Se evangélicos se mobilizarem contra ele, é um problema real.

  • Com apenas um ponto percentual separando aprovação e desaprovação, qualquer oscilação nos próximos meses pode redesenhar o mapa político do país.
  • Evangélicos e independentes — grupos historicamente avessos a Lula — registraram avanços de dez pontos na aprovação em quatro meses, sinalizando uma fissura nas resistências mais antigas.
  • Mulheres ultrapassaram pela primeira vez a barreira da maioria favorável ao governo, com 52% de aprovação, enquanto homens e eleitores de renda alta seguem na direção oposta.
  • O Nordeste sustenta o governo com 66% de aprovação, mas o Sul permanece como fortaleza de rejeição, com 58% contrários — polarização regional que não cede.
  • As bases ideológicas permanecem blindadas: lulistas aprovam em 98%, bolsonaristas reprovam em 95%, e o único campo onde o jogo ainda está aberto é o dos independentes.

Em agosto de 2026, o governo Lula encontra-se suspenso sobre uma linha tênue: 48% de aprovação contra 47% de desaprovação, segundo a Quaest. O retrato que emerge não é o de uma nação unida nem de uma nação partida, mas de um arquipélago de identidades — cada ilha com sua própria temperatura política, sua própria memória e sua própria esperança. Ganhos entre mulheres, evangélicos e independentes sugerem que fronteiras antes rígidas começam a se mover, ainda que o Sul, os mais ricos e os mais escolarizados permaneçam como territórios de resistência consolidada.

A aprovação do governo Lula vive um equilíbrio precário em agosto de 2026. A pesquisa Quaest, realizada com 2.004 eleitores entre 31 de julho e 3 de agosto, registrou 48% de aprovação contra 47% de desaprovação — margem que torna cada movimento do eleitorado potencialmente decisivo.

Os avanços mais expressivos vieram de grupos que historicamente resistiram ao presidente. Entre evangélicos, a aprovação saltou de 28% para 38% em quatro meses, embora 57% do segmento ainda desaprove o governo. Independentes também se aproximaram: de 32% para 42% de aprovação, com a desaprovação caindo de 58% para 47% — a diferença mais estreita já registrada nesse grupo.

As mulheres marcaram uma virada simbólica: pela primeira vez, sua aprovação (52%) superou a desaprovação (42%). Entre os homens, o movimento foi mais tímido, com desaprovação ainda dominante em 52%. Eleitores com renda entre dois e cinco salários mínimos também se aproximaram do governo, chegando a 46% de aprovação.

Geograficamente, o país permanece dividido. O Nordeste lidera o apoio com 66% de aprovação, enquanto o Sul mantém 58% de desaprovação. O Centro-Oeste e Norte viveram a maior transformação, saindo de um cenário desfavorável em abril para um quase empate em agosto. O Sudeste melhorou, mas a desaprovação ainda prevalece.

A divisão por renda e escolaridade é nítida: quem ganha até dois salários mínimos aprova em 59%; quem recebe mais de cinco salários mínimos desaprova em 58%. Entre os com ensino fundamental, o apoio chega a 57%; entre os com ensino superior, a rejeição atinge 58%.

O que a pesquisa revela, no fim, é um governo que consolidou sua base entre os mais pobres e menos escolarizados, avançou entre mulheres e evangélicos, mas segue enfrentando resistência firme entre os mais ricos, os mais instruídos e os moradores do Sul. Se esses ganhos recentes se sustentarão ou são apenas flutuações em um eleitorado ainda profundamente fragmentado, os próximos meses responderão.

A aprovação do governo Lula permanece em equilíbrio precário. Segundo pesquisa Quaest divulgada em agosto, 48% dos eleitores aprovam o presidente, enquanto 47% desaprovam — uma margem tão estreita que qualquer movimento nos próximos meses pode redefini-la. O levantamento, que ouviu 2.004 eleitores entre 31 de julho e 3 de agosto, revela um eleitorado fragmentado, onde o apoio cresce em alguns segmentos enquanto a rejeição se aprofunda em outros.

Os ganhos mais significativos vieram de grupos que historicamente resistiram a Lula. Entre evangélicos, a aprovação subiu dez pontos em quatro meses — de 28% em abril para 38% em agosto. Ainda assim, 57% desse segmento desaprova o governo, mantendo-o como um reduto de resistência. Eleitores independentes também avançaram, passando de 32% de aprovação em abril para 42% em agosto, reduzindo a desaprovação de 58% para 47%. Essa convergência entre independentes marca a diferença mais estreita já registrada nesse grupo ao longo da série de pesquisas.

As mulheres representam outra mudança notável. Sua aprovação cresceu sete pontos, chegando a 52% em agosto, superando pela primeira vez a desaprovação, que caiu para 42%. Entre os homens, o movimento foi mais modesto: aprovação oscilou de 42% para 44%, enquanto desaprovação permanece acima, em 52%. Pessoas com renda entre dois e cinco salários mínimos também mostram sinais de aproximação ao governo — a aprovação subiu oito pontos, chegando a 46%, praticamente empatada com os 48% de desaprovação.

Geograficamente, o mapa político permanece polarizado. O Nordeste segue como principal reduto de apoio, com 66% de aprovação contra 29% de desaprovação — a menor rejeição entre todas as regiões. O Sul, porém, mantém resistência praticamente inalterada: 58% desaprovam e apenas 35% aprovam. O Sudeste mostra sinais de melhora, com aprovação subindo de 38% para 42%, embora desaprovação ainda domine em 52%. A região Centro-Oeste e Norte apresentou a maior transformação, passando de um cenário desfavorável em abril (36% aprovação, 58% desaprovação) para um quase empate em agosto (47% aprovação, 50% desaprovação).

A divisão por escolaridade e renda revela uma dinâmica de classe clara. Entre pessoas com ensino fundamental, Lula mantém forte apoio: 57% aprovam contra 36% que desaprovam. No ensino médio, a aprovação subiu de 37% para 43%, ainda que desaprovação predomine em 53%. Entre eleitores com ensino superior, porém, a rejeição é esmagadora: 58% desaprovam contra apenas 39% que aprovam. Quem ganha até dois salários mínimos aprova o governo em 59%, enquanto quem recebe mais de cinco salários mínimos o desaprova em 58%.

Os números por posicionamento político mostram que as bases ideológicas permanecem cristalizadas. Lulistas aprovam o governo em 98% dos casos, enquanto bolsonaristas o desaprovam em 95%. A direita não bolsonarista mantém desaprovação estável entre 86% e 90%. A esquerda não lulista aprova consistentemente, com índices entre 85% e 88%. O movimento real ocorre entre independentes — o único grupo onde há espaço para mudança.

Entre católicos, a aprovação estabilizou em 53% em julho e agosto, após atingir pico de 55% em maio. A desaprovação caiu de 46% para 42%. Entre os mais jovens, de 16 a 34 anos, a desaprovação que era de 56% em abril caiu para 48% em agosto, praticamente equiparada aos 47% de aprovação. Eleitores com 60 anos ou mais mantêm vantagem estável para o governo, com aprovação em torno de 51% a 52%.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06591/2026, com margem de erro de dois pontos percentuais. O que emerge é um retrato de um governo que consolidou sua base entre os mais pobres e menos escolarizados, ganhou terreno entre mulheres e evangélicos, mas segue rejeitado por eleitores de renda alta, com ensino superior e na região Sul. Os próximos meses dirão se esses ganhos entre grupos historicamente resistentes conseguem se sustentar ou se representam apenas flutuações em um eleitorado ainda profundamente dividido.

Entre eleitores independentes, a aprovação subiu de 32% em abril para 42% em agosto, marcando a diferença mais estreita já registrada nesse grupo na série
— Pesquisa Quaest, agosto de 2026
Entre evangélicos, o apoio a Lula subiu de 28% para 38%, embora a desaprovação continue majoritária com 57%
— Pesquisa Quaest, agosto de 2026
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